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maio 22, 2016

CAPITALISMO CIDADÃO É POSSÍVEL?!? É POSSÍVEL UM NOVO CAMINHO?!?

O CAPITALISMO ETERNO 
OU 
O CAPITALISMO ACABOU


“Não se pode falar em capitalismo e crise, porque capitalismo é crise!” Aldo Bonomi
INFINITO = ETERNO (sem fim, interminável, infindável)
IN-FINITO= ACABOU (morto, concluído, liquidado, cessado)


O sociólogo italiano, Aldo Bonomi, acaba de lançar um livro sobre a atual crise do capitalismo, com um título mágico: “IL CAPITALISMO IN-FINITO”. A magia está na interpretação do termo italiano “IN-FINITO”... Será que O CAPITALISMO É ETERNO” ou será que “O CAPITALISMO ACABOU”



Essa deveria ser uma LEITURA OBRIGATÓRIA nasFaculdades de Economia/Administração e de Ciências Sociais/Sociologia e Política. Leitura obrigatória, com grupos de estudos e apresentação posterior à sociedade de RESUMOS CONCLUSIVOS. Ele focou a economia e a crise italiana, mas serve perfeitamente para qualquer país. O Brasil tem condições e a “intelligentzia brasileira” PRECISA SE POSIONAR! 

Aldo Bonomi descreve a  crise por que passou a Itália e toda a Comunidade Européia e busca caminhos para a recuperação e a retomada do desenvolvimento. Analisa as crises dos últimos 30 anos, dando destaque para o modelo da pequena e média empresa italiana que foi de grande sucesso e encantou o mundo. O que teria dado errado, indaga Aldo Bonomi? Ou esse modelo teria sido “engolido” pela crise global que atingiu “em cheio” a União Européia?

O fenômeno e o sucesso do modelo da pequena e média empresa italiana ocorreu na Região Emilia-Romagna. É uma região que representa a parte mais desenvolvida da Itália, que tinha a menor taxa de desemprego e empresas como a Barilla, Ferrari, Masserati, Ferruzzi, Fiat Tratores, Ducati, CMC, Parmalat e um sem número de pequenas e médias empresas altamente desenvolvidas e com tecnologia de ponta (a Região Emilia-Romagna representou o modelo de uma economia baseada na excelência das pequenas e médias empresas). O associacionismo garantiu o crescimento e a alta tecnologia desse modelo.


No governo/tampão do tecnocrata e primeiro-ministro Mario Monti, a crise atingiu em cheio os italianos (nov./2011 a abril/2013)

De qualquer forma a crise está aí ( 31.000 empresas fechadas na Itália em 2013 + 12.000 suicídios devido à crise em 2012). E está quase chegando até nós, aqui no Brasil. E deverá ser a “vanguarda intelectual” de nossos acadêmicos nas áreas de economia/administração e de sociologia e política a elaborarem saídas para a transformação e humanização do CAPITALISMO! 
E não nos enganemos: isso só ocorrerá com a SOCIEDADE ORGANIZADA estabelecendo LIMITES claros para o capitalismo, aplicando o conceito de “responsabilidade fiscal” não só para as prefeituras municipais, mas também para osGovernos Estaduais e para o Governo Federal e, para a iniciativa privada, regras definidoras e limitadoras do lucro fácil e especulativo, com os bancos atuando também dentro de regras limitadoras do lucro abusivo.

O CAPITALISMO CIDADÃO é possível , MAS será a SOCIEDADE ORGANIZADA – só ela! – que poderá impor mudanças e apresentar soluções para a crise mundial por que passa o mundo todo. Primeiramente, o chamado 1º Mundo e, a seguir, os países emergentes (BRICS), terminando por sacrificar, de forma brutal, ospaíses subdesenvolvidos.

É PRECISO QUE O BRASIL SE ANTECIPE À CRISE MAIOR! E ELA VIRÁ!!!

É PRECISO REAGIR, JÁ!

A “INTELLIGENTZIA BRASILEIRA” PRECISA MOSTRAR A SUA CARA E A SUA COMPETÊNCIA!!!


  • Um Novo Olhar para o Capitalismo/Mundo Ocidental!!!/Leia aqui
  • Papa Francisco e o Capitalismo Cidadão!/Leia aqui
  • Aldeia Global & o Novo Modelo de Era!/Leia aqui
  • Contra a Canalha Capitalista!/Leia aqui
  • O Capital é o Cão!/Leia aqui
  • Carta aos Indignados!/Leia aqui
  • O Manifestante é a Personalidade do Ano!/Leia aqui

julho 18, 2014

O EFEITO LÚCIFER.......aqui! É possível?!?

"Todo homem razoável é um canalha em potencial e um cidadão em potencial. O que é um homem depende de seu personagem interior. O que ele faz e o que pensamos que ele faça depende das suas circunstâncias." 
               George Bernard Shaw

Serve como uma “luva” para a deprimente realidade brasileira, os estudos clássicos realizados pelo Professor Ph.D, da Universidade de Stanford, Philip Zimbardo. São dois trabalhos que se tornaram foco de estudos e pesquisas em todo o mundo. Resumidamente, o próprio prof. Zimbardo nos posiciona na problemática: "O que leva algumas pessoas a se tornarem perpetradores do mal, enquanto outros passam a agir heroicamente em nome dos necessitados?"

 O professor emérito da Universidade de Stanford, Dr. Zimbardo, passou 50 anosensinando e estudando psicologia Ele é mais conhecido por seu controverso Experimento da Prisão de Stanford, que destacou a facilidade com que os estudantes universitários, com inteligência normal,  poderiam cruzar a linha entre o bem e o mal, quando sujeitos à  matriz de forças situacionais e sistêmicas.
               THE LUCIFER EFFECT
Em 1971, Zimbardo aceitou um cargo permanente como professor de psicologia na Universidade de Stanford.  Com um subsídio do GOVERNO, ele conduziu o Estudo da Prisão de Stanford , no qual 24 universitários/voluntários, clinicamente sadios, foram aleatoriamente designados para serem "prisioneiros" ou "guardas", em uma prisão de mentira, localizada no sub-solo de um edifício na Universidade de Stanford. O estudo com previsão para duas semanas, para a observação psicológica da vida na prisão,TERMINOU após apenas seis dias devido ao trauma emocional dos participantes.  Os alunos rapidamente começaram a atuar em suas funções: como "guardas" e tornaram-se efetivamente sádicos e, os "prisioneiros", mostraram uma extrema passividade e depressão .
      Fhilip Zimbardo
Deixando de lado a análise religiosa, Zimbardo oferece uma explicação psicológica de como as pessoas comuns, por vezes, assumem o mal e cometem atos indescritíveis. O Efeito Lúcifer (“O Efeito Lúcifer: Entendendo Como Pessoas Boas se transformam”)  é a história completa doExperimento da Prisão de Stanford, um clássico que realizou em 1971. Nesse estudo,estudantes universitários normais foram aleatoriamente designados para desempenhar o papel de guarda ou de preso por duas semanas em uma prisão simulada, mas osguardas rapidamente tornaram-se tão brutais e cruéis que o experimento teve que ser suspenso após apenas seis dias.  Como e por que esta transformação ocorre, e o que isso nos diz sobre acontecimentos recentes, como os abusos de prisioneiros em Abu Ghraib, no Iraque? Igualmente importante, o que dizer sobre a "natureza da natureza humana", e o que ele sugere sobre maneiras eficazes para prevenir tais abusos no futuro?
A onda de malfeitos que assistimos no Brasil, com o afastamento inédito de 7 Ministros por suspeita de corrupção, nos leva a pensarSERIAMENTE nas CIRCUNSTÂNCIAS que propiciaram a que tanto mal fosse feito com a maior “cara de pau”e disseminado por todo o Brasil?! Isso somado com o que já ocasionou aQUADRILHA DO MENSALÃO e, agora, a quantidade de políticos, altos funcionários e Chefes de Governo que foram “levados” pelaIMENSA CACHOEIRA DO MAL de um bicheiro que está “provando” que “pessoas tidas por normais”, ou seja, TIDAS COMO HONESTAS estão se chafurdando no lamaçal fétido da corrupção!!!
      HEROIC  IMAGINATION  PROJECT
Preocupado com a assustadora experiência realizada com o Experimento da Prisão de Stanford, Philip Zimbardo, professor emérito de psicologia, se propôs a mostrar o oposto (Projeto Imaginação Heróica): que essas mesmas pessoas podem agir contra o mal e tornarem-se heróis.
Zimbardo comprovou esse estudo através da criação do Projeto de Imaginação Heróica. O projeto, que atualmente inclui um site completo, bem como programas de educação para estudantes do nível médio, visa divulgar a"Imaginação Heróica", termo com que se refere à idéia de que qualquer um pode se tornar um herói, utilizando a sua imaginação.
DEMOCRATIZAR O HEROÍSMO!

Ele pretende "democratizar o conceito de heroísmo" e apagar a noção que os heróis são "pessoas extraordinárias". Ele explica que "pessoas comuns vivendo uma situação particular, podem fazer coisas extraordinárias.” Dessa forma, ele coloca Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá e tantos outros heróis da humanidade num patamar superior, sendo certo que são pessoas especiais que dedicaram a própria vida pelo bem da humanidade. Mas, deixa claro, que a grande maioria é composta de“Heróis à Espera”. Sim, todos somos, potencialmente, possíveis HERÓIS!!!
Através do Projeto Imaginação Heróica,Zimbardo quer que as pessoas passem a desafiar essas noções tradicionais:
1)                  Você não tem que lutar para ser um herói, você pode ser um herói da paz;
2)                   Atos heróicos não devem ser"extraordinários": eles podem ser atos que são realizados o tempo todo, porque é isso que a nossa sociedade espera, e
3) Qualquer um pode ser um herói

Segundo Roberto Donati, uma maneira de “alcançar este objetivo é, alimentando imaginações heróicas, especialmente em nossos filhos:
 1) Propiciar o conhecimento. tem que ter bom senso de quando as pessoas estão em apuros.  Se sentimos que as coisas estão um pouco fora do lugar ou não se encaixam, podemos evitar o perigo antes que ele aconteça, como parar um colega que pratica  bullying.
 2) Mostrar às crianças que elas têm o poder de resolver conflitos. Ensine as crianças que é mais heróico para resolver os conflitos o diálogo do que o combate.
 3) Promover a ação em vez da inação.  É fácil ser um espectador quando vemos alguém que está sendo intimidado, mas a pesquisa mostra que as crianças são mais propensas a fazer algo.”.
 Esta é uma idéia maravilhosamente representada em uma ilusão de MC Escher. Quando você olhar de soslaio e foco no branco como as figuras e o preto como fundo, você vê um mundo cheio de anjos e tutus dançando alegremente. Mas agora, concentrando-se no preto como as figuras e os brancos como o fundo: Agora é um mundo cheio de demônios.


O que Escher está nos dizendo é que o mundo está cheio de anjos e demônios, bondade emaldade, e esses aspectos claros e escuros da natureza humana são o nosso yin e yang básica. Ou seja, todos nós nascemos com a capacidade de ser qualquer coisa.  Por causa dos nossos cérebros incríveis, tudo o que é imaginável se torna possível, tudo o que se torna possível pode se transformar em ação, para melhor ou para pior...
RESUMINDO: As pesquisas de Zimbardo nos mostram, também,  que entre os oprimidossempre existe uma mínima resistência às crueldades. Então...há uma luz no fim do túnel!
O BRASIL, precisa de um CHOQUE POLÍTICO NA EDUCAÇÃO E NA CULTURA DE SEU POVO!
CULTURALMENTE, é preciso que se acredite que é muito bom a pessoa exercer a sua cidadania e agir com civismo!
CULTURALMENTE, é preciso que se acredite quefazer o mal, locupletar-se indevidamente, amealhar bens que não lhe pertençam é do mal, é condenável e Lúcifer lhe dará a mão para o ingresso no mármore ardente do inferno...
O Brasil NECESSITA - com urgência! - de um CHOQUE POLÍTICO NA EDUCAÇÃO E NA CULTURA. E isso é para ser feito pelo GOVERNO (FEDERAL + ESTADUAIS). Seria um PLANO GOVERNAMENTAL PARA A EDUCAÇÃO E A CULTURA, única forma, único caminho a interromper essa “omissão coletiva” diante da CORRUPÇÃO e criar condições para que cada brasileiro se vista com sua melhor “roupa cidadã” e passe a exercer seu civismo com bravura e orgulho nacional!

O Diabo mora no Vaticano!/ leia aqui

dezembro 16, 2013

O Papa NÃO é comunista e o Capitalismo é o CÃO, sim senhor!!!

O Papa NÃO é comunista e o Capitalismo é o CÃO, sim senhor!!!

Essa alegação NÃO pega mais... Chamar o Papa Francisco de COMUNISTA é uma piada de mau gosto. O COMUNISMO já “elvis”...como se diz na internet, ou seja, já era... Teoria furada e Marx, filosofo de “francaria”... COMUNISTA, hoje, só o “comunista do holerith” que é aquele com alguma “boquinha” no Puder Politico...rsrsrs

Já abordamos esse tema aqui no Blog do Delmanto. No post “O Capital é o Cão!”, procuramos mostrar a necessidade de alterarmos o que ficou regendo as atividades econômicas e financeiras: O CAPITALISMO! E alterar com inteligência e sem "ideologias mancas”, ou seja, transformá-lo para que tenha um bom uso... Controlando seu lado “primata” ou “cão”, adestrando a “fera” e humanizando seu mecanismo para que tenha um desempenho “CIDADÃO”!

É sonho?!?
NÃO é sonho, NÃO!

Na Europa (OS INDIGNADOS) e nos Estados Unidos (Occupy Wall Street) essa NECESSIDADE de “ADESTRAR” o Sistema Financeiro Internacional já é um caminho que terá que ser seguido. Muitos se incomodam com o termo “humanizar o capitalismo”, ainda preso às “mantras” do comunismo, gostaria que se dissesse “o novo sistema financeiro”. Tudo bem...

O importante é que se tenha a clara noção de que há urgência na MUDANÇA! O FMI, a União Européia, os EUA e o demais países PRECISAM mudar o CAPITALISMO! E É urgente! Do contrário, como estamos vendo, o “REMÉDIO” TRADICI0NAL do FMI e que está sendo aplicado pela União Européia a seus membros (países que “extrapolaram” a boa e racional gestão financeira), "mata" ou "anula" gerações de cidadãos jovens condenados à periferia da vida!

O PAPA FRANCISCO, desde a sua posse tem mostrado uma preocupação constante com esse tema. Uma preocupação faltante em tantos dirigentes do mundo todo...
O artigo abaixo nos mostra, com clareza, essa postura papal que está sendo tão criticada:
O Capital é o Cão!/ leia aqui
Papa Francisco & o Capitalismo Cidadão!/ leia aqui

"PAPA É CHAMADO DE MARXISTA APÓS LANÇAR DOCUMENTO EM QUE AFIRMOU QUE O CAPITALISMO SERIA ‘UMA NOVA TIRANIA’
Philip Pullella

O papa Francisco, em resposta às críticas de conservadores de que suas ideias econômicas e sociais respingam no comunismo, disse para um jornal italiano neste domingo (15) que não é marxista, mas mesmo marxistas podem ser boas pessoas.
Francisco também negou que pretende nomear uma cardeal feminina, disse que está fazendo um bom progresso para sanear as finanças do Vaticano e confirmou que vai visitar Israel e a Palestina no ano que vem, segundo o La Stampa.
Mês passado, um programa de rádio ancorado por Rush Limbaugh, que tem muitos fãs nos Estados Unidos, criticou o papa por comentários sobre a economia mundial.
Limbaugh, que não é católico, disse que partes do documento eram “marxismo puro saindo da boca de um papa” e sugeriu que alguém escreveu o documento papal por ele. Também acusou o papa de passar dos limites do catolicismo e ser “puramente político”.
Em resposta às acusações, que iniciaram um debate na mídia e nos blogs mês passado, Francisco, membro da ordem dos jesuítas, associada a políticas sociais progressistas, disse que “a ideologia marxista é errada, mas, na minha vida, conheci muitos marxistas que são boas pessoas, então não me sinto ofendido”.
Ele também foi criticado por outros conservadores. No documento do mês passado, considerado uma plataforma do seu papado, Francisco atacou o capitalismo como “uma nova tirania” e disse que “a economia de exclusão e desigualdade” matou pessoas ao redor do mundo.
Na sua resposta aos críticos, Francisco disse que não estava falando como um “técnico, mas de acordo com a doutrina social da Igreja Católica Romana, e isso não o transforma em um marxista”. Ele disse que estava apenas tentando mostrar “um recorte do que estava acontecendo” no mundo.
Em outro documento semana passada, Francisco disse que salários enormes e bônus eram sinstomas de uma economia baseada na ganância e pediu que as nações diminuíssem a desigualdade econômica.
Preocupações conservadoras
Conservadores estão preocupados e decepcionados com pronunciamentos do papa, como quando ele disse que não estava em posição de julgar homossexuais, que são pessoas de bem, sinceramente procurando Deus.
Sobre as especulações de que estaria pensando em nomear uma cardeal feminina ano que vem, disse: “Eu não sei da onde essa ideia saiu. As mulheres na Igreja deveriam ser valorizadas, mas não virarem clérigos”.
Ele disse que as reformas financeiras estão “no caminho certo”, mas ainda não decidiu o que fazer com o Banco do Vaticano, envolto em escândalos nas últimas décadas. No passado, não descartou fechá-lo.
Francisco disse que está “ficando pronto” para visitar a Terra Sagrada ano que vem, no 50° aniversário de quando o papa Paulo VI se tornou o primeiro papa nos tempos modernos a visitar o local.
Ele foi convidado por Israel e pela Autoridade Palestina para fazer uma visita, que deve ser realizada em maio ou junho.
(Tribuna da Imprensa, 16/12/2013)

dezembro 03, 2013

“Encruzilhada de Linguagens + Mutação no Pensamento...”, com Arnaldo Jabor

“Encruzilhada de Linguagens + Mutação no Pensamento...”

Vivemos um momento mágico, as transformações estão acontecendo em todos os setores, especialmente, na informação on-line. Tudo está ao nosso dispor. Basta “buscar” no Google e a informação e/ou esclarecimento...Os poderosos “jornalões” do Brasil ou do mundo, antes limitados a poucos privilegiados, hoje, estão à disposição de todos...num “click”...

Exatamente por estarmos “vivendo” este momento mágico da humanidade é que é preciso SER ESPERTO e SABER viver e ensinar a viver, crescendo com ele e NÃO permanecendo mera “presa fácil”...

O artigo do Arnaldo Jabor precisa ser lido, ATENTAMENTE:
Tuitar e Pensar ao mesmo tempo...não dá!/ leia aqui
O ENORME PRESENTE

ARNALDO JABOR

Um amigo meu, cultíssimo, tem um filho muito "conectado" à internet. E o menino disse a ele: "Pai, você sabe tudo que já aconteceu, mas não sabe nada do que está acontecendo". O pai, como todos nós, embatucou. A mutação cultural dos últimos anos foi tão forte, a turbulência no mundo pós-industrial dissolveu tantas certezas, que caímos num vácuo de rotas.
Artistas e pensadores vivem perplexos - não sabem o que filmar, escrever, formular. Sinto em mim mesmo como é difícil criar sem esperança ou finalidade. Como era gostoso nosso modernismo, os cinemas novos, os movimentos literários, as cozinhas ideológicas. Os criadores se sentiam demiurgos falando para muitos. Sei que, neste exato momento, jovens filhos da web, os "hackers" da arte devem estar rindo de mim. Por isso, lembro a frase de Drummond: "Cansei de ser moderno, quero ser eterno". "Frase manjada", dirão meus inimigos. Tudo bem, mas sinto muita falta do tempo em que alguma "síntese", mesmo ilusória, nos era oferecida. Aí, a "contemporaneidade", esse "faz-tudo" do novo vocabulário, inventou a "utopia da distopia". Nada como uma boa distopia para saciar nossa fome de certezas. Vá a qualquer exposição de arte e veja o "conceito" ou a "narrativa" (outras palavras de mil utilidades) das obras: "O futuro vai ser uma bosta". E os artistas vibram de orgulho, radiantes como profetas do nada. A fruição poética é impedida, como se o prazer fosse uma coisa reacionária "alienada", nos levando a ignorar o "mal do mundo". Há uma encruzilhada de linguagens, uma mutação no pensamento.
As palavras que eram nosso muro de arrimo foram esvaziadas e ficamos à deriva. Por exemplo, "futuro". Que quer dizer? Antes, era visto como um lugar a que chegaríamos. Agora, no lugar de "futuro", temos um presente incessante, sem ponto de chegada. Pela influencia do avanço tecnológico da informação e pelo mercado global, foram se afastando do grande público as criações artísticas e literárias, as ideias filosóficas, os valores. "Toda aquela dimensão espiritual chamada antigamente de cultura que, ainda que confinada nas elites, transbordava sobre o conjunto da sociedade e nela influía, dando uma razão de ser para a existência" - escreveu Vargas Llosa. Passamos a viver diante de telas - ou TV ou "games" que nos matam a fome de sentido. Surgiu uma "segunda vida" digital e audiovisual que nos afasta do antigo vazio da realidade misteriosa. Nas telas, nos games, nossa existência se explica; é só seguir as regras do jogo. Agora, na falta das "grandes narrativas" do passado, estamos a idealizar irrelevâncias, porque ali pode haver pistas para novas "verdades" a desvelar.
Nunca tivemos tantos criadores, tanta produção cultural enchendo nossos olhos e ouvidos com uma euforia medíocre, mas autêntica. A aura deslizou da obra para o próprio autor. Há uma grande vitalidade neste cafajestismo poético, enchendo a "web" de grafites delirantes. Não sei em que isso vai dar, mas o tal "futuro" chegou. Talvez este excesso de "irrelevâncias" esteja produzindo um acervo de conceitos "relevantes", ainda despercebidos. Podemos nos arriscar ao erro com mais alegria; mas isso não pode justificar um desprezo pela excelência. As tentativas de "grande arte" são vistas com desconfiança, como atitudes conservadoras, diante da cachoeira de produções que navegam no ar. Isso me lembra o tempo em que achávamos que o "fluxo da consciência", "the stream of consciousness" ou o discurso psicótico, continha uma sabedoria insuspeitada.
Hoje há uma espécie de presente eterno, que esqueceu o passado ou as influências dele. Como se crianças nascessem por geração espontânea, sem pai nem mãe. Uma psicanalista me disse que estão todos desesperados na profissão porque os pacientes não tem mais interioridade. Não têm sobre o que refletir. A psicanálise está diante de um tipo de subjetividade inesperada. Nas artes, o mesmo. Na literatura nova atual, sente-se que a busca não é só de um tema ou assunto, mas que a preocupação maior é com "como" escrever. Como ser "contemporâneo"? Como buscar um sentido para a falta de sentido? A própria superficialidade ou talvez a vulgaridade, a irrelevância sejam relevantes - acham. A irrelevância é buscada. Temos de ter um "não enredo", um "não final", uma "não explicação" buscada. A utopia da distopia. Há livros cultuados na literatura contemporânea que são absolutamente insuportáveis, mas que são vendidos (e lidos?) para milhões que acham aquilo arte "da hora". É o difícil superficial, o óbvio disfarçado de profundo.
Aliás, a própria crítica está intimidada, porque "julgar" algo pode denotar que o sujeito que ousou fazê-lo teria opiniões conservadoras, que ele seria um crítico "estraga prazeres", um intrometido. Será que houve a morte da "importância"? Ou ela seria justamente esta explosão de conteúdos e autores? O "importante" seria agora o quantitativo? Não sei; mas, se tudo é "importante", nada o é. A importância de uma obra reside no grau de decifração da vida de seu tempo e para onde ela aponta, mesmo no túnel sem luz. Se olharmos as obras primas de, digamos, Jan van Eyck, o gênio holandês, vemos ali todo o espírito da Idade Média revelado nos detalhes mais banais, mesmo nas encomendas de príncipes ou cardeais.
Contudo, é preciso que esses tópicos sejam discutidos, pois na tal conversa do pai erudito com o filho conectado, a resposta do pai poderia ser: "Você acha que sabe tudo que está acontecendo e nada sabe sobre o que já aconteceu".
Por isso, dou uma pequena contribuição ao assunto: tenho um filho de 13 anos. Eu, zeloso pai, botei o Quarteto de Cordas opus 133, de Beethoven, para que ele ouvisse um momento máximo da história da música. Ouviu tudo atentamente enquanto, no ritmo exato do quarteto, jogava um "game" no Xbox. Beethoven e o "game" se uniram em harmonia. Talvez haja futuro.
(“Estadão”, 03/12/2013)

novembro 24, 2013

ESTAMOS DOENTES DE BRASIL, por Enio Mainardi

ESTAMOS DOENTES DE BRASIL, por Enio Mainardi

Eu o conheci no ano de 1971...

Ia ser inaugurado o primeiro trecho da Rodovia dos Imigrantes, trecho ainda no planalto paulista. Como assessor do professor Oswaldo Campiglia, presidente do Dersa, participei de algumas reuniões com agências de publicidade para a escolha do “slogan” e da peça publicitária a ser divulgada na inauguração da que é, hoje, a mais moderna rodovia do país.

Se não me falha a memória, a agência do Enio Mainardi era a “Standart” ou “Vanguard” ?!? A explanação retumbante do Enio, com seu figurino colorido e impactante (a gravata “parecia” gritar: “sou moderníssima, pra frentex!”), foi um show de carisma caindo “pelas tabelas”...rsrsrs

O SLOGAN: “É O FIM DA PICADA!”
Em minha modesta opinião, vencida majoritariamente, era o retrato da realidade para a ligação São Paulo/Santos. Com todo respeito à Via Anchieta, sempre moderna, charmosa e muito bem construída, a ligação do planalto paulista com o litoral estava totalmente “sufocada” pelo desenvolvimento e pela demanda dos paulistanos e paulistas pelo “caminho do mar”...

Mas me ficou aquela imagem altamente positiva e moderna do Enio Mainardi...
Anos depois, muitos anos...eis que passo a ler, na revista VEJA, os artigos do seu filho, o Diogo Mainardi, a mais corajosa e talentosa revelação do jornalismo brasileiro após Paulo Francis!

E, hoje, este artigo iluminado, verdadeiro “ALERTA” para a “intelligentzia brasileira”, com a tentadora opção da “guerrilha” como melhor caminho para “O FIM DA PICADA” na qual se transformou esta Terra de Santa Cruz:

ESTAMOS DOENTES DE BRASIL

Se pudéssemos, falo pela maioria dos que conheço e convivo, iríamos embora daqui. Largar mão, vender tudo e recomeçar a vida em outro lugar, outro país. Aqui não dá mais. Viramos filme de zumbi, daqueles infelizes meio-mortos que só podem ser abatidos com tiro na cabeça. E nos arrastamos nessa agonia, infinitamente, tentando manter um mínimo de sanidade mental, dentro dos nossos guettos. Cada um teu seu ponto de fervura, seu motivo-limite particular para desistir deste país que vai adoentando cada dia mais. Este é o lugar onde nascemos e fomos criados. Nossa Pátria. Aprendemos a cantar o hino nacional, mesmo sem entender direito aquela letra absurda. Vemos o dístico "ordem e progresso" escrito na bandeira e temos vergonha daquele slogan, que transformou o pendão nacional num outdoor de mau gosto e mentira. Hoje não sabemos mais nem quantas estrelinhas representam quantos estados em nossa bandeira nacional. Projetos de lei pipocam no congresso querendo fracionar o território brasileiro em mais e mais estados, buscando cargos, comissões, burocracia - para gerar ainda mais corrupção. O estado brasileiro não me representa, tenho horror dele, odeio os seus políticos, nem sei mais por onde começar minha lista de enormes chateações e desgostos. Este pais virou uma propriedade de gente de 2a., nós todos sendo tocados que nem boiada na direção do matadouro. Minha razão pessoal por me sentir tão alquebrado e desiludido, hoje, neste minuto, foi provocada pela notícia de que o general Peri, supremo comandante das Forças Armadas, está hesitando em revogar a medalha do Pacificador outorgada ao Genuíno por medo de uma reação raivosa da Dilma. Nem vou amaldiçoar a covardia e oportunismo de nossos homens públicos. Quero então, aqui, neste momento histórico, me levantar da mesa do computador e bater continência ao ilustre General. Muito obrigado por confirmar, ainda outra vez, minha vontade de me tornar um imigrante. A outra alternativa é fazer que nem a Dilma: partir para a guerrilha.

julho 11, 2013

“Estamos vivendo
tempos revolucionários!!!
As pessoas querem
mudar o mundo!”

John C. Calhoun - 7º Vice-Presidente dos EUA

“O intervalo entre a decadência do antigo e a formação e o estabelecimento do novo constitui um período de transição, que deve sempre ser necessariamente de incerteza, confusão, erro e fanatismo selvagem e feroz”
John C. Calhoun/7º Vice-presidente dos EUA.

Essa “ONDA DE MUDANÇA” que está acontecendo nos países árabes e na Europa e, agora, no Brasil, traz de forma emblemática o desejo de “mudar o mundo”: suas estruturas superadas, sua economia superada, suas leis defasadas, seus partidos políticos ultrapassados, a corrupção crescente, sua moral discutível e seus valores estagnados... É o “antigo” a impedir que o “novo” se estabeleça. As mudanças ocorridas com a chamada REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO, com as redes sociais mobilizadas, realmente transformou o Planeta Terra na ALDEIA GLOBAL na qual estamos vivendo.

Em artigo no “Estadão”, de 07/07/2013, o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso observou bem que “a novidade, em comparação com o que ocorreu no passado brasileiro (nisso nosso movimento se assemelha aos europeus e norte-africanos), é que a mobilização se deu pela internet, pelos twitters e pelos celulares, sem intermediação de partidos ou organizações e, consequentemente, sem líderes ostensivos, sem manifestos, panfletos, tribunas ou tribunos. Correlatamente, os alvos dos protestos são difusos e não põem em causa de imediato o poder constituído nem visam questões macroeconômicas, o que não quer dizer que esses aspectos não permeiem a irritação popular.”

Então, as pessoas realmente sentem que podem mudar o mundo. Mas é muito difuso o movimento popular. Na frase que abre este post, o 7º vice-presidente dos Estados Unidos, John C. Calhoun, praticamente retrata o que vem ocorrendo, HOJE, em nosso Planeta, pela pesquisa da “Frase da Semana” da nossa colaboradora Regina Claudia Brandão dos Santos:

“O intervalo entre a decadência do antigo e a formação e o estabelecimento do novo constitui um período de transição, que deve sempre ser necessariamente de incerteza, confusão, erro e fanatismo selvagem e feroz”

Daí a importância do estudo do sociólogo Paolo Gerbaudo sobre as manifestações que estão assustando o mundo todo e a importância de um rumo, através de uma organização a ser estruturada em substituição à atual realidade política (partidos políticos) e à repulsa explícita aos políticos. É preciso conseguir ultrapassar esse INTERVALO entre a decadência do antigo e a formação e o estabelecimento do novo!!! Vejam o que diz esse sociólogo italiano Paolo Gerbaudo que saiu no Blog do Cesar Maia:

"AS PESSOAS SENTEM QUE PODEM MUDAR O MUNDO"!

(Paolo Gerbaudo, sociólogo e jornalista, estuda novas manifestações - trechos da entrevista à 08)
Folha de SP, 08)

“1. A ascensão das redes sociais permite que a sociedade se organize de forma mais difusa, especialmente as classes médias emergentes e a juventude das cidades. Isso desorientou os políticos e os velhos partidos, que estavam acostumados a buscar consensos através dos meios de comunicação de massa.

2. Os partidos têm pouco a fazer diante das novas formas de comunicação mediadas pelas redes sociais. A não ser que mudem completamente as suas práticas, baseadas no velho sistema de quadros e caciques locais, e se abram para novas formas de participação popular. Há um problema fundamental na democracia representativa como ela existe hoje. Ou os partidos encontram um caminho para reconquistar legitimidade, ou vão ser superados por novos partidos sintonizados com as demandas da sociedade pós-industrial de hoje.

3. A crítica à partidocracia é legítima. Por outro lado, às vezes parece haver nos movimentos uma crença quase religiosa de que é preciso eliminar todas as mediações. Eles parecem ter a ilusão de que a solução é eliminar os partidos, os sindicatos. A política é uma obra coletiva, não um agregado de indivíduos. São blocos diferentes que interagem. Para isso, você precisa dos partidos. Eles sempre existiram e sempre vão existir.

4. Mas, assim como aconteceu lá, é de se apostar que o outono brasileiro' vai ressurgir em novas ondas e novas formas. Estamos vivendo tempos revolucionários, em que as pessoas voltaram a sentir que podem mudar o mundo. Veja o que está acontecendo agora no Egito.”
(Blog do Cesar Maia – 08/07/2013)

junho 17, 2013

Brasil: Um País Perdedor?!?

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Este Blog já se posicionou a respeito das profundas mudanças que estão ocorrendo no mundo todo, com a Revolução da Informação que transformou o nosso Planeta Terra nesta imensa ALDEIA GLOBAL. Começou com a PRIMAVERA ÁRABE, quando focalizamos em fevereiro de 2011 a primeira crise do mundo árabe, em Egito@povolivre.com!

E tudo continuou num crescendo, a Revolta dos Indignados, Os Indignados Brasileiros, as Redes Sociais dominando as mudanças, as denúncias do Capitalismo Primata, o Manifestante sendo eleito a Personalidade do Ano e o Novo Modelo de Era na posição lúcida do ex-premier espanhol, Felipe Gonzáles e de Al Gore, prêmio Nobel e ex-vice presidente dos EUA (tudo nos posts linkados no final).

Seria um movimento OCCUPY PAULISTA?!?
"Depois do preço das passagens, a vez da corrupção e da criminalidade?"
A emblemática Avenida Paulista está sendo reiteradamente ocupada! Toda a imprensa está dando completa cobertura a esses graves acontecimentos. A VEJA e a Vejinha (Veja /São Paulo), deste final de semana estampam em ambas as capas o chamado OCCUPY PAULISTA e deixa seu registro: “Numa onda de protestos realizados nos últimos dias, manifestantes param a capital e transformam a vida do paulistano num inferno”.

Na última sexta-feira, dia 14/06, fizemos o post “A VOZ DAS RUAS!” A situação é gravíssima. A crise está chegando rapidamente entre nós. Contra o aumento das passagens dos transportes públicos?!? Esse foi apenas o PRIMEIRO MOTIVO. O “Estadão” de domingo, 16/06, fez uma importante matéria e com um título definidor: “RITUAL DA PASSAGEM”, artigo referente à crise que chega, com destaque para o artigo de Juan Arias: DEMOCRACIA IMATURA? Ele inicia o artigo com a pergunta: “A pior imagem que o País pode passar é a de que não respeita as vozes discordantes das ruas.” E lança a imagem que ilustra a abertura deste post: “Um país que encurrala seus jovens por medo de suas reivindicações é um país perdedor.”

O sociólogo Renato Sérgio de Lima aponta o despreparo dos governos para lidar com o “contraditório: "Não podemos equiparar novas formas de organização a quadrilhas”. Em seu artigo, o professor da FGV/SP, Ivam Marsiglia, afirma que “protestos que balançam as cidades brasileiras mostram que a política não pode ser apenas a arte do possível. Cabe a ela recriar utopias”. Alertando que além dos centavos, o protesto contra a alta do transporte ganhou outras proporções...”
((URGENTE)) Arnaldo Jabor volta atrás!

"Amigos, eu errei. É muito mais do que 20 centavos"

O Movimento Passe Livre tinha toda a cara de anarquismo inútil, e temi que toda a energia fosse gasta em bobagens, quando há graves problemas no Brasil. Mas desde quinta-feira, com a violência policial, ficou claro que há uma inquietação tardia".

No post “A VOZ DAS RUAS!”, afirmávamos que “não adianta o governador Alckmin, de Paris, chamar TODOS os manifestantes de “Vândalos” e “Marginais”. Não é verdade! Tem vândalos e marginais infiltrados nas manifestações, mas qualquer assessor com noções mínimas de sociologia diria ao governador que as massas em movimento são imprevisíveis, incontroláveis e é impossível prever o amanhã”.

O governador Geraldo Alckmin é do PSDB e precisa com URGÊNCIA buscar as luzes de FERNANDO HENRIQUE CARDOSO para buscar uma compreensão desse complexo problema social. Não é hora de bravatas e a gravidade do problema NÃO deixa espaço para a ação de incompetentes!

Para finalizar, quero deixar reproduzido o texto de 16/07/2011,"E os Indignados Brasileiros?" referente ao lançamento do livro “Indignez Vous!”, de um francês de 93 anos, agora já falecido, como uma cobrança cívica a todos nós:

“INDIGNEZ-VOUS!”/ INDIGNAI-VOS!


Stéphane Hessel, um francês com 93 anos (!!!) escreveu e publicou um opúsculo, de 30 páginas, com o título acima. Esse livreto está batendo o recorde de vendas na França, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos! É um chamamento cívico para que as novas gerações se mobilizem e demonstrem a sua discordância com a realidade política dos chamados países desenvolvidos e da chamada democracia tradicional (democracia meia-sola).

O “Indignai-vos” foi traduzido para várias línguas, inclusive para o português. E ganhou repercussão mundial, graças à divulgação dada pela rede virtual. Tornou-se o símbolo de um movimento que pretende ser o contraponto a tudo o que representa o atual processo de globalização.

Muito importante é a inovação na organização do movimento: NADA DE PARTIDOS POLÍTICOS!!! É, sem dúvida, uma busca ao ideal da democracia, como na Grécia! Não há no movimento europeu a representação e a delegação de poderes, nada de partidos e nem de sindicatos...

Com a presença de intelectuais, artistas, escritores, estudantes, professores, pesquisadores, profissionais liberais, o movimento dos INDIGNADOS reconhece a necessidade de institucionalizar politicamente as mudanças necessárias e, no nosso caso, será através da sociedade organizada chegando à CONSTITUINTE, com prioridade para a Reforma Política!

Daí a estranheza de analistas políticos do exterior em compreender como o Brasil ainda não foi atingido pela onda democrática dos INDIGNADOS. E deixam a pergunta que é título deste post:

E OS INDIGNADOS BRASILEIROS?!? ONDE ESTÃO?!?