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maio 12, 2013

AFIF DOMINGOS:
POLÍTICA DE FIM DE FEIRA!!!

POLÍTICA DE FIM DE FEIRA!!!

“A mais recente jabuticaba brasileira, vice da oposição que vira ministro da situação, caiu de madura num cenário fértil...” CARLOS MELO

Na “Ilha da Fantasia” (Brasília) se consumou a degradação da política brasileira: Guilherme Afif Domingos, que há muitos anos vem rodeando o poder para chegar nele sem esforço e sem votos...já é realidade!

O jornal “O Estado de S. Paulo”, de 12/05/2013, traz contundente artigo “Política de Fim de Feira/Presidencialismo de Amarração”, de Ivam Marsiglia, que escreve e entrevista o cientista político Carlos Melo. A ilustração na abertura, também é do jornal.

AS CRIAS DE PAULO MALUF...

Guilherme Afif Domingos foi escolhido pelo então prefeito nomeado de São Paulo pelo Regime Militar (contra a escolha de Luiz Arrobas Martins pelo governador Abreu Sodré). Desde então, passou a depender e a ser nomeado por Maluf (já governador) para cargos de confiança. Em 1979, foi nomeado Secretário da Agricultura, ao depois, foi nomeado presidente do BADESP – Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Era muito eclético esse Afif, como agora. Mas a prova de “ligação perpétua” ainda estava por vir...

Nas emblemáticas eleições DIRETAS para governador de São Paulo, após quase 20 anos de Regime Militar, Maluf escolheu como seu candidato a governador o ex-prefeito nomeado da capital, Reinaldo de Barros. Como vice, que não precisa de votos, pois vai de carona na votação do candidato a governador, INDICOU a sua cria preferida: GUILHERME AFIF DOMINGOS! A história e o resultado todos sabem: o povo paulista RENEGOU os representantes da Ditadura (Reinaldo/Afif) e deu RETUMBANTE vitória a FRANCO MONTORO, para governador e ORESTES QUÉRCIA, para vice.

NA NOVA REPÚBLICA...

Guilherme Afif continuou a seguir as pegadas de seu mestre: como Maluf, assumiu a presidência da Associação Comercial. Foi deputado federal (PFL). E na esteira de outra cria de Maluf, o KASSAB, passou a conseguir espaços em cargos executivos até chegar a ser, NOVAMENTE, candidato a vice-governador com Geraldo Alckmin (indicação de Kassab/Serra). E, agora, vai para o governo federal da mesma forma que seu Mestre,Paulo Maluf, foi...

O entrevistado do “Estadão”, explica que “Afif está inaugurando a onipresença política, pretendendo servir a dois senhores ao mesmo tempo...” Citando uma frase de Tancredo Neves, Carlos Melo completa:”Entre a Bíblia e o Capital, o PSD fica com o Diário Oficial”. Afif foi além, ficou com dois diários oficiais...”

RESUMINDO: Isso tudo confirma a absoluta igualdade entre as gestões do PSDB (8anos de FHC) e do PT (8 anos de Lula + 2 anos de Dilma). O Brasil está DOENTE. Precisa de MUDANÇAS POLÍTICAS que lhes devolvam a dignidade e a honradez!

No Blog do Noblat, importante artigo do jornalista Augusto Nunes. Vamos ao texto:


POLÍTICA
Dilma Rousseff explica o segundo emprego de Afif Domingos
Blog de Augusto Nunes

“Não vou renunciar ao cargo de vice-governador porque fui eleito”, reincidiu Guilherme Afif Domingos nesta sexta-feira. Mais uma tapeação de quinta categoria.
Em 2010, o eleito foi Geraldo Alckmin, que voltou ao Palácio dos Bandeirantes com o apoio de uma aliança antipetista. Brasileiro vota no cabeça de chapa. Vice vem na garupa.
Afif não foi escolhido pelos eleitores, mas pelos pajés do DEM oposicionista ─ que depois trocaria pelo invertebrado PSD.
Sem ficar ruborizado, o 39° ministro de Dilma Rousseff alega que resolveu continuar no posto que abandonou para não decepcionar os eleitores atraiçoados, que já lhe riscaram a testa com a marca da infâmia.
Quem ouve Afif sem se sentir nauseado deve ter achado muito claro e convincente o palavrório despejado por Dilma Rousseff para justificar a engorda do primeiro escalão.
“E por que um novo ministério?”, perguntou a presidente na cerimônia de posse em que Afif ensinou como deve beijar a mão da dona quem acabou de juntar-se à criadagem da casa-grande. Em países que fazem sentido, a resposta à própria pergunta induziria um bebê de colo a imediata internação da declarante num hospício de segurança máxima.
“No Brasil nós temos de ter e de reconhecer que é necessário um processo de expansão para depois abrir um processo de redução e assinamento”, desandou a Doutora em Nada.
O Brasil que resiste à Era da Mediocridade ficaria menos perplexo se os dois parceiros contassem a verdade. Como sabe até a caxirola que a madrinha dos inventores de araque ganhou de Carlinhos Brown, Afif foi incorporado à multidão de ministros porque contrato é contrato.
Numa das cláusulas do acordo costurado por Dilma e Gilberto Kassab, ficou combinado que parte do aluguel do PSD seria paga com o repasse de um pedaço do primeiro escalão (cofres incluídos) ao ex-adversário que hoje não é de esquerda, nem de direita e nem de centro; é do governo, qualquer governo.
O resto é conversa de 171, número que rima tanto com o vendedor que não diz o que sabe quanto com a compradora que não sabe o que diz.
(Blog do Noblat – 11/05/2013)


março 18, 2012

Renan Calheiros no rés-do-chão!


Já demos como exemplo a expressão “rés-do-chão”, para caracterizar uma situação difícil, quase chegando na expressão “no fundo do poço”... Isso porque, em Portugal, nos prédios, os elevadores não tem, como no Brasil, o “térreo” e, sim, o “rés-do-chão”! Até em São Paulo, o antigo prédio da LIGHT (majestoso ao lado do Viaduto do Anhangabaú), depois da ELETROPAULO e, hoje, é um Shopping, em seus elevadores marca, ao invés de “térreo”, “rés-do-chão”!
Já dissemos que a educação do Brasil precisa reagir, sair do “rés-do-chão” e realizar a grande revolução cultural que nos levará a um futuro seguro e auto-sustentável. E, agora, com precisão, o jornalista e blogueiro Ricardo Noblat usa a expressão “rés-do-chão” para caracterizar a atuação desastrosa, diria até “politicamente criminosa” de afastar da Comissão de Constituição e Justiça (???) dois políticos exemplares (Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos) e que, obviamente, se transformaram em obstáculos aos objetivos de Renan Calheiros... O artigo O que fez Renan. E o que ele é (05/10/2007)”, publicado hoje (18/03/2012), nos mostra a pobreza política que vive o Brasil e a urgência em sairmos da “rés-do-chão”:
“Quando adolescente, descobri a expressão rés-do-chão em um romance francês. No início do século XIX, um dos personagens do romance levava vida modesta ao rés-do-chão de um pardieiro em Paris. Estamos de acordo que o Senado está sendo empurrado por Renan para o andar térreo mais enlameado de sua história, não estamos? Mas o que isso tem a ver com o golpe aplicado por Renan em Simon e Jarbas? Tudo, ora.
Do rés-do-chão onde se encontra, e para onde procura atrair seus colegas, Renan cometeu uma patifaria – mais uma. Alvíssaras! Imagino finalmente ter encontrado a palavra certa para definir a ação de Renan - patifaria. Autor de patifaria é patife. E patife quer dizer velhaco, pusilânime ou covarde, alguém capaz de mandar todos os escrúpulos às favas para alcançar seus objetivos por quaisquer meios - de preferência os ilícitos.
O irônico é que quanto mais forte Renan parece estar, mais fraco se revela. Não se arrisca a passear na rua ou a freqüentar shoppings. Não tem peito de voar em avião comercial. Vive cercado de seguranças na residência oficial do presidente do Senado. A essa altura, depois de manipular a maioria dos seus pares e o governo nos últimos cinco meses, é um político desmoralizado. Que quer dizer, segundo Aurélio, desacreditado, estragado...”
E concluía:
“Debrucei-me durante a madrugada sobre um volume puído do dicionário do Aurélio à procura de uma palavra que definisse com razoável precisão o ato de Renan Calheiros de defenestrar da Comissão de Constituição e Justiça do Senado seus colegas Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos - ambos fundadores do PMDB. O lugar deles será ocupado por Almeida Lima (SE) e Paulo Duque (RJ), clientes de favores e servos fiéis de Renan.
Sim, porque foi Renan que decidiu substituir Simon e Jarbas. Ou vocês duvidam que ele segue mandando em quase todos os senadores do PMDB e em senadores de outros partidos reféns dos seus dossiês? Por acaso Valdir Raupp (RO), líder do partido e executor da ordem contra Simon e Jarbas, é algo além de um reles tarefeiro de Renan - assim como tarefeiro e reles é também Leomar Quintanilha (TO), presidente do Conselho de Ética do Senado?”
É chegada a hora da “sociedade civil organizada”, da “intelligentzia brasileira”, tomar a frente das mobilizações populares e limpar o país de políticos como José Sarney, Jader Barbalho e Renan Calheiros! No artigo que fizemos sobre Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos expressamos a importância HISTÓRICA desses dois políticos brasileiros!

PMDB: É a volta às origens?!?/ leia aqui