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agosto 10, 2015

REGENTE FEIJO´: MODELO DE HOMEM PÚBLICO !


“O coração nunca envelhece. Basta um sorriso, um nada, um abraço e tudo nele se ilumina e aquece.” 
               Diogo Antonio Feijó

É um dos personagens mais ricos de nossa história. Filho bastardo (17.08.1784 / 10.11.1843) de um padre (padre Manuel da Cruz Lima com Maria Joaquina Soares de Camargo), demonstrou por toda a vida a sua inconformidade com o celibato sacerdotal. Entendia Feijó que o celibato imposto pelo Vaticano aos padres não passava de uma máscara, uma hipocrisia.

Foi um dos mais importantes personagens da vida religiosa brasileira, juntamente com o Pe. Antonio Vieira.



Diogo Antonio Feijó foi padre, construiu seus ideais libertários nos mistérios da Maçonaria, foi vereador, deputado, senador, Ministro da Justiça e Regente do Império. Ainda como professor na cidade paulista de Itu, publicou dois trabalhos importantes: “Noções Gerais de Filosofia” e “Demonstração do Celibato Sacerdotal”. Ficou muito clara a sua revolta contra todos os tipos de escravaturas, particularmente a social e a ideológica. O Padre Feijó foi um revolucionário até na hora da morte.

Padre Católico e Líder Maçon
Já faz parte da nossa história a importância da Maçonaria na constituição e consolidação da Nação Brasileira. O Brasil era, na verdade, a Maçonaria. A Independência do Brasil, a Maioridade de Dom Pedro II, a Libertação dos Escravos, a queda da Monarquia e a Proclamação da República e, ao depois, a Revolução de 1930, as Constituintes de 1933 e 1934, em tudo –com sabedoria e precisão ! – temos a orientação da Maçonaria.


Assim, o forte da presença de Feijó no cenário público brasileiro, estava no fato de ele ser um dos grandes nomes da Maçonaria, muito mais do que por seu desempenho político. Em pleno século XIX, repetimos, o Poder Maçon e o Brasil se confundiam. Na Regência e no Movimento Pela Maioridade, a posição e a presença definidora de Feijó – pela Maçonaria! – foi básica e conclusiva. Com sólida formação, era um discípulo de Kant e conhecia bem as Atitudes: crítica, céptica e dogmática; sendo um insatisfeito em relação ao Empirismo.

É considerado um dos introdutores do Liberalismo no Brasil. Na política e na Maçonaria foi adversário político do famoso José Bonifácio de Andrada e Silva – o Patriarca da Independência!  Esse padre, maçon e político, foi o grande arauto, nas Cortes Portuguesas, da Independência das feitorias do Brasil.


Estátua de Diogo Antonio Feijó, parte integrante do Monumento à Independência, Ipiranga/São Paulo.

“Regência Una de Feijó“

Senador Feijó foi eleito pela Assembléia Geral, Regente do Império em 1835, após a proclamação do Ato Adicional, que transformava a Regência Trina em Una. Era o tempo da infância do imperador D. Pedro II. Alguém deveria fazer as vezes dele nas responsabilidades públicas. Num dado momento, o consenso se voltou para um padre, simples, autêntico, abnegado, eficiente. Era o Padre Feijó, que acabou ficando na história como o"Regente Feijó". Regente Feijó se mostrou democrático e de certa forma, federalista, pois criouAssembléias Legislativas Provinciais, para dar maior autonomia às províncias brasileiras, era a descentralização democrática. Governou pouco, de 1835 a 1837. A sua ação é simplesmente admirável. E se desdobra na construção de estradas, no fomento à imigração, no estímulo à organização bancária, e como esteta e amante do belo, para a urbanização da cidade do Rio de Janeiro, então capital do país. Feijó propôs, ainda, a abolição do celibato aos padres, o fim da escravidão, a repressão ao tráfico de escravos, a democracia nas instituições do Estado e a reforma do habeas-corpus



Já adoentado e hemiplégico, Feijó ainda participou daRevolução Liberal de 1842, comandada por Rafael Tobias de Aguiar. Derrotados o Liberais, Feijó, na cadeira de rodas, permaneceu em Sorocaba, tendo tido uma atenção especial de Duque de Caxias – irmão na Maçonaria! -, que foi o grande vitorioso e acabou com aquele movimento. Feijó faleceu em 1843.


DIOGO ANTONIO FEIJÓ (deitado) - Cripta da Catedral da Sé/São Paulo

REGENTE FEIJÓ: MUNICÍPIO PAULISTA !

Após a Revolução Constitucionalista de 1932, São Paulo retomou o comando de seu destino com a Assembléia Constituinte Paulista de 1934 e com a eleição, em 1935, do EngºArmando de Salles Oliveirapara o Governo de São Paulo
Nesse período democrático e de grande desenvolvimento para o Estado de São Paulo, a conquista do oeste, com a expansão da Estrada de Ferro Sorocabana - EFS, foi uma realidade e muitos novos municípios foram criados. Especial trabalho foi desenvolvido pelos deputados Dante Delmanto, Antonio Carlos de Abreu Sodré, além de Luiz Piza Sobrinho na condição de Secretário da Agricultura, na emancipação administrativa e instalação do município de Regente Feijó, no ano de 1935. Os partidários do Partido Constitucionalista, na região de Presidente Prudente, desde a Revolução Constitucionalista de 1932, mantinham contínuos encontros partidários com esses três parlamentares. A idéia de se prestigiar o grande brasileiro e líder maçon, Padre Diogo Antonio Feijó, foi se consolidando. Feijó havia sido Vereador, Deputado, Senador e Regente do Império, além de grande líder e dirigente da Maçonaria.



Pertencente ao município de Presidente Prudente, os partidários do Partido Constitucionalista tinham muita influência no Distrito da Memória. E foi feita a transformação desse próspero distrito em município, com alteração de sua denominação para REGENTE FEIJÓ!

governador Armando de Salles Oliveira, através doDecreto nº 7.262, de 28/06/1935, cria, na Comarca de Presidente Prudente, o Município de Regente Feijó.

Discurso do Prefeito de Regente Feijó, Sr. Augusto César Pires:
“estaes todos certos de que, há um anno, estamos sustentando a batalha, todos nós, desde quando por inspiração do nosso grande amigo, Dr. Tito Lyvio Brasil, tomamos e formamos a Frente Única de Regente Feijó, para conseguirmos o nosso município.
Depois a Frente Única se transformou no Partido Constitucionalista e que continuou firme pelo mesmo ideal. Nessa lucta contamos com o apoio decidido dos Drs. Deputados Abreu Sodré, Luiz Piza Sobrinho e Dante Delmanto, por fim o grande estadista Dr. Armando de Salles Oliveira que reconheceu a justiça de nossa causa e assignou o Decreto número 7,262, que emancipou Regente Feijó, Indiana e José Theodoro dos nossos irmãos de Presidente Prudente, dando-nos plena autonomia...”
(jornal “Folha da Sorocabana”, de 07/07/1935)


novembro 09, 2011

Regente Feijó: Padre Católico, Maçon e Estadista!


“O coração nunca envelhece. Basta um sorriso, um nada, um abraço e tudo nele se ilumina e aquece.” Diogo Antonio Feijó

É um dos personagens mais ricos de nossa história. Filho bastardo (17.08.1784 / 10.11.1843) de um padre (padre Manuel da Cruz Lima com Maria Joaquina Soares de Camargo), demonstrou por toda a vida a sua inconformidade com o celibato sacerdotal. Entendia Feijó que o celibato imposto pelo Vaticano aos padres não passava de uma máscara, uma hipocrisia.

Foi um dos mais importantes personagens da vida religiosa brasileira, juntamente com o Pe. Antonio Vieira.



Diogo Antonio Feijó foi padre, construiu seus ideais libertários nos mistérios da Maçonaria, foi vereador, deputado, senador, Ministro da Justiça e Regente do Império. Ainda como professor na cidade paulista de Itu, publicou dois trabalhos importantes: “Noções Gerais de Filosofia” e “Demonstração do Celibato Sacerdotal”. Ficou muito clara a sua revolta contra todos os tipos de escravaturas, particularmente a social e a ideológica. O Padre Feijó foi um revolucionário até na hora da morte.

Padre Católico e Líder Maçon

Já faz parte da nossa história a importância da Maçonaria na constituição e consolidação da Nação Brasileira. O Brasil era, na verdade, a Maçonaria. A Independência do Brasil, a Maioridade de Dom Pedro II, a Libertação dos Escravos, a queda da Monarquia e a Proclamação da República e, ao depois, a Revolução de 1930, as Constituintes de 1933 e 1934, em tudo – com sabedoria e precisão ! – temos a orientação da Maçonaria.


Assim, o forte da presença de Feijó no cenário público brasileiro, estava no fato de ele ser um dos grandes nomes da Maçonaria, muito mais do que por seu desempenho político. Em pleno século XIX, repetimos, o Poder Maçon e o Brasil se confundiam. Na Regência e no Movimento Pela Maioridade, a posição e a presença definidora de Feijó – pela Maçonaria! – foi básica e conclusiva. Com sólida formação, era um discípulo de Kant e conhecia bem as Atitudes: crítica, céptica e dogmática; sendo um insatisfeito em relação ao Empirismo.

É considerado um dos introdutores do Liberalismo no Brasil. Na política e na Maçonaria foi adversário político do famoso José Bonifácio de Andrada e Silva – o Patriarca da Independência! Esse padre, maçon e político, foi o grande arauto, nas Cortes Portuguesas, da Independência das feitorias do Brasil.


Estátua de Diogo Antonio Feijó, parte integrante do Monumento à Independência, Ipiranga/São Paulo.

“Regência Una de Feijó“

O Senador Feijó foi eleito pela Assembléia Geral, Regente do Império em 1835, após a proclamação do Ato Adicional, que transformava a Regência Trina em Una. Era o tempo da infância do imperador D. Pedro II. Alguém deveria fazer as vezes dele nas responsabilidades públicas. Num dado momento, o consenso se voltou para um padre, simples, autêntico, abnegado, eficiente. Era o Padre Feijó, que acabou ficando na história como o "Regente Feijó". O Regente Feijó se mostrou democrático e de certa forma, federalista, pois criou Assembléias Legislativas Provinciais, para dar maior autonomia às províncias brasileiras, era a descentralização democrática. Governou pouco, de 1935 a 1937. A sua ação é simplesmente admirável. E se desdobra na construção de estradas, no fomento à imigração, no estímulo à organização bancária, e como esteta e amante do belo, para a urbanização da cidade do Rio de Janeiro, então capital do país. Feijó propôs, ainda, a abolição do celibato aos padres, o fim da escravidão, a repressão ao tráfico de escravos, a democracia nas instituições do Estado e a reforma do habeas-corpus



adoentado e hemiplégico, Feijó ainda participou da Revolução Liberal de 1842, comandada por Rafael Tobias de Aguiar. Derrotados o Liberais, Feijó, na cadeira de rodas, permaneceu em Sorocaba, tendo tido uma atenção especial de Duque de Caxias – irmão na Maçonaria! -, que foi o grande vitorioso e acabou com aquele movimento. Feijó faleceu em 1843.


DIOGO ANTONIO FEIJÓ (deitado) - Cripta da Catedral da Sé/São Paulo

REGENTE FEIJÓ: MUNICÍPIO PAULISTA !

Após a Revolução Constitucionalista de 1932, São Paulo retomou o comando de seu destino com a Assembléia Constituinte Paulista de 1934 e com a eleição, em 1935, do EngºArmando de Salles Oliveira para o Governo de São Paulo. Nesse período democrático e de grande desenvolvimento para o Estado de São Paulo, a conquista do oeste, com a expansão da Estrada de Ferro Sorocabana, foi uma realidade e muitos novos municípios foram criados. Especial trabalho foi desenvolvido pelos deputados Dante Delmanto, Antonio Carlos de Abreu Sodré, além de Luiz Piza Sobrinho na condição de Secretário da Agricultura, na emancipação administrativa e instalação do município de Regente Feijó, no ano de 1935. Os partidários do Partido Constitucionalista, na região de Presidente Prudente, desde a Revolução Constitucionalista de 1932, mantinham contínuos encontros partidários com esses três parlamentares. A idéia de se prestigiar o grande brasileiro e líder maçon, Padre Diogo Antonio Feijó, foi se consolidando. Feijó havia sido Vereador, Deputado, Senador e Regente do Império, além de grande líder e dirigente da Maçonaria.



Pertencente ao município de Presidente Prudente, os partidários do Partido Constitucionalista tinham muita influência no Distrito da Memória. E foi feita a transformação desse próspero distrito em município, com alteração de sua denominação para Regente Feijó.

O governador Armando de Salles Oliveira, através do Decreto nº 7.262, de 28/06/1935, cria, na Comarca de Presidente Prudente, o Município de Regente Feijó.

Discurso do Prefeito de Regente Feijó, Sr. Augusto César Pires:
“estaes todos certos de que, há um anno, estamos sustentando a batalha, todos nós, desde quando por inspiração do nosso grande amigo, Dr. Tito Lyvio Brasil, tomamos e formamos a Frente Única de Regente Feijó, para conseguirmos o nosso município.
Depois a Frente Única se transformou no Partido Constitucionalista e que continuou firme pelo mesmo ideal. Nessa lucta contamos com o apoio decidido dos Drs. Deputados Abreu Sodré, Luiz Piza Sobrinho e Dante Delmanto, por fim o grande estadista Dr. Armando de Salles Oliveira que reconheceu a justiça de nossa causa e assignou o Decreto número 7,262, que emancipou Regente Feijó, Indiana e José Theodoro dos nossos irmãos de Presidente Prudente, dando-nos plena autonomia...”
(jornal “Folha da Sorocabana”, de 07/07/1935)