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outubro 27, 2014

Ruy Barbosa mostra o caminho para a Pátria dividida...

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No momento em que o país passa por tão difícil situação política, com os valores republicanos sendo postos de lado e o exercício da política sendo praticado sem o idealismo e a retidão tão necessários, é oportuno elevar, da FRASE DA SEMANA, para texto deste post, as palavras definitivas de Rui Barbosa sobre a Pátria, a Política e os Políticos.

O Brasil está doente. Vivemos uma DEMOCRACIA MEIA-SOLA. Vivemos uma eleição presidencial na qual não houve o DEBATE dos temas necessários e, sim, o simples EMBATE , o ENFRENTAMENTO PRIMATA entre os candidatos, no qual afloraram a mesquinharia, as agressões, as mentiras e a falta de brasilidade...

Vamos mobilizar a nossa sociedade civil. Vamos convocar a "intelligentzia brasileira". Vamos MUDAR o Brasil. É possível! É viável! E só depende da SOCIEDADE ORGANIZADA!

Vamos nos espelhar no exemplo e no CREDO POLÍTICO de RUY BARBOSA. Vamos colocar o BRASIL acima das paixões partidárias. A MUDANÇA virá pelas mãos da SOCIEDADE CIVIL acima de posições políticas e ideológicas, será uma mobilização suprapartidária. Será o Brasil - Unido de Norte a Sul ! - a consolidar sua DEMOCRACIA, sob o ESTADO DE DIREITO e com um DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL!!!






Visitei, pela primeira vez, a CASA DE RUI BARBOSA, no Rio de Janeiro, em 1965, com Décio, meu irmão mais velho. Foi um impacto poderoso que definiria o meu caminhar na cidadania para sempre. Voltei mais vezes. Levei meus filhos. E espero voltar muito em breve. Abaixo, o texto escolhido para a frase da semana “capturado” pela colaboradora Regina Claudia Brandão dos Santos:


Frase da Semana 

A frase da semana, desta vez, são três parágrafos que compõem um texto de Rui Barbosa, e que foi escolhido por ser tão tocante, que poderia não haver mais grande coisa a dizer depois dele.

Credo político

Meu país conhece o meu credo político, porque o meu credo político está na minha vida inteira.

Creio na liberdade onipotente, criadora das nações robustas; creio na lei, emanação dela, o seu órgão capital, a primeira das suas necessidades; creio que, neste regímen, não há poderes soberanos, e soberano é só o direito, interpretado pelos tribunais; creio que a própria soberania popular necessita de limites, e que esses limites vêm a ser as suas Constituições, por ela mesma criadas, nas suas horas de inspiração jurídica, em garantia contra os seus impulsos de paixão desordenada; creio que a República decai, porque se deixou estragar confiando-se ao regímen da força; creio que a Federação perecerá, se continuar a não saber acatar e elevar a justiça; porque da justiça nasce a confiança, da confiança a tranqüilidade, da tranqüilidade o trabalho, do trabalho a produção, da produção o crédito, do crédito a opulência, da opulência a respeitabilidade, a duração, o vigor; creio no governo do povo pelo povo; creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do tesouro constituíram sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública; creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade; creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades.

Rejeito as doutrinas de arbítrio; abomino as ditaduras de todo o gênero, militares ou científicas, coroadas ou populares; detesto os estados de sítio, as suspensões de garantias, as razões de Estado, as leis de salvação pública; odeio as combinações hipócritas do absolutismo dissimulado sob as formas democráticas e republicanas; oponho-me aos governos de seita, aos governos de facção, aos governos de ignorância; e, quando esta se traduz pela abolição geral das grandes instituições docentes, isto é, pela hostilidade radical à inteligência do País nos focos mais altos da sua cultura, a estúpida selvageria dessa fórmula administrativa impressiona-me como o bramir de um oceano de barbaria ameaçando as fronteiras de nossa nacionalidade.” -

Rui Barbosa/Resposta a César Zama. Discurso no Senado Federal em 13 de outubro de 1896. Obras Completas de Rui Barbosa, Vol. XXIII, 1896, tomo V, p. 37/38 -

Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa - www.casaruibarbosa.gov.br

setembro 10, 2011

Rui Barbosa: o Estadista da República !

No momento em que o país passa por tão difícil situação política, com os valores republicanos sendo postos de lado e o exercício da política sendo praticado sem o idealismo e a retidão tão necessários, é oportuno elevar, da FRASE DA SEMANA, para texto deste post, as palavras definitivas de Rui Barbosa sobre a Pátria, a Política e os Políticos.



RUI BARBOSA: O JURISTA, O POLÍTICO, O JORNALISTA, O DIPLOMATA/ Histórico do Estadista da República!/ leia aqui

A 1ª CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA BRASILEIRA/ autoria de RUI BARBOSA/ Registro Histórico/ leia aqui

Visitei, pela primeira vez, a CASA DE RUI BARBOSA, no Rio de Janeiro, em 1965, com Décio, meu irmão mais velho. Foi um impacto poderoso que definiria o meu caminhar na cidadania para sempre. Voltei mais vezes. Levei meus filhos. E espero voltar muito em breve. Abaixo, o texto escolhido para a frase da semana “capturado” pela colaboradora Regina Claudia Brandão dos Santos:



Frase da Semana

A frase da semana, desta vez, são três parágrafos que compõem um texto de Rui Barbosa, e que foi escolhido por ser tão tocante, que poderia não haver mais grande coisa a dizer depois dele.

Credo político

Meu país conhece o meu credo político, porque o meu credo político está na minha vida inteira.

Creio na liberdade onipotente, criadora das nações robustas; creio na lei, emanação dela, o seu órgão capital, a primeira das suas necessidades; creio que, neste regímen, não há poderes soberanos, e soberano é só o direito, interpretado pelos tribunais; creio que a própria soberania popular necessita de limites, e que esses limites vêm a ser as suas Constituições, por ela mesma criadas, nas suas horas de inspiração jurídica, em garantia contra os seus impulsos de paixão desordenada; creio que a República decai, porque se deixou estragar confiando-se ao regímen da força; creio que a Federação perecerá, se continuar a não saber acatar e elevar a justiça; porque da justiça nasce a confiança, da confiança a tranqüilidade, da tranqüilidade o trabalho, do trabalho a produção, da produção o crédito, do crédito a opulência, da opulência a respeitabilidade, a duração, o vigor; creio no governo do povo pelo povo; creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do tesouro constituíram sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública; creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade; creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades.

Rejeito as doutrinas de arbítrio; abomino as ditaduras de todo o gênero, militares ou científicas, coroadas ou populares; detesto os estados de sítio, as suspensões de garantias, as razões de Estado, as leis de salvação pública; odeio as combinações hipócritas do absolutismo dissimulado sob as formas democráticas e republicanas; oponho-me aos governos de seita, aos governos de facção, aos governos de ignorância; e, quando esta se traduz pela abolição geral das grandes instituições docentes, isto é, pela hostilidade radical à inteligência do País nos focos mais altos da sua cultura, a estúpida selvageria dessa fórmula administrativa impressiona-me como o bramir de um oceano de barbaria ameaçando as fronteiras de nossa nacionalidade.” -


Rui Barbosa/Resposta a César Zama. Discurso no Senado Federal em 13 de outubro de 1896. Obras Completas de Rui Barbosa, Vol. XXIII, 1896, tomo V, p. 37/38 -

Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa - www.casaruibarbosa.gov.br