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novembro 05, 2018

O BRASIL e a SÍNDROME DO REIZINHO !!!

O BRASIL e a SÍNDROME DO REIZINHO !!!



O novo presidente do Brasil, JAIR BOLSONARO, precisa implantar a Reforma Política, modernizando e capacitando a Nação Brasileira para o desenvolvimento sustentável e para boa gestão presidencial. Ao deixar o Governo, BOLSONARO saberá que cumpriu sua missão! E terá implantado as reformas que o Brasil necessita. E uma dela é a implantação do PARLAMENTARISMO!

É preciso eleger as prioridades e, entre elas, é preciso ficar claro que com o atual sistema político vigente é IMPOSSÍVEL o pleno exercício da Democracia: partidos de fachada, verdadeiros “balcões de negócios”; desproporcional representatividade dos Estados Federados; Regime Presidencialista, no qual cada novo Presidente da República é um novo REIZINHO a mandar mais que os antigos Soberanos (não se aboliu a Monarquia para que os despreparados de toda espécie, de sociólogo a líder sindicalista, exercessem um Poder quase que ABSOLUTO!)

E será com a abertura de  “O REIZINHO” que nós vamos, mais uma vez, abordar a atual situação política brasileira, “ironizando os tempos de abertura política” que estamos vivendo neste início do século XXI, na Terra de Santa Cruz.

O Brasil, nos últimos 16 anos, tem vivido a chamada síndrome do Reizinho! 

O regime presidencialista brasileiro dá poderes de Soberano para os presidentes da república! Isso é uma aberração. As crises por que tem passado o país, em grande parte, é por essa realidade que contamina o sistema político brasileiro. Para o nosso maior jurista, Rui Barbosa, a grande preocupação era esse excesso de poderes nas mãos nem sempre preparadas para gerir o país.

Ensinava Rui Barbosa: “...o grande mal da República, o seu mal inevitável. O mal gravíssimo e inevitável das instituições republicanas consiste em deixar exposto à ilimitada concorrência das ambições menos dignas o primeiro lugar do Estado e, desta sorte, o condenar a ser ocupado, em regra, pela mediocridade”.

Chega de “reizinho” (presidente da república) com poderes quase absolutos...
 Afinal não acabou a Monarquia para elegermos gente despreparada com poderes de um Soberano. O Brasil tem que se modernizar. E é urgente!

É a chamada síndrome do Reizinho! Quando, na verdade, não se tem notícia de algum Soberano ou Presidente da República, em qualquer país do mundo, que tenha viajado tanto... É caso para a psicologia investigar essa carência social que acometeu Fernando Henrique Cardoso e Luís Ignácio Lula da Silva... Apenas como contraponto, lembramos que Getúlio Vargas, com tanto tempo no Poder, não fez nenhuma viagem para a América do Norte e nem para os países da Europa: e não se compare Vargas com Lula e FHC... 

É importante destacar o REGIME PARLAMENTARISTA. E o fizemos em post de 2011 (!!!), no BLOG DO DELMANTO:

REGIME PARLAMENTARISTA



Como o Brasil, nos 16 anos da gestão PSDB/PT, tem visto os seus Presidentes da República em um “tour” incansável pelo mundo, o alarme soou. A verdadeira compulsão, tanto de Fernando Henrique como de Lula, por seguidas e sequenciais viagens internacionais, assume proporção de gravidade institucional.

Nenhum Chefe de Estado ou Chefe de Governo de outro país, quer seja europeu, japonês ou americano tem realizado tantos “passeios” como os dois o fizeram nos 16 anos que se completaram no ano de 2010!

Então, mais uma vez e com maior razão, a implantação do Regime Parlamentar no Brasil passa a ser medida de urgência, urgentíssima! É preciso que se resguardem os interesses nacionais do deslumbramento dos ocupantes temporários do Poder... Pelo menos, no Parlamentarismo, temos o Chefe de Estado e o Chefe de Governo.

Nos países que adotam o Regime Parlamentarista, o Primeiro-Ministro tem a função de chefiar o governo e dedicar-se às questões do dia a dia, quer sejam políticas, econômicas ou sociais. O Presidente da República ou o Rei (nas modernas Monarquias), representam o Estado e não se envolvem em assuntos da gestão administrativa e política do governo.

Resumindo: quando há queda de Gabinete, quando há crise política, quem cai é o Primeiro Ministro que chefia o governo e, não, o Soberano ou Presidente da República que chefiam o Estado. 

Da mesma forma, em caso de viagens internacionais, quando absolutamente necessárias, quem viaja representando os interesses do Estado é o Presidente da República ou o Soberano (isso, nas viagens realmente imprescindíveis, porque, nas outras, todo país tem o seu Chanceler, o seu Ministro das Relações Exteriores). O Primeiro-Ministro fica, sempre, a cuidar dos interesses do governo, fica a bem gerir a máquina administrativa...

Ora, alguém tem que cuidar do país! Não se justificam tantas viagens, mas, caso necessário, no Parlamentarismo não há o perigo do país ficar à deriva...Com o Parlamentarismo, o Soberano ou o Presidente da República nunca são atingidos pelas crises. Eles estão sempre acima dessas questões inerentes à gestão de uma Nação.

E o Soberano ou o Presidente da República estão acima das questões inerentes à gestão de uma Nação pelo fato de serem eles, simplesmente, a própria Nação representada.

Nos dois últimos anos da gestão LULA, com as repetidas cirurgias a que teve que se submeter o Vice-Presidente, José Alencar, por mais de duas vezes tivemos o Presidente Lula no exterior e o Vice-Presidente no exercício da Presidência operado e internado na UTI de hospital paulista. É, no mínimo, de uma irresponsabilidade de lesa Pátria!

E o Brasil, tanto na Monarquia como na República, contou com exemplares representantes que honraram a tradição de paz do país e conseguiram expressivas vitórias diplomáticas, como o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Assis Brasil e tantos outros servidores exemplares! Alceu de Amoroso Lima (Tristão de Ataíde), in Política & Letras, definiu bem: “Rui Barbosa era o homem cujo sonho mais vivo foi fazer do Brasil, pela força do Direito, potência Mundial; Rio Branco pensara o Brasil na América do Sul; Nabuco esboçara esse prestígio no norte do continente; Rui sonhava com o Brasil no mundo.” E na história dos governantes brasileiros, não há caso de outro Presidente da República que tenha tanto viajado, viajado e viajado...

Somente com a participação da intelligentzia brasileira é que conseguiremos levar o país para um regime democrático que lhe propicie um desenvolvimento sustentável. Nada pior do que termos governantes que só viajam e viajam e viajam. De PHD a militante sindical formado nas hostes partidárias, deslumbrados com o Poder e aplicando em suas gestões administrativas o mesmo pseudo “modelito” neo-liberal...

E a solução está na Reforma Política com as necessárias mudanças na nossa Constituição!

Em toda Nação, em toda comunidade politicamente organizada, desde os tempos medievais, há uma força suprema – O Soberano – cujas regras, normas e diretrizes, determinadas direta ou indiretamente, estabelecem a Lei e o Soberano está acima da própria Lei.

Hoje, é o que acontece.

Hoje, o fundamento é o mesmo.

O que difere é que no Estado Moderno, o Soberano é o Povo.

E como o Povo exerce a sua soberania?

O povo exerce a sua soberania através do Poder Constituinte, exercido plenamente na CONSTITUINTE que resultou na CONSTITUIÇÃO DE 1988!  Assim, o Poder Constituinte é um Poder Supremo, um verdadeiro monopólio, um poder que não sofre contraste de nenhum outro; um poder de emitir ordens, executadas através da força organizada da comunidade.

Exatamente isso: a comunidade organizada exercendo, através do Poder Constituinte, a Soberania em toda a sua plenitude e com o poder de fazer e mudar a lei fundamental do Estado – a Constituição.


E será através da REFORMA POLÍTICA que faremos as mudanças NECESSÁRIAS para que a Nação Brasileira caminhe com segurança e firmeza para um destino melhor, com mais democracia e justiça social.

setembro 03, 2017

Quem diria?!? É a Nova Burguesia, Cafona e Abusada...

Quem diria?!?

É a Nova Burguesia, Cafona e Abusada...



A esquerda brasileira tirando a máscara e assumindo o seu

 sonho “enrustido”. O “topete” implantado na cabeça do Zé Dirceu e as suas férias no balneário mais caro e sofisticado do mundo, na Sardenha (onde o Berlusconi passa as suas férias) + o enriquecimento descomunal do Palocci + o deslumbramento doentio de típicos “alpinistas sociais” que foi exaustivamente mostrado pelas infindáveis viagens internacionais de FHC e LULA, bastariam para caracterizar a NOVA BURGUESIA, CAFONA E ABUSADA...

Depois veio a Dilma + o Temer que deve ser o “GRAND FINALE” da passagem nefasta da esquerda tupiniquim pelo Poder...

O PSDB + o FHC, depois de terem “asfaltado a estrada” para a chegada do Lula...continuam no entorno do Poder, principalmente quando este não tem legitimidade, com corrupção ou não...

É isso.

Interessante dois comentários no BLOG DO DELMANTO que mostram a nossa realidade antes da fase “promíscua, corrupta e incompetente” da fase DILMA/TEMER:




Delmanto, você acertou na mosca! É isso mesmo. Passamos pelo REGIME MILITAR, veio a redemocratização e, com ela , a chegada da ESQUERDA ao PODER. Que decepção!!!
Tivemos, como você já destacou em seu post “A Falsa Esquerda Brasileira”, 8 anos com Fernando Henrique Cardoso e mais 8 anos com Luís Ignácio Lula da Silva. SÃO 16 ANOS PERDIDOS!
NADA DE REFORMAS. NADA DE APRIMORAMENTO DA DEMOCRACIA. NADA!
Só houve o aprimoramento da LENIÊNCIA NAS RELAÇÕES COM O POLÍTICOS QUE FAZEM MALFEITOS!
E nas últimas eleições presidenciais, o “Apedeuta” (como o Reinaldo Azevedo chama o Lula) disse que pela primeira vez o Brasil não teria um representante da DIREITA nas Eleições Presidenciais. Cara de pau! E pra quê um representante da DIREITA se ele e o FHC “roubaram” todas as BANDEIRAS DA DIREITA e realizaram, ambos, um governo neoliberal, com o aumento da distância entre os mais pobres e os mais ricos e num período onde os BANQUEIROS NUNCA GANHARAM TANTO DINHEIRO, transformando o Brasil num excelente paraíso fiscal para os grandes ESPECULADORES DO MERCADO FINANCEIRO INTERNACIONAL!!!
Eles foram e SÃO a DIREITA!!!
O Brasil NÃO evoluiu e passou pelo “DESMONTE” do ESTADO: as PRIVATIZAÇÕES feitas SEM CONTRÔLE DE QUALIDADE, ou seja, sem a garantia de que os serviços prestados continuariam com a mesma qualidade (o melhor exemplo foi a PRIVATIZAÇÃO da FEPASA que, entregue pelo Governo de São Paulo para o Governo Federal (FHC e Covas), foi sucateada e perdidos mais de CEM ANOS de trabalhos sérios de seguidas gerações de paulistas!)
Hoje, estamos todos vendo o que era a governabilidade dos governos de FHC e LULA. Vemos a queda, por corrupção, de vários Ministros. É a HERANÇA MALDITA deixada por Lula para a presidente Dilma! É UMA VERGONHA!!!
É preciso denunciar. Graças às redes sociais, a população se mobilizou no último 7 de Setembro! Foi só o começo. A sociedade organizada é que tem que tirar esses 2 partidos que FRACASSARAM no comando da Nação Brasileira. PT e PSDB não aplicaram nem o socialismo (PT) e nem a social democracia (PSDB) - fazendo, POR 16 ANOS! – uma administração NEOLIBERAL, com os juros mais caros do mundo (paraíso do especuladores internacionais), sem reformas e com a corrupção campeando por todo corpo estatal.
Queremos mudanças! Queremos retomar a DEMOCRATIZAÇÃO DO BRASIL!
(haroldo-leao@hotmail.com)

Com certeza, Delmanto, eu não cursei Ciências Sociais para ter que ouvir de alguém tido como especialista no ramo, que governo corrupto faz parte do Sistema e se o governante não for leniente com essas “pequenas mazelas”, ele quebra a estrutura e o Sistema emperra. Qual é?!? O FHC quer fazer um novo tratado, “Tratado da Leniência no Trato da Coisa Pública” ou algo parecido? Não se esqueçam da frase famosa a ele atribuída: “Esqueçam o que escrevi!” Como a dizer: o que eu escrevi como sociólogo não tem nada a ver comigo na política!” Ele desmentiu, disse que jamais havia dito aquela frase. Acontece que “por palavras e atos”, nos seus 8 anos de governo, ele deu total credibilidade à frase. Em outras palavras, ele agiu como se estivesse dizendo e repetindo, o tempo todo, aquela frase.
Seja como for, é muito grande a minha decepção. Vejam só: um país em fase de crescimento e de afirmação, tem a sorte de ter um presidente da república com a formação acadêmica do FHC e, depois da posse, passa a ver o neo-liberalismo na política econômica, a enxurrada das privatizações mal feitas e mal conduzidas, o famoso “trator” que era o Sérgio Mota passando sobre estruturas antigas e sobre oposicionistas, mas passando também por cima da cidadania estupefata!!! Agora, já em cima de seus 80 anos, depois de ter sido posto no armário pelo amigo Serra para que não prejudicasse a campanha (na opinião do Serra), volta à berlinda, carente, a defender a descriminalização da maconha... Que triste fim...O Brasil não merecia isso! (maria-de-lourdes2004@hotmail.com)





http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2017/03/atencao-soldado-sentido.html

http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2017/05/a-nova-republica-faliu.html

http://blogdodelmanto.blogspot.com.br/2017/05/sarney-o-leopardo-so-uma-constituinte.html

fevereiro 10, 2016

SOU O MESTRE DO MEU DESTINO + FHC + CARLOS LACERDA= é a SOCIEDADE BRASILEIRA ORGANIZADA !!!


“Seja qual for o Deus, eu sou o Mestre do meu

 Destino e o Capitão da Minha Alma.”

Nelson Mandela

“Politizar a cena pública para assegurar a democracia. Dizer quem é bom , ou melhor, o que é bom e o que é mau. Mas dizer nas universidades, nas organizações populares, nas associações profissionais, nas pequenas e médias cidades. Preparar nelas a mensagem – o discurso – para mais tarde falar  com credibilidade na grande cena nacional.”
Fernando Henrique Cardoso
(artigo “Crer e Perseverar”, “Estadão”, 05/02/2012)

Não há a possibilidade de continuarmos nesta letargia política a que estamos relegados... É preciso que haja uma mobilização nacionalpara que as reformas necessárias – principalmente a reforma política – possibilite a que o Brasil retome a construção da democracia e alcance o desenvolvimento sustentável, moderno e positivo. E para alcançar esse objetivo é indispensável a convocação da “intelligentzia” brasileira.

Será que a elite brasileira, a “intelligentzia”brasileira está ciente de seu papel histórico e de suas responsabilidades?

E para que os apressadinhos de sempre não torçam o nariz para a simples citação da palavraelite vamos, mais uma vez, buscar oensinamento perene de Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo, não o presidente: de queelite é a vanguarda, é o que há de melhor na sociedade, por exemplo, o melhor do futebol foi o Pelé, o melhor líder sindical foi o Lula, o melhor jogador de basquete foi o Oscar Schmidt, o melhor empresário é o AntonioErmírio, o melhor da Medicina é o Adib Jatene, o grande jurista foi Rui Barbosa, etc.

E é exatamente isso: convocar os melhores. A elite brasileira precisar sair do falso comodismo e ousar romper as amarras aveludadas desse comodismo que estabiliza a vida das pessoas na mediana mediocridade de uma existência sem sustos, sem riscos e sem lutas...


O ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda, deu a sua opinião de como está a Elite brasileira. Concorda com este artigo de que é preciso convocar a nossa elite, convocar o que eu chamo de a “intelligentzia brasileira”, MAS é preciso que a própria Elite passe por um processo de reciclagem tendo por foco a construção da Democracia no Brasil, sem falsas ideologias e sem demagogia. Carlos Lacerda deu a sua opinião:
 "A única dificuldade que encontro para formar um grande partido é a mesma que todos encontram para formar um grande governo. Enquanto o Brasil esticava, a sua elite dirigente encolheu. Existe, mas insuficiente. O povo está melhor do que a sua elite? Penso que sim. Mas o que é certo é que a elite residual não entende mais o Brasil, estou a dizer, não o conhece mais. E a elite nascente não é elite, é uma sofisticação, uma improvisação... A elite se desqualifica culturalmente. Há uma desordem nas idéias e um correspondente tumulto nas ambições que põem em perigo já não apenas a democracia brasileira, mas o próprio País em suas características, em sua personalidade nacional". (“Rosas e Pedras do Meu Caminho”, página 297).

Acho que ele está certo. Ora, então vamos mobilizar a nossa elite. Vamos organizar o “núcleo pensante” da sociedade brasileira. Vamos à luta!!!

Para o cumprimento de nossa missão cidadã é necessário a união dos melhores da nossa sociedade, é necessário que a vanguarda pensante da elite brasileira se engaje nessa cruzada pela retomada da construção da democracia em nosso país.

E que fique claro o óbvio: os núcleos pensantes da sociedade, a vanguarda da “intelligentzia” brasileira são os seus centros universitários, a imprensa independente, os jornalistas com colunas ou blogs, os cientistas sociais, as lojas maçônicas, os clubes de serviço (Rotary, Lions), a OAB, a CNBB, a ABI, as Academias de Letras de todo o país, os órgãos representativos dos profissionais liberais e tantas outras entidades representativas e com destaque junto às comunidades às quais prestam serviços.

Enfim, é preciso que os cidadãos prestantes retomem o comando de seus próprios destinos e do destino da Pátria numa cruzada cívica a favor da construção da Democracia e do desenvolvimento sustentável e moderno da Nação Brasileira.
E é exatamente isso: a vanguarda, o núcleo pensante da “intelligentzia” brasileira que deverá, sob o comando de sua ELITE, partir para a mobilização popular para essa grande missão: A Constituinte!

E que as palavras abalizadas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a necessidade de mobilização de todo um povo comece por suas lideranças comunitárias. Pois só a sociedade organizada é a única capaz de atuar com sucesso no cenário da cidadania nacional!

fevereiro 26, 2014

INGRATIDÃO: 20 Anos do Plano Real esquece o PAI DO REAL !!!

INGRATIDÃO: 20 Anos do Plano Real esquece o PAI DO REAL !!!

No final do artigo estão os links para os posts que trataram desse assunto na época devida. É muito feio querer se apropriar da obra alheia...
O PAI DO PLANO REAL é o então Presidente da República, ITAMAR FRANCO!
FHC tem seu mérito, claro, como ministro do presidente Itamar Franco.
ministro Fernando Henrique Cardoso em despacho com o presidente da república Itamar Franco.

É isso!
A HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL está cometendo essa grave distorção interpretativa: NÃO existe menção a ITAMAR FRANCO como PAI DO PLANO REAL e NEM existe citação de LULA como responsável pelo MENSALÃO ocorrido, sob as “suas barbas”, em seu governo, no governo do PT!
A HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA terá que CORRIGIR essa interpretação que beira à canalhice...

Coisas da política...

Abaixo, artigo de Carlos Chagas sobre a comemoração dos 20 Anos do Plano Real:

Coisas da Ingratidão
Carlos Chagas


Algum filósofo, quem sabe um santo, pode ser até que um político, terá meditado estar a ingratidão no rol dos maiores defeitos da pessoa humana. Tome-se a reunião solene realizada ontem pelo Congresso para comemorar os vinte anos do Plano Real. Nada contra, não fosse a pouquíssima importância que se deu a quem decidiu acabar com a inflação e colocou em risco seu próprio mandato e sua imagem para a História. Se não desse certo, ele seria o responsável.
Fala-se do ex-presidente Itamar Franco. O executor seria o ministro Eliseu Resende, infelizmente demitido dias depois de empossado por haver permitido que uma empreiteira pagasse suas diárias num hotel de Nova York. Coisa naqueles idos rotineira, como mais ou menos hoje. Com Itamar, porém, era na moleira: qualquer auxiliar acusado de irregularidades via-se imediatamente mandado embora. Que fosse defender-se fora do governo, retornando caso declarado inocente. No caso de Eliseu, não houve defesa.
Assim, o então presidente defrontou-se com grave questão: encontrar logo um novo ministro para desenvolver o plano de recuperação econômica ou cair no descrédito. Sem opções, apelou para seu ministro de Relações Exteriores, Fernando Henrique Cardoso, então posto em sossego e conformado em encerrar sua carreira política entre banquetes e coquetéis desimportantes. Não se reelegeria senador e, mesmo para deputado, não parecia fácil.
Itamar encontrou o sociólogo numa embaixada em Washington e, em curto telefonema, fez o convite. FHC refugou de imediato. De jeito nenhum. Não era economista e estava muito bem no Itamaraty. Foi dormir certo de haver espantado aquele fantasma descabido e impertinente.
De madrugada o telefone toca outra vez, agora no hotel. Itamar de novo, mais ríspido do que o normal, participando ter encaminhado às oficinas do Diário Oficial decreto nomeando Fernando Henrique ministro da Fazenda. Era acatar a disposição ou demitir-se do ministério das Relações Exteriores.
De volta no avião, aliás, de carreira, não demorou muito para absorver a nova situação e veio pensando como desatar aquele nó monumental. Pensou primeiro em Pedro Malan, depois em José Gregori e enfim naquele grupo de cabeludos do Departamento de Economia da PUC do Rio. Desembarcou entregando seu futuro a Deus, mas logo reuniu a equipe. Em poucos dias fluíram as sugestões tidas por muita gente como doidinhas, a começar pela mudança no nome da moeda. De cruzeiro para real.
Não se pode tirar de Fernando Henrique o mérito de ter enfrentado o desafio e de submeter-se às propostas do grupo recém formado. Claro que pensou na hipótese de, diante do êxito, transformar-se em candidato presidencial.
Quem tomou a decisão fundamental, porque política, porém, foi o presidente Itamar Franco.Nem ele nem o novo ministro da Fazenda entendiam de economia. Sendo assim, soou um pouco estranha a homenagem prestada pelo Senado por iniciativa de Aécio Neves, que centralizou em Fernando Henrique Cardoso as lantejoulas, confetes e serpentinas pelos vinte anos do Plano Real. Se Itamar não foi esquecido, viu-se ao menos posto em cone de sombra. Coisas da ingratidão…
(Blog da “Tribuna na Internet” – 26/02/2014)



Eis um resumo do testemunho do ex-presidente Itamar Franco, poucos dias antes de seu passamento, publicado na íntegra no blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim:
“Para mim, Ricúpero [Rubens, ministro da Fazenda] é o principal sacerdote do Plano Real. Mais tarde tivemos ajuda, e grande, do ministro Ciro Gomes. Naquele momento, isso é o que o povo brasileiro não sabe, se for ler a história do real […], é o senhor Pedro Malan [ex-ministro da Fazenda]; senhor Pérsio Arida [ex-presidente do Banco Central], não sei mais quem…”.
Prossegue Itamar Franco: “De repente, até parece que foi o doutor Cardoso [FHC] que assinou a medida provisória [do Plano Real]”.
FHC deixou o governo em março e o Plano Real foi em julho de 1994.
“Ele tinha assinado a cédula [como ministro da Fazenda] e eu errei deixando que assinasse. Constitucionalmente, não podia”, lamentou Itamar.
O ex-presidente finalizou o depoimento com uma frase perturbadora para FHC:  “Ele entende de economia tanto quanto eu. Talvez eu entenda mais”.




Itamar Franco: Pai do Plano Real!/ leia aqui
FHC: Ministro/Arquiteto que venceu a inflação!/ leia aqui

FHC: Um Quase Tratado Sobre FHC e o PSDB!

junho 28, 2013

FHC agora é Imortal...
Ele merece e o
Brasil se enriquece!

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO É ELEITO PARA A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS! É O NOVO IMORTAL!
Posso falar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a sinceridade que falta aos bajuladores de sempre. Pertenci a uma geração de universitários que tinha em FHC o seu norte, o seu Mestre da Sociologia. Sim, Fernando Henrique representava tudo isso: professor da USP cassado pelos militares, sociólogo internacionalmente reconhecido, exilado político no Chile e na França (com incursões docentes na Sorbonne), político oposicionista na redemocratização do país, Senador da República, Chanceler da República, Ministro da Fazenda, viria a “ganhar” – esse é o termo exato! – a Presidência da República graças à implantação do Plano Real pelo presidente Itamar Franco. E dissemos “ganhar” exatamente porque Fernando Henrique era e é um político totalmente oposto ao político popular e carismático. Quem ganhou, efetivamente, foi o Plano Real. Na eleição e na reeleição!

Em 2010, lançamos o livro “História da Vitória Política Paulista – 1934”, no qual historiamos aquela página heróica da atuação dos paulistas como forma de motivarmos a todos brasileiros à retomarem os ideais da legalidade e da cidadania. E, sobre FHC, dizíamos:

“Explico: intelectual conceituado e sociólogo que orientou positivamente gerações de brasileiros, Fernando Henrique quedou-se ao “sistema” ao aceitar as regras de “convivência política” como preço maior para o exercício do poder...E, realmente, ele conseguiu ficar por 8 anos na Presidência da República. Até “conseguiu” obter do Congresso a possibilidade da reeleição... A que custo? Talvez já fosse o rascunho do que viria a ser o vergonhoso “Mensalão”...”

É isso. Eu me alinho entre os que se decepcionaram com a gestão presidencial de Fernando Henrique. Eu esperava que ele fizesse um governo revolucionário, convocando as novas gerações da USP (de Direito e de Economia) e da Fundação Getúlio Vargas. Era um “verdadeiro milagre” termos um presidente com a cultura e o preparo intelectual de FHC, o Brasil poderia ter se antecipado ao futuro. Enfim, esperava dele um governo ousado, um governo de mudanças a se antecipar ao que viria tempos depois pelo mundo todo como a Onda Democrática e o movimento dos Indignados na Europa, tudo fruto da Revolução da Informação que transformou o mundo realmente na Aldeia Global.

Mas, a sua escolha como o mais novo Imortal da Academia Brasileira de Letras premiou o conjunto da obra de um intelectual brilhante que já deu muitos ensinamentos ao país e à sua juventude e que – seja cada vez mais! – voltou a escrever, a dar palestras e a debater com sua capacidade de Mestre da Sociologia, os mais importantes temas da atualidade. De modo especial, a análise que fez das Manifestações que ocorreram e da atuação dos Indignados Brasileiros que transformaram o Dia 17 de Junho no Dia da Mudança para o NOVO BRASIL!

Fernando Henrique Cardoso foi eleito com 34 votos dos 39 acadêmicos. Quase uma unanimidade! Merecidamente! Ele é autor de 34 livros, sendo 23 de sociologia, tendo mais de cem artigos acadêmicos. Seus livros mais recentes: “O Presidente e o Sociólogo”, “A Arte da Política”, “Carta a um Jovem Político” e “A Soma e o Resto”. Além de FHC, dois outros ex-presidentes da república pertenceram à ABL: Getúlio Vargas e José Sarney, sendo que este último ainda pertence.

RESUMINDO: Que Fernando Henrique enriqueça intelectualmente a ABL e que produza mais livros e dê, ao Brasil, de forma suprapartidária, os rumos e caminhos a seguir neste nosso RITUAL DA PASSAGEM PARA O NOVO BRASIL!!!

fevereiro 05, 2012

FHC, As Elites e o Cenário Nacional

“Politizar a cena pública para assegurar a democracia. Dizer quem é bom , ou melhor, o que é bom e o que é mau. Mas dizer nas universidades, nas organizações populares, nas associações profissionais, nas pequenas e médias cidades. Preparar nelas a mensagem – o discurso – para mais tarde falar  com credibilidade na grande cena nacional.”
Fernando Henrique Cardoso
(artigo “Crer e Perseverar”, “Estadão”, 05/02/2012)

Não há a possibilidade de continuarmos nesta letargia política a que estamos relegados... É preciso que haja uma mobilização nacional para que as reformas necessárias – principalmente a reforma política – possibilite a que o Brasil retome a construção da democracia e alcance o desenvolvimento sustentável, moderno e positivo. E para alcançar esse objetivo é indispensável a convocação da “intelligentzia” brasileira.

Será que a elite brasileira, a “intelligentzia” brasileira está ciente de seu papel histórico e de suas responsabilidades?

E para que os apressadinhos de sempre não torçam o nariz para a simples citação da palavra elite vamos, mais uma vez, buscar o ensinamento perene de Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo, não o presidente: de que elite é a vanguarda, é o que há de melhor na sociedade, por exemplo, o melhor do futebol foi o Pelé, o melhor líder sindical foi o Lula, o melhor jogador de basquete foi o Oscar Schmidt, o melhor empresário é o Antonio Ermírio, o melhor da Medicina é o Adib Jatene, o grande jurista foi Rui Barbosa, etc.

E é exatamente isso: convocar os melhores. A elite brasileira precisar sair do falso comodismo e ousar romper as amarras aveludadas desse comodismo que estabiliza a vida das pessoas na mediana mediocridade de uma existência sem sustos, sem riscos e sem lutas...

Para o cumprimento de nossa missão cidadã é necessário a união dos melhores da nossa sociedade, é necessário que a vanguarda pensante da elite brasileira se engaje nessa cruzada pela retomada da construção da democracia em nosso país.

E que fique claro o óbvio: os núcleos pensantes da sociedade, a vanguarda da “intelligentzia” brasileira são os seus centros universitários, a imprensa independente, os jornalistas com colunas ou blogs, os cientistas sociais, as lojas maçônicas, os clubes de serviço (Rotary, Lions), a OAB, a CNBB, a ABI, as Academias de Letras de todo o país, os órgãos representativos dos profissionais liberais e tantas outras entidades representativas e com destaque junto às comunidades às quais prestam serviços.

Enfim, é preciso que os cidadãos prestantes retomem o comando de seus próprios destinos e do destino da Pátria numa cruzada cívica a favor da construção da Democracia e do desenvolvimento sustentável e moderno da Nação Brasileira.
E é exatamente isso: a vanguarda, o núcleo pensante da “intelligentzia” brasileira que deverá, sob o comando de sua ELITE, partir para a mobilização popular para essa grande missão: A Constituinte!

E que as palavras abalizadas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a necessidade de mobilização de todo um povo comece por suas lideranças comunitárias. Pois só a sociedade organizada é a única capaz de atuar com sucesso no cenário da cidadania nacional!



setembro 17, 2011

A Nova Burguesia, Cafona e Abusada...

(Foto: Arquivo/AE)

Quem diria?!?


A esquerda brasileira tirando a máscara e assumindo o seu sonho “enrustido”. O “topete” implantado na cabeça do Zé Dirceu e as suas férias no balneário mais caro e sofisticado do mundo, na Sardenha (onde o Berlusconi passa as suas férias) + o enriquecimento descomunal do Palocci + o deslumbramento doentio de típicos “alpinistas sociais” que foi exaustivamente mostrado pelas infindáveis viagens internacionais de FHC e LULA, bastariam para caracterizar a NOVA BURGUESIA, CAFONA E ABUSADA...

A Pasteurização Política Brasileira/PT = PSDB/ leia aqui

O reizinho!!!/ Brasil na contramão da história/ leia aqui

Regime Parlamentarista/Chega de Passeios Internacionais/ leia aqui

A falsa Esquerda Brasileira/ Me engana que eu gosto/ leia aqui

Pobre Brasil... Em seu post, de 16/09, Pedro Marangoni procura dar o perfil dessa esquerda que tomou conta do país: primeiro com FHC e, ao depois, com o Lula e o PT. Ele não poupa as palavras:

“O Partido dos Trabalhadores hoje comanda a ditadura mais fraudulenta,”burguesa” e corrupta a que o Brasil já foi submetido. Um reinado de onde surgiu uma classe nobre, abastada & abestada que pisa nas leis, abandona e despreza -com razão- o povo imbecil que os elegeu. Esse tipo de massa obtusa, fácil de manejar, de conduzir e enganar ,é o sonho de todo ditador e da qual os petistas de carteirinha são a representação mais fiel. Lendo “Conversas com Marcello Caetano” de António Alçada Baptista,publicado em 1973 por Moraes Editores, Lisboa, surpreendi-me com a descrição totalmente fiel de nossos petistas,embora ele se refira aos revolucionários portugueses

Não é surpresa que hoje, no poder, o PT faz tudo o que criticava nos governos anteriores quando era oposição, transgride todas as regras da honestidade, da cidadania e seus militantes aplaudem, como também são capazes de ovacionar um Lula, um “Zé" Dirceu, condoer-se de um Palocci, enquanto esses ídolos proletários abarrotam seus cofres com dinheiro de origem etérea...

Vejam o que diz Marcello Caetano:...o militante revolucionário é por via de regra uma pessoa completamente fora das realidades, que abdicou de pensar pela própria cabeça. O partido toma conta de toda a sua personalidade e, através de sua doutrina, fornece-lhe uma imagem do mundo que a ela corresponde e não àquilo que existe, e que ele aceita sem qualquer espírito crítico porque comodamente se encostou a uma construção onde a reflexão e a dúvida não podem ter lugar. O mundo passa a ser, não aquilo que efetivamente se está a viver, mas o corpo das teorias e dos factos deformados, das interpretações oficiais do Partido, sobre o que, em nome do interesse superior deste, da revolução social que ele encarna, não se sente no direito de levantar a mínima interrogação. Se for preciso defender hoje o que se condenava ontem, não hesita em fazê-lo, se essas forem as indicações.
A vida, para o militante comunista, não é esta realidade vária, complexa, contraditória, de que o mundo é feito e que constitui a impossibilidade de o definirmos e interpretarmos através dum sistema. Não, é um mundo de situações-tipo, de palavras-chave, de abstrações e de fórmulas.
Aquilo que chamam a “burguesia” acaba por ser uma entidade abstrata para onde transportam todos os vícios e donde fazem partir todos os males. Por outro lado, o “trabalhador” é também um ser mítico, ornado de todas as heroicidades, onde os próprios trabalhadores raramente se reconhecem. Mas a verdade é que, não obstante esta situação estar há muito evidente e descrita, muitas pessoas continuam sensíveis à miragem das promessas...”

E
encerra, sarcasticamente, com um “Brasileiros e brasileiras, bem-vindos ao século passado...” num artigo muito bem trabalhado por Wladimir Pomar, vemos a “transformação” por que tem passado o Brasil, desde a ascensão de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Infelizmente, aquele que foi um referencial para gerações de universitários, quando no Poder, revelou-se fútil, leniente com os maus políticos e extremamente “deslumbrado” com os ricos banqueiros e empresários, esquecendo-se, definitivamente, das “manchas cinzas” (os “bolsões de pobreza” com que ele, no passado, caracterizou as periferias pobres das grandes capitais) da Nação Brasileira.

(Blog do Villa/ Charge do Aroueira)

“O PRÍNCIPE DOS SOCIÓLOGOS E O POPULISMO SOFISTICADO”


“Uma combinação de populismo sofisticado, publicidade enganosa, renovação de expectativas virtuais, mistificação teórica, fisiologismo desbragado e outros mecanismos de alienação social e política deveria ser utilizada com eficácia para consolidar a fragmentação e segmentação sociais. Quanto mais eficaz a realidade virtual, mais conformista e alienada a reação das grandes massas da população.

Mas, para isto não bastava a transformação da burguesia dos meios de comunicação num quarto poder, o poder midiático. Como mostrara a experiência das diretas-já, sem contar com um segmento social que assumisse as rédeas do poder e a hegemonia, aparentando representar o interesse geral da sociedade e da nação no imaginário popular, o povo poderia livrar-se do feitiço, ir para as ruas, obrigar o mago da comunicação global a curvar-se à realidade e desbaratar os planos de domínio. Collor e seu bando foram incapazes de cumprir esse papel, quase colocam tudo a perder e tiveram que ser defenestrados.

Foi um achado que parcela significativa da antiga intelectualidade de esquerda se dispusesse a substituí-los, sob a direção do príncipe dos sociólogos, acelerando as políticas de estabilização monetária, reestruturação produtiva, abertura e desregulamentação econômicas, competição anárquica e abandono dos deveres sociais do Estado. Mas estas políticas, ao tempo que intensificaram a dominação da economia pelas transnacionais, agravaram com rapidez os problemas estruturais e estimularam a instabilidade social e política.”

O Brasil foi, assim, transformado em campo de caça das megacorporações transnacionais, desses imensos monopólios capitalistas que, como hidras colossais, possuem o cérebro pensante em seus países de origem, e seus olhos, nariz, boca e membros segmentados por milhões de unidades dispersas por quase todos os países e regiões do globo, a tal ponto que escribas idiotas podem dar-se ao luxo de afirmar que a globalização é o paraíso das micro e pequena empresas.

Essa repactuação, aceita, apoiada e incrementada pela burguesia nativa a partir do início dos anos 90, não teve repercussões profundas apenas sobre as classes sociais e os campos políticos e culturais de baixo. Não desorganizou somente o mundo do trabalho, esse mercado selvagem pelo simples fato de existir, tornando-o ainda mais brutalmente bárbaro e muro de infortúnios e lamentações sem conta. Não inverteu tão-só violentamente as idealizações de acesso da pequena burguesia ao mundo encantado burguês, ou mergulhou a massa da intelectualidade em frustrante crise existencial, ao constatar que sua vanguarda acadêmica, guindada ao poder, destrói o universalismo da universidade e afoga na negação tudo que produziu e tudo pelo qual lutou no passado.”



Nova Estirpe Burguesa/ Wladimir Pomar/Fundação Perseu Abramo/ leia aqui

Observação: Ao se referir ao “abandono dos deveres sociais do Estado”, o autor estava se referindo às privatizações realizadas “sem controle de qualidade” pelo governo de FHC e os maiores exemplos foram os “desmontes”(privatizações) do Estado Paulista, à época governado por Mário Covas.


E, para finalizar, dando o perfil no qual se acomodou a “esquerda latino-americana” e destacando o alerta dado por Karl Marx sobre a “impostura” que era Bolívar e seu “destino” para a América Latina:

BOLIVARISMO: A GRANDE FARSA !

Marx: apresenta Bolívar como um falsário, desertor, conspirador, mentiroso, covarde, saqueador, etc. Marx tinha clareza do papel de classe desempenhado por Bolívar nestas lutas, mostrando-o como um típico representante de setores da tradicional burguesia criolla local.


(O presidente venezuelano, Hugo Chávez, discursa em frente a pintura de Simón Bolívar , em setembro de 2008(Foto: Thomas Coex/AFP)


“As eleições do presidente Hugo Chávez na Venezuela—o qual está caminhando para um mandato vitalício—e Evo Morales na Bolívia, o retorno do ex-líder sandinista Daniel Ortega para a presidência da Nicarágua, bem como a eleição de Rafael Correa no Equador, foram todas acompanhadas da retórica nacionalista para reverter o brutal e sangrento período de desagregação das economias latino-americanas das últimas décadas. Alguns dizem que a América Latina está realmente se movendo para a esquerda, para um novo tipo de socialismo, no entanto, em cada um destes países o domínio do capital permanece intacto.

Hugo Chávez, em particular, apresentou este movimento como uma continuação da velha cruzada de Simon Bolívar, El Libertador, quem há dois séculos dizia tentar libertar a América Latina das garras da dominação imperialista, mas que na realidade lançou as bases para a dominação imperialista durante séculos. Chávez chegou a ponto de entregar réplicas da espada de Bolívar para Morales, Correa e Ortega durante suas respectivas posses”
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“Em artigo escrito em 1858, intitulado Bolívar y Ponte, Marx relata as falsas façanhas de El Libertador durante as guerras antiespanholas. Marx apresenta Bolívar como um falsário, desertor, conspirador, mentiroso, covarde, saqueador, etc.

Marx tinha clareza do papel de classe desempenhado por Bolívar nestas lutas, mostrando-o como um típico representante de setores da tradicional burguesia criolla local: "Bolívar y Ponte, Simon, o ‘Libertador' da Colômbia nasceu... em Caracas (...) Descendia de uma das famílias mantuanas, que, na época da dominação espanhola, constituíam a nobreza criolla na Venezuela".


Hugo Chávez, Marx e o “Bolivarismo do Século XXI”/Jair Antunes/ leia aqui

Observação: Marx, ao dizer que Bolívar “lançou as bases para dominação imperialista durante séculos”, fazia referência ao Colonialismo Imperial e à simples troca do “imperialismo espanhol” pelo “imperialismo inglês” e, ao depois, pelo “imperialismo norte-americano”.