Já demos como exemplo a expressão “rés-do-chão”, para caracterizar uma situação difícil, quase chegando na expressão “no fundo do poço”... Isso porque, em Portugal, nos prédios, os elevadores não tem, como no Brasil, o “térreo” e, sim, o “rés-do-chão”! Até
Já dissemos que a educação do Brasil precisa reagir, sair do “rés-do-chão” e realizar a grande revolução cultural que nos levará a um futuro seguro e auto-sustentável. E, agora, com precisão, o jornalista e blogueiro Ricardo Noblat usa a expressão “rés-do-chão” para caracterizar a atuação desastrosa, diria até “politicamente criminosa” de afastar da Comissão de Constituição e Justiça (???) dois políticos exemplares (Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos) e que, obviamente, se transformaram em obstáculos aos objetivos de Renan Calheiros... O artigo “O que fez Renan. E o que ele é (05/10/2007)”, publicado hoje (18/03/2012), nos mostra a pobreza política que vive o Brasil e a urgência em sairmos da “rés-do-chão”:
“Quando adolescente, descobri a expressão rés-do-chão em um romance francês. No início do século XIX, um dos personagens do romance levava vida modesta ao rés-do-chão de um pardieiro em Paris. Estamos de acordo que o Senado está sendo empurrado por Renan para o andar térreo mais enlameado de sua história, não estamos? Mas o que isso tem a ver com o golpe aplicado por Renan em Simon e Jarbas? Tudo, ora.
Do rés-do-chão onde se encontra, e para onde procura atrair seus colegas, Renan cometeu uma patifaria – mais uma. Alvíssaras! Imagino finalmente ter encontrado a palavra certa para definir a ação de Renan - patifaria. Autor de patifaria é patife. E patife quer dizer velhaco, pusilânime ou covarde, alguém capaz de mandar todos os escrúpulos às favas para alcançar seus objetivos por quaisquer meios - de preferência os ilícitos.
O irônico é que quanto mais forte Renan parece estar, mais fraco se revela. Não se arrisca a passear na rua ou a freqüentar shoppings. Não tem peito de voar em avião comercial. Vive cercado de seguranças na residência oficial do presidente do Senado. A essa altura, depois de manipular a maioria dos seus pares e o governo nos últimos cinco meses, é um político desmoralizado. Que quer dizer, segundo Aurélio, desacreditado, estragado...”
E concluía:“Debrucei-me durante a madrugada sobre um volume puído do dicionário do Aurélio à procura de uma palavra que definisse com razoável precisão o ato de Renan Calheiros de defenestrar da Comissão de Constituição e Justiça do Senado seus colegas Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos - ambos fundadores do PMDB. O lugar deles será ocupado por Almeida Lima (SE) e Paulo Duque (RJ), clientes de favores e servos fiéis de Renan.
Sim, porque foi Renan que decidiu substituir Simon e Jarbas. Ou vocês duvidam que ele segue mandando em quase todos os senadores do PMDB e em senadores de outros partidos reféns dos seus dossiês? Por acaso Valdir Raupp (RO), líder do partido e executor da ordem contra Simon e Jarbas, é algo além de um reles tarefeiro de Renan - assim como tarefeiro e reles é também Leomar Quintanilha (TO), presidente do Conselho de Ética do Senado?”
É chegada a hora da “sociedade civil organizada”, da “intelligentzia brasileira”, tomar a frente das mobilizações populares e limpar o país de políticos como José Sarney, Jader Barbalho e Renan Calheiros! No artigo que fizemos sobre Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos expressamos a importância HISTÓRICA desses dois políticos brasileiros!









