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setembro 11, 2019

Armando


Armando filho e Armando pai. Embaixo, Silvia e Marcelo.

Armando pai e Armando filho comemorando a chegada do Armando Neto (Netão Delmanto)

Armando avô e Armando Neto.








No dia de hoje, comemoramos o 44º aniversário do meu filho caçula, Armando. Já era hora de trazer a estória do porquê me chamo Armando e ele e seu filho, também...

A estória, contada em detalhes por meu pai, eu a publiquei em meu primeiro livro, “A Juventude: Participação ou Omissão”, publicado em 1970, pela Edijor. 


Na época eu tinha 25 anos e era colunista do jornal “Diário Comércio & Industria” e dos semanários “City News” e Shopping News”, da capital.
Hoje, passados 70 anos do gesto afetivo de meu pai, espero que a homenagem ao Estadista Armando de Salles Oliveira seja levada a bom termo por meu filho Armando e, no futuro, pelo Netão (Armando Neto)...



Geração Modêlo de Geração


Geração Modêlo de Geração
O cenário se desenvolve em Buenos Aires. Um jovem político do interior do Estado de São Paulo, líder inconteste de sua região, a média sorocabana, visita em um modesto apartamento da Via Anchorema, em 1945, o ex-governador Armando de Salles Oliveira. Nessa visita ao grande democrata paulista, no exílio, o jovem líder político apresentava-lhe o apoio do seguidor e admirador que nunca se havia afastado do ideal, do qual Armando de Salles era o maior defensor, de levar o Brasil para a sua completa democratização.
Na oportunidade, comunicava ao seu líder e particular amigo que, em homenagem de reconhecimento e de coração, daria o nome de Armando ao seu caçula estava para nascer. Pouco depois falecia, em São Paulo, o ex-governador. O jovem político continuou em sua luta política, encontrando revezes apenas sob o peso do maléfico poder econômico e sob as artimanhas da poderosa máquina da famigerada oligarquia política: os vícios maiores que, até os nossos dias, impedem que o Brasil possa viver em clima de plena democracia. O jovem político do interior de São Paulo, era meu paieu, o fruto da merecida homenagem.”
(livro “A Juventude: Participação ou Omissão”, Edijor/1970, de Armando Moraes Delmanto.)


maio 08, 2018

Engº ANTONIO PRUDENTE DE MORAES - 19º PRESIDENTE DA EFS - ESTRADA DE FERRO SOROCABANA.



Engº ANTONIO PRUDENTE DE MORAES - 19º PRESIDENTE DA EFS - ESTRADA DE FERRO SOROCABANA.

Antonio Prudente de Moraes


O período de 1934 a 1936 foi de grande desenvolvimento para o Estado de São Paulo: foi o período democrático vivido pelo Brasil após a REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932. Publicamos um livro, “HISTÓRIA DA VITÓRIA POLÍTICA PAULISTA - 1934” ("http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2017/05/o-livro-da-cidadania-historia-da.html")  sobre a importância desse período democrático que marcou a PAZ entre o Governo Federal e o Governo de São Paulo, com a convocação da CONSTITUINTE e a plena AUTONOMIA ADMINISTRATIVA aos governos estaduais.



As palavras de Getúlio Vargas marcaram todo o processo de reencontro da nacionalidade e do resgate da cidadania plena:

“Quero que compreendam a extensão e o significado deste ato, pois, com este decreto, entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 32”.

E São Paulo iria viver um período muito rico em conquistas e em desenvolvimento que teria na criação e implantação da PRIMEIRA UNIVERSIDADE DO BRASIL: a USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, a sua MAIOR CONQUISTA! (http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2014/01/usp80-anos-historico_24.html).



VITÓRIA POLÍTICA PAULISTA - 1934


São Paulo sofrera derrota pelas armas, em uma guerra civil (1932) totalmente desproporcional, mas conseguiria a VITÓRIA DE SEUS IDEAIS (Autonomia Administrativa e Constituinte), em 1934, com a eleição do Engº Armando de Salles Oliveira (combatente de 32) para o governo paulista (http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2014/01/usp80-anos-historico_24.html).


Na Constituinte Paulista, os deputados mais votados de todo o Estado foram: Deputado Estadual Constituinte Dante Delmanto e Deputado Federal Constituinte Antonio Carlos de Abreu Sodré, ambos candidatos pelo Partido Constitucionalista, representando o 5º Distrito de Botucatu.

Isso teve consequências positivas para o Estado e, particularmente, para Botucatu: o importante cargo de Secretário da Educação e Saúde, foi ocupado pelo botucatuense Professor Cantídio de Moura Campos e, na destacada Estrada de Ferro Sorocabana - EFS, o indicado foi o Engº Antonio Prudente de Moraes, filho de PRUDENTE DE MORAES - 1º Governador do Estado de São Paulo e 1º Presidente Civil do Brasil, eleito pelo voto popular.

ANTONIO PRUDENTE DE MORAES

O Engº Antonio Prudente de Moraes foi batizado com o nome de Antonio de Moraes Barros, mas quando veio para São Paulo (1896) para estudar na recém-criada Escola Politécnica, mudou judicialmente seu nome para ANTONIO PRUDENTE DE MORAES, pois com vários primos com o mesmo nome haveria uma certa confusão. Os dados sobre Antonio Prudente de Moraes obtivemos no excelente livro biográfico “ROSINA e família - Reminiscências ilustradas”, de autoria de Maria de Lourdes Moraes Costa (neta de Prudente de Moraes e de Manfredo Costa - fundador da Força e Luz de Botucatu e da CPFL). O alerta foi dado pelo primo Manfredo Costa Neto em uma postagem no Facebook:



Manfredo Costa Neto Oi Armando não sei se é de seu conhecimento que vovô Antônio Prudente de Moraes (seu tio avô) foi o 19o presidente da Sorocabana de 26 de abril de 1934 a 16 de janeiro de 1936. Grande abraço.

Na matéria que fizemos sobre a EFS - Estrada de Ferro Sorocabana, já havíamos marcado a presença do Engº Antonio Prudente de Moraes na Sorocabana:

“A Sorocabana partiu para a eletrificação no final dos anos 30 e início dos anos 40, sob a gestão de Acrísio Paes Cruz ( ver destaque nesta matéria sobre esse dirigente ferroviário), sendo certo que estudos realizados no período de 1934/36, quando na administração do Engº Antonio Prudente de Moraes (filho de Prudente de Moraes, 1º Presidente Civil do Brasil), sinalizavam para a eletrificação;  já como FEPASA foi a primeira, a pioneira no Brasil em transporte de “containers”, favorecendo a exportação de produtos brasileiros.

Já em 1926, exerceu o cargo de chefe da Comissão de Estudos para Remodelação da Estrada de Ferro Sorocabana. Em 1933, foi escolhido pelo Governo de Armando de Salles Oliveira para ocupar o cargo de presidente do Instituto Brasileiro do Café - IBC, o que facilitou a grande luta do deputado Dante Delmanto para a desapropriação pela União, da Fazenda Lageado/Edgardia, em 1934. Também em 1934 assume a Presidência da EFS - Sorocabana onde pode realizar importantes estudos para a futura eletrificação da Ferrovia, realizada na gestão de Acrísio Paes Cruz.

Em 1937, Getúlio Vargas dá o golpe e implanta o chamado ESTADO NOVO que acabava com a Democracia e a autonomia administrativa dos Estados até 1945, quando o Ditador é derrubado e o Brasil vive seu período de redemocratização.

maio 17, 2017

O Livro da Cidadania: A HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO POLÍTICA PAULISTA - 1934

O Livro da Cidadania: A HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO POLÍTICA PAULISTA - 1934

Edição de 2010

Revista Botucatuense de Cultura: PEABIRU - nº30 - julho/agosto de 2010



Revista Botucatuense de Cultura: PEABIRU - nº 29 - março/abril de 2010

Nessa obra, o cenário mágico da política em 1934, com a mobilização da intelligentzia paulista e o sucesso do moderno governo de Armando de Salles Oliveira que estavam mobilizando o país.

A derrota política na Revolução Constitucionalista de 1932, quando São Paulo lutou de forma desigual contra o Ditador Getúlio Vargas, resultou na grande vitória paulista ao conquistar a AUTONOMIA ADMINISTRATIVA, ELEIÇÕES E A CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE, ou seja, a volta do país ao pleno ESTADO DE DIREITO!

São Paulo NÃO ganhou a guerra civil, desproporcional sob todos os aspectos, mas saiu VITORIOSA, indiscutivelmente, saiu VITORIOSA: o Ditador Getúlio Vargas teve, essa é a verdade, teve que convocar ELEIÇÕES CONSTITUINTES.

A esperteza e a capacidade do Ditador Getúlio Vargas em cooptar seus adversários políticos sempre foi reconhecida. E Vargas soube compreender a dimensão da patriótica mobilização paulista: um perigo que poderia contaminar todo o povo brasileiro. Assim, em agosto de 1933, em um gesto próprio de quem tem a inteligência e a sagacidade para ficar discricionariamente 15 anos no poder central (1930-1945), estendeu aos paulistas, sem limitações, as reivindicações mais prementes que levaram à deflagração do movimento insurrecional paulista: a autonomia na gestão do governo paulista e a fixação das datas das eleições constituintes.

clique na imagem para ampliá-la

Nas palavras de Getúlio Vargas a realidade política do Brasil:

“Quero que compreendam as extensão e o significado deste ato, pois, com este decreto, entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 32”.



Esse é o exemplo positivo! Agora, na crise por que passa o Brasil PRECISAMOS RESGATAR, RECUPERAR E RETOMAR o Espírito Cívico da Revolução Constitucionalista de 1932!!!

janeiro 23, 2017

Aniversário de SÃO PAULO: 463 Anos!
















“Crescem flores de concreto

Céu aberto ninguém vê
Em Brasília é veraneio
No Rio é banho de mar
O país todo de férias
E aqui é só trabalhar
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo”


                                      Tom Zé

O famoso cartunista Paulo Caruso fez uma exposição mostrando personagens que denominaram ruas da cidade, prédios famosos, grandes heróis e praças que tem a "cara de São Paulo"... Abaixo, duas obras de Caruso:

 o Monumento às Bandeiras e a Praça da Sé:




É a maior cidade do Brasil e uma das maiores metrópoles do mundo. É a maior cidade de nordestinos do Brasil. É a maior cidade de italianos do mundo. E é a cidade que forjou a brasilidade, daqui partiram as Bandeiras que ampliaram as fronteiras do país. Os Bandeirantes consolidaram a unidade nacional.



Para se conhecer o PERFIL DOS PAULISTAS é preciso conhecer um pouco da história desta capital/aniversariante (25 de janeiro!) e seu famoso MONUMENTO ÀS BANDEIRAS:

Monumento às Bandeiras:

            Perfil dos Paulistas!

 Na gravação em pedra da energia épica e gloriosa dos Bandeirantes que ampliaram e consolidaram as fronteiras do país e a formação da nacionalidade. Armando de Salles Oliveira buscou perpetuar as mais nobres tradições paulistas, mandando erigir um monumento aos heróis do passado. Na obra de Victor Brecheret ficou consolidado, historicamente, o perfil do paulista! Com figuras másculas e imponentes – retrato dos nossos heróis! – imortalizou no granito as tradições paulistas”.

(“História da Vitória Política Paulista – 1934”, 2010, Ed. Peabiru, de Armando M. Delmanto)

No Ibirapuera foi levantada magistralmente pelo famoso escultor italiano Victor Brecheret (Vittorio Brecheret), o “Monumento às Bandeiras”. Tornada Símbolo dos Paulistas por ato do então governador Armando de Salles Oliveira, a obra e o escultor precisam ter melhor divulgados os caminhos que foram percorridos até a sua consolidação.

A Obra:



“Monumento às Bandeiras” foi oficialmente apresentado ao publico em 1920, como parte das comemorações da Independência. Em 28 de julho daquele ano, o projeto foi apresentado ao público na Casa Brigton, na rua XV de Novembro. Apesar de ter sido muito bem recebido pelo público, o Estado optou por não implantá-lo para não criar atrito com a comunidade portuguesa, que também tinha oferecido à cidade um monumento à saga bandeirante.

Em 1936, Armando de Salles Oliveira, então governador, decidiu construir o monumento em frente ao espaço que viria a ser o Parque Ibirapuera. Principalmente após a Revolução Constitucionalista de 1932, era importante definir o perfil dos paulistas e a sua grande obra: As Bandeiras! As obras do monumento, iniciadas no mesmo ano, e sempre com o acompanhamento pessoal de Armando Salles, foram paralisadas durante a 2ª Grande Guerra. Em 1944, o governo transferiu a construção para a prefeitura, que só retomou os trabalhos em 1946.

A inauguração aconteceu em 25 de janeiro de 1953, durante as comemorações do 399º aniversário da cidade. Com 12m de altura, 50m de extensão e 15m de largura, o “Monumento às Bandeiras” representa uma expedição bandeirante subindo um plano, com dois homens a cavalo. Uma das imagens representa o chefe português e a outra, o guia índio. Atrás, um grupo formado por índios, negros, portugueses e mamelucos puxa a canoa das monções, usada pelos bandeirantes nas expedições pelos rios. A obra foi instalada no sentido de entrada dos bandeirantes pelo interior.

Em frente ao monumento, há um mapa de Afonso Taunay, esculpido no granito, que mostra o roteiro das expedições com os nomes de alguns bandeirantes famosos, entre eles Fernão Dias, Anhanguera, Borba Gato e Raposo Tavares. Versos dos poetas Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo lembram as bandeiras em placas nas laterais da escultura. A praça recebeu o nome de Praça Armando de Salles Oliveira, em homenagem ao governante paulista.

O Escultor:

O escultor nasceu em Farnese, província de Viterbo/Itália, aos 22 de fevereiro de 1894, falecendo em São Paulo, em 17 de dezembro de1955. Foi o responsável pela introdução do Modernismo na Escultura Brasileira.

Precocemente mostrou interesse pelas artes indo, aos 13 anos, estudar no Liceu de Artes e Ofícios da capital, A seguir , foi para Roma enriquecer seus estudos, onde ficou até 1919. Voltou ao Brasil e, em 1921, seguia para Paris(com pensão do Governo), onde ampliou seus estudos até 1935/36. Mesmo estando tanto tempo fora do Brasil, Brecheret sempre mantinha contato com os intelectuais brasileiros. Foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922 e mesmo não estando fisicamente presente, participou com 12 de suas esculturas. Brecheret teve sua “fase italiana”, posteriormente a sua “fase francesa” e, finalmente, a sua “fase brasileira” , com destaque para suas obras: Monumento às Bandeiras, Parque Ibrapuera, SP; Duque de Caxias, Praça Princesa Isabel, SP; Fauno, Parque Siqueira Campos (Trianon), SP; Depois do Banho, Largo do Arouche, SP; Graça I e Graça II, Galeria Prestes Maia, SP; Busto Santos Dumont, Aeroporto de Congonhas, SP; Diana Caçadora, Teatro Municipal, SP; Fachada e Interior, Jockey Club de São Paulo; Morena, Ministério da Educação e Cultura, Brasília; Bartira, Ministério da Educação e Cultura, Brasília; Índio e Suassapara – Middelheim, Anvers-Bélgica; Máscara de Menotti del Picchia, Praça Juca Mulato, SP; Busto de Alcântara Machado, Academia Paulista de Letras,SP; Busto de Brasílio Machado, Faculdade de Direito da USP (Largo de São Francisco), SP; Banho de Sol, Palácio Itamarati-Brasília; O Grupo, La Roche-sur-Yon, França; Retrato de Santos Dumont, Sala Presidencial da Base Aérea de Brasília.

OBS.: O PREFEITO DE SÃO PAULO, JOÃO DORIA, TRAZ UMA PROPOSTA DE MUDANÇA NA GESTÃO DA CIDADE!

setembro 12, 2016

Todos os ARMANDOS da minha família...



Armando filho e Armando pai, com tia Silvia e Marcelo.


 Armando pai e Armando filho comemorando o nascimento do Armando Neto.

Armando avô e Armando Neto (Netão Delmanto).

No Centenário do Colégio Santa Marcelina.


No dia de ontem, comemoramos o 41º aniversário do meu filho caçula, Armando. Já era hora de trazer a estória do porquê me chamo Armando e ele e seu filho, também...



A estória, contada em detalhes por meu pai, eu a publiquei em meu primeiro livro, “A Juventude: Participação ou Omissão”, publicado em 1970, pela Edijor. 


Na época eu tinha 25 anos e era colunista do jornal “Diário Comércio & Industria” e dos semanários “City News” e "Shopping News”, da capital.

Hoje, passados 71 anos do gesto afetivo de meu pai dando a mim o nome do ex-governador Armando de Salles Oliveira, espero que essa homenagem ao grande Estadista Paulista seja levada a bom termo por meu filho Armando e, no futuro, pelo Netão (Armando Neto)...

Geração Modêlo de Geração


O cenário se desenvolve em Buenos Aires. Um jovem político do interior do Estado de São Paulo, líder inconteste de sua região, a média sorocabana, visita em um modesto apartamento da Via Anchorema, em 1945, o ex-governador Armando de Salles Oliveira. Nessa visita ao grande democrata paulista, no exílio, o jovem líder político apresentava-lhe o apoio do seguidor e admirador que nunca se havia afastado do ideal, do qual Armando de Salles era o maior defensor, de levar o Brasil para a sua completa democratização.
Na oportunidade, comunicava ao seu líder e particular amigo que, em homenagem de reconhecimento e de coração, daria o nome de Armando ao seu caçula que estava para nascer. Pouco depois falecia, em São Paulo, o ex-governador. O jovem político continuou em sua luta política, encontrando reveses apenas sob o peso do maléfico poder econômico e sob as artimanhas da poderosa máquina da famigerada oligarquia política: os vícios maiores que, até os nossos dias, impedem que o Brasil possa viver em clima de plena democracia. O jovem político do interior de São Paulo, era meu paieu, o fruto da merecida homenagem.”
(livro “A Juventude: Participação ou Omissão”, Edijor/1970, de Armando Moraes Delmanto.)

janeiro 24, 2016

462º ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO !

São Paulo: 462 Anos!















“Crescem flores de concreto

Céu aberto ninguém vê
Em Brasília é veraneio
No Rio é banho de mar
O país todo de férias
E aqui é só trabalhar
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo”


                                      Tom Zé

O famoso cartunista Paulo Caruso fez uma exposição mostrando personagens que denominaram ruas da cidade, prédios famosos, grandes heróis e praças que tem a "cara de São Paulo"... Abaixo, duas obras de Caruso:

 o Monumento às Bandeiras e a Praça da Sé:




É a maior cidade do Brasil e uma das maiores metrópoles do mundo. É a maior cidade de nordestinos do Brasil. É a maior cidade de italianos do mundo. E é a cidade que forjou a brasilidade, daqui partiram as Bandeiras que ampliaram as fronteiras do país. Os Bandeirantes consolidaram a unidade nacional.



Para se conhecer o PERFIL DOS PAULISTAS é preciso conhecer um pouco da história desta capital/aniversariante (25 de janeiro!) e seu famoso MONUMENTO ÀS BANDEIRAS:

Monumento às Bandeiras:

            Perfil dos Paulistas!

 Na gravação em pedra da energia épica e gloriosa dos Bandeirantes que ampliaram e consolidaram as fronteiras do país e a formação da nacionalidade. Armando de Salles Oliveira buscou perpetuar as mais nobres tradições paulistas, mandando erigir um monumento aos heróis do passado. Na obra de Victor Brecheret ficou consolidado, historicamente, o perfil do paulista! Com figuras másculas e imponentes – retrato dos nossos heróis! – imortalizou no granito as tradições paulistas”.

(“História da Vitória Política Paulista – 1934”, 2010, Ed. Peabiru, de Armando M. Delmanto)

No Ibirapuera foi levantada magistralmente pelo famoso escultor italiano Victor Brecheret (Vittorio Brecheret), o “Monumento às Bandeiras”. Tornada Símbolo dos Paulistas por ato do então governador Armando de Salles Oliveira, a obra e o escultor precisam ter melhor divulgados os caminhos que foram percorridos até a sua consolidação.

A Obra:



“Monumento às Bandeiras” foi oficialmente apresentado ao publico em 1920, como parte das comemorações da Independência. Em 28 de julho daquele ano, o projeto foi apresentado ao público na Casa Brigton, na rua XV de Novembro. Apesar de ter sido muito bem recebido pelo público, o Estado optou por não implantá-lo para não criar atrito com a comunidade portuguesa, que também tinha oferecido à cidade um monumento à saga bandeirante.

Em 1936, Armando de Salles Oliveira, então governador, decidiu construir o monumento em frente ao espaço que viria a ser o Parque Ibirapuera. Principalmente após a Revolução Constitucionalista de 1932, era importante definir o perfil dos paulistas e a sua grande obra: As Bandeiras! As obras do monumento, iniciadas no mesmo ano, e sempre com o acompanhamento pessoal de Armando Salles, foram paralisadas durante a 2ª Grande Guerra. Em 1944, o governo transferiu a construção para a prefeitura, que só retomou os trabalhos em 1946.

A inauguração aconteceu em 25 de janeiro de 1953, durante as comemorações do 399º aniversário da cidade. Com 12m de altura, 50m de extensão e 15m de largura, o “Monumento às Bandeiras” representa uma expedição bandeirante subindo um plano, com dois homens a cavalo. Uma das imagens representa o chefe português e a outra, o guia índio. Atrás, um grupo formado por índios, negros, portugueses e mamelucos puxa a canoa das monções, usada pelos bandeirantes nas expedições pelos rios. A obra foi instalada no sentido de entrada dos bandeirantes pelo interior.

Em frente ao monumento, há um mapa de Afonso Taunay, esculpido no granito, que mostra o roteiro das expedições com os nomes de alguns bandeirantes famosos, entre eles Fernão Dias, Anhanguera, Borba Gato e Raposo Tavares. Versos dos poetas Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo lembram as bandeiras em placas nas laterais da escultura. A praça recebeu o nome de Praça Armando de Salles Oliveira, em homenagem ao governante paulista.

O Escultor:

O escultor nasceu em Farnese, província de Viterbo/Itália, aos 22 de fevereiro de 1894, falecendo em São Paulo, em 17 de dezembro de1955. Foi o responsável pela introdução do Modernismo na Escultura Brasileira.

Precocemente mostrou interesse pelas artes indo, aos 13 anos, estudar no Liceu de Artes e Ofícios da capital, A seguir , foi para Roma enriquecer seus estudos, onde ficou até 1919. Voltou ao Brasil e, em 1921, seguia para Paris(com pensão do Governo), onde ampliou seus estudos até 1935/36. Mesmo estando tanto tempo fora do Brasil, Brecheret sempre mantinha contato com os intelectuais brasileiros. Foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922 e mesmo não estando fisicamente presente, participou com 12 de suas esculturas. Brecheret teve sua “fase italiana”, posteriormente a sua “fase francesa” e, finalmente, a sua “fase brasileira” , com destaque para suas obras: Monumento às Bandeiras, Parque Ibrapuera, SP; Duque de Caxias, Praça Princesa Isabel, SP; Fauno, Parque Siqueira Campos (Trianon), SP; Depois do Banho, Largo do Arouche, SP; Graça I e Graça II, Galeria Prestes Maia, SP; Busto Santos Dumont, Aeroporto de Congonhas, SP; Diana Caçadora, Teatro Municipal, SP; Fachada e Interior, Jockey Club de São Paulo; Morena, Ministério da Educação e Cultura, Brasília; Bartira, Ministério da Educação e Cultura, Brasília; Índio e Suassapara – Middelheim, Anvers-Bélgica; Máscara de Menotti del Picchia, Praça Juca Mulato, SP; Busto de Alcântara Machado, Academia Paulista de Letras,SP; Busto de Brasílio Machado, Faculdade de Direito da USP (Largo de São Francisco), SP; Banho de Sol, Palácio Itamarati-Brasília; O Grupo, La Roche-sur-Yon, França; Retrato de Santos Dumont, Sala Presidencial da Base Aérea de Brasília.

OBS.: O PREFEITO DE SÃO PAULO, FERNANDO HADDAD, também faz aniversário no dia 25 de janeiro!!!