novembro 21, 2011

Síria: o Final da Primavera Árabe!


As origens da SÍRIA remontam a 5 mil anos! A cidade de DAMASCO é reconhecida como uma das mais antigas e importantes do mundo. Depois da 1ª. Grande Guerra Mundial, passou para o domínio da França até sua independência, em 1946. Há 41 anos está sob a DITADURA CRUEL E SANGRENTA da família al-Assad. De 1970 a 2000, o DITADOR foi Hafez al-Assad. De 2000 a 2011, seu filho, Bashar al-Assad permanece no poder. Agora, o FINAL DAS TREVAS! Agora a PRIMAVERA ÁRABE!!!

A Síria é último grande país a sofrer as transformações trazidas pela chamada PRIMAVERA ÁRABE. Mas ainda tem o IRAN! Sim, o IRAN é um caso à parte e o seu futuro já está definido há muito tempo pelo Ocidente: mudança radical, voltando ao padrão anterior à época (1979) do Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlevi...

Mas sempre voltamos à heróica tentativa de Unificar o Povo Árabe, levada a efeito por Lawrence da Arábia, durante e ao final da Primeira Grande Guerra Mundial. Mas as grandes potências estavam interessadas no rico solo árabe, com seu gás e petróleo e o Rei Faiçal estava apenas interessado em uma independência relativa...Assim, o link sobre Lawrence da Arábia, no final do post, precisa ser lido com cuidado, entendendo até o que traz nas entrelinhas...


Como resultado da ganância das grandes potências e da ausência de vontade política do Rei Faiçal para construir a Grande Nação Árabe, vimos por quase um século, aquele povo ser isolado, dominado e mantido no atraso, por sobas, reis de francaria e ditadores da pior espécie e das mais cruéis violências contra seus próprios irmãos árabes!

A ESCRAVIDÃO DO POVO ÁRABE E OS DITADORES

Impossível deixar de lembrar a importância da união do povo árabe, durante a 1ª. Grande Guerra Mundial, com o idealismo e a liderança de Lawrence da Arábia. A união das muitas tribos esparsas que, ao depois, transformadas em Nações, foram mantidas exploradas e isoladas como colônias e por ditaduras cruéis e por seus falsos líderes.

“Precisaríamos ser cegos ou preconceituosos para não perceber que o motor secreto desse movimento é um instinto de liberdade e de modernização...”
diz Mario Vargas Llosa,
que nos mostra que o desejo de liberdade e de modernização, difundidos via internet, é que vem motivando as populações desses países e, especialmente, os jovens. É dele, também, está análise do movimento libertário:


A revolução da informação foi esburacando por toda parte os rígidos sistemas de censura que os governos árabes haviam instalado para manter os povos que exploravam e saqueavam, na ignorância e no obscurantismo tradicionais. Hoje, porém, é muito difícil, quase impossível, um governo submeter a sociedade inteira às trevas mediáticas para manipulá-la e enganá-la como outrora.A telefonia celular, a internet, os blogs, o Facebook, o Twitter, as redes internacionais de televisão e demais recursos da tecnologia audiovisual levam a todos os rincões do globo a realidade de nosso tempo e forçam comparações que por certo mostraram às massas árabes o anacronismo e barbárie dos regimes que sofriam e a distância que os separa dos países modernos.”
(Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de Literatura -“Estadão”, 20/02/11).

As melhores cabeças pensantes do mundo estão analisando a onda de movimentação da massa social que ocorreu em vários países e que continua ocorrendo, sob a influência da globalização e da informação via internet.


Sem viés ideológico, vem atingindo governos ditatoriais tanto da esquerda quanto da direita. Regimes autoritários com décadas de solidez perdem, em semanas, toda a sua segurança e prepotência. Uns ainda tentam reagir pela força...em vão...

O FINAL DA PRIMAVERA ÁRABE

Dessa forma, a Síria é o último grande país que sofrerá transformações através desse movimento, dessa “onda mágica” que abalou o Mundo Árabe e vem provocando mudanças nas estruturas de poder, dando voz e direitos à grande massa popular que descobriu uma nova realidade através da PRIMAVERA ÁRABE! Os jovens querem participar da onda de desenvolvimento gerada pela globalização e os avanços tecnológicos mais recentes. O Planeta Terra transformou-se , realmente, na Aldeia Global!

E a Síria vem de uma tradição e de uma cultura de 5 mil anos, passou pela invasão e domínio de muito povos e, após a 1ª. Grande Guerra, passou ao domínio da França na partilha dos territórios árabes. Em 1946, consegue a sua independência. O domínio da família al-Assad começa em 1970, quando Hafez al-Assad ocupou o poder, através de um Golpe de Estado, até o ano de 2000, quando faleceu. Foi sucedido por seu filho, Bashar al-Assad. Recebido como uma promessa de abertura política e de liberdade democrática, revelou-se seguidor do modêlo ditatorial de seu pai.


Como as demais ditaduras árabes, manteve a população em um atraso cultural assustador, sendo, hoje, esse o maior impeçilho para a constituição de nações sólidas no que restou do desmonte das ditaduras. Povo empobrecido, separados em tribos primitivas, estão tendo um “choque de civilização”, mas a transposição da era das trevas para a realidade em que vivem os povos do ocidente está sendo extremamente difícil.

Como os outros Ditadores que cairam acreditando até o último momento na própria salvação, Bashar al-Assad tem promovido verdadeira carnificina, um “banho de sangue”, matando cerca de 2.500 civis da forma mais violenta. De nada serviu os exemplos de Saddan Hussein, Musbarack e Kadafi, para citar apenas os ditadores dos maiores países árabes que foram derrotados pelos movimentos populares.

Carlos Latuff
O ciclo está se fechando. A ONU tem cortado o crédito e isolado a Síria. A Liga Árabe já se posicionou contra o massacre de civis e deu prazo a Bashar. As principais nações da Comunidade Européia já pediram a renúncia da Bashar. Até a posição “neutra” da Rússia e da China está ficando insustentável.

O FINAL DOS MOVIMENTOS DA PRIMAVERA ÁRABE SERÁ FEITO COM A LIBERTAÇÃO E DEMOCRATIZAÇÃO DA SÍRIA!!!



2 comentários:

Anônimo disse...

Até que enfim essa onda de democratização das ditaduras da Ásia e da África está chegando à Síria. O Ditador Bashar age exatamente como agia seu pai e também Ditador, Hafez al-Assad. Mão de ferro, sufocando qualquer tipo de resistência ou contestação ao regime. A importância da Síria para o mundo árabe é muito grande. Mais de 2000 civis já foram mortos pela Ditadura Síria. O Ocidente, através da ONU já se posicionou pela saída de Bashar e até a Liga Árabe já deu seu ultimato ao Ditador para parar com os massacres e democratizar o país. A Primavera Árabe já está virando o quadro político sírio. A queda do Ditador pescoçudo não vai tardar!
(ludmila.cunha@yahoo.com.br)

Anônimo disse...

Prezadp Armando, embora um pouco tarde, gostaria de comentar o seguinte: gostei muito desta sua matéria sobre os árabes, principalmente sua visão histórica, aludindo a Lawrence da Arábia, que como você mesmo pesquisou, parece que é nosso conterrâneo!
Realismos fantásticos à parte, realmente os pobres irmãos árabes, com toda sua multimilenar história, ainda estão na barbárie. O que tem acenado para uma possível redenção é, talvez, a ruptura da barreira islâmica contra tudo o que vem do ocidente, graças a esse incrível gênio que o mundo perdeu há pouco: Steve Jobs. A "gloriosa" revolução francesa se reedita. Coloco aspas, porque ela também foi uma espada de dois gumes, a dinastia napoleônica que o confirme. E agora, a tão festejada primavera árabe faz surgir no horizonte uma terrível cimitarra de dois gumes, eis que se anuncia, pelo menos na Líbia, que o novo governo será regido pelos cruéis, anacroníssimos e obscurantistas ditames da "sharia", ou fundamentalismo do Alcorão. Embora primo (ou talvez cria do Antigo Testamento, este último não sendo mais tão levado ao pé da letra pelos seus próprios criadores), por causa de suas máximas e determinações contraditórias e inumanas, continua ainda a exercer poder sobre as conscicências e barrar a livre expansão do ser humano rumo à liberdade a que tem direito, pela própria lei natural. Ficamos achando que em vários países cuja chama libertária conseguiu inflamar a auto-estima patriótica, a coisa acabe naquilo: trocando seis por meia duzia.
Abraço, Sebastião. (jspmendes@hotmail.com)

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