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novembro 23, 2015

A Corrupção na PETROBRAS matou o jornalista PAULO FRANCIS!

Operação Paulo Francis XOperação Lava Jato!


LAVA JATO É ERRADO.
O CERTO, SE FOSSE O CASO, TERIA QUE SER “LAVA A JATO”.

Mas, na verdade, é a OPERAÇÃO PAULO FRANCIS!!!

EXPLICO:

Há quase 20 anos atrás, no famoso programa da TV Globo – MANHATTAN CONNECTION – o jornalista brasileiro mais famoso e polêmico da época –PAULO FRANCIS! – fazia pesadas acusações à Diretoria da Petrobrás. Era no governo de Fernando Henrique Cardoso.



De forma estranha, Francis foi processado nos Estados Unidos e não no Brasil. Ora, seu programa era gravado em Nova York mas NÃO era transmitido nos EUA. Era um programa jornalístico brasileiro, feito por jornalistas brasileiros...

RESUMINDO:

Paulo Francis foi processado pela Diretoria da Petrobrás. Francis afirmara que “todos diretores da Petrobrás” colocavam dinheiro na Suíça. E teria reiterado, em outra oportunidade, que “a Petrobrás fora dominada ”pela maior quadrilha” em atividade em uma empresa pública do Brasil...”

Sem provas concretas para confirmar suas denúncias, Francis foi processado pelo diretor presidente da Petrobrás – em nome da Diretoria -, Joel Rennó, no astronômico valor de 100 mil dólares a título de indenização.

Segundo artigo do conhecido jornalista Sérgio Augusto, no Estadão de 23/11/2014, “Rennó afinal venceu a parada. Mas não nos tribunais...” E conclui: “ Estressado e deprimido pela milonga judicial, Francis morreu de um ataque cardíaco, em 4 de fevereiro de 1997....”

E sentenciou: “A Operação PAULO FRANCIS demorou 17 anos para se concretizar. “Lava Jato” é apenas seu nome fantasia.”

APRENDENDO PORTUGUÊS:

Diz Sérgio Augusto: “No dia 14 dei uma de Stanislaw Pnte Preta e gozei, no Twitter, o nome dado à Operação Lava Jato, que alguns ainda grafam com hífen. Se não havia na história um avião a jato, nem sequer um prosaico ultraleve a ser lavado, a expressão era descabida. Dada a sua clara intenção de conotar uma faxina em regra, como a executada nos postos de gasolina, o nome correto seria “lava a jato”.

novembro 23, 2014

Operação Paulo Francis X Operação Lava Jato!

Operação Paulo Francis X Operação Lava Jato!


LAVA JATO É ERRADO.
O CERTO, SE FOSSE O CASO, TERIA QUE SER “LAVA A JATO”.

Mas, na verdade, é a OPERAÇÃO PAULO FRANCIS!!!

EXPLICO:

Há quase 20 anos atrás, no famoso programa da TV Globo – MANHATTAN CONNECTION – o jornalista brasileiro mais famoso e polêmico da época – PAULO FRANCIS! – fazia pesadas acusações à Diretoria da Petrobrás. Era no governo de Fernando Henrique Cardoso.

De forma estranha, Francis foi processado nos Estados Unidos e não no Brasil. Ora, seu programa era gravado em Nova York mas NÃO era transmitido nos EUA. Era um programa jornalístico brasileiro, feito por jornalistas brasileiros...

RESUMINDO:

Paulo Francis foi processado pela Diretoria da Petrobrás. Francis afirmara que “todos diretores da Petrobrás” colocavam dinheiro na Suíça. E teria reiterado, em outra oportunidade, que “a Petrobrás fora dominada ”pela maior quadrilha” em atividade em uma empresa pública do Brasil...”

Sem provas concretas para confirmar suas denúncias, Francis foi processado pelo diretor presidente da Petrobrás – em nome da Diretoria -, Joel Rennó, no astronômico valor de 100 mil dólares a título de indenização.

Segundo artigo do conhecido jornalista Sérgio Augusto, no Estadão de 23/11/2014, “Rennó afinal venceu a parada. Mas não nos tribunais...” E conclui: “ Estressado e deprimido pela milonga judicial, Francis morreu de um ataque cardíaco, em 4 de fevereiro de 1997....”

E sentenciou: “A Operação PAULO FRANCIS demorou 17 anos para se concretizar. “Lava Jato” é apenas seu nome fantasia.”

APRENDENDO PORTUGUÊS:

Diz Sérgio Augusto: “No dia 14 dei uma de Stanislaw Pnte Preta e gozei, no Twitter, o nome dado à Operação Lava Jato, que alguns ainda grafam com hífen. Se não havia na história um avião a jato, nem sequer um prosaico ultraleve a ser lavado, a expressão era descabida. Dada a sua clara intenção de conotar uma faxina em regra, como a executada nos postos de gasolina, o nome correto seria “lava a jato”.


janeiro 02, 2013

Arnaldo Jabor sem censura…

FELIZ ANO NOVO DE NOVO…

Arnaldo Jabor é, hoje, o remanescente dos jornalistas acima de qualquer suspeita, ou melhor, daqueles jornalistas que escreviam em “estado de graça” podendo dizer “tudo” o que os demais – simples mortais...- nem ousavam e nem se permitiam...

 

Assim era Paulo Francis, assim foi Nelson Rodrigues. E o leitor ficava pensando: como ele consegue?!? Pô... é isso mesmo...

 

Então vamos ao primeiro artigo do Arnaldo Jabor em 2013. É uma viagem como só ele sabe fazer. É um feliz ano novo que nos envia para uma releitura do que fomos e do que queremos ser... Assim é Arnaldo Jabor!

 

“Feliz ano-novo de novo

O Estado de S.Paulo – 01/01/2013
Arnaldo Jabor
O ano de ver o eclipse do sol contra a neblina pela janela da infância, o ano de ver as primeiras imagens de minha mãe que era uma Greta Garbo com ombros altos e cabelo de coque "bomba atômica", o ano do quarto onde meus pais conceberiam minha irmã, o ano de olhar árvores, bichos e gente como se eu morasse fora do mundo, o ano das pernas das mulheres, colunas altas e distantes, o ano dos fantasmas do fundo do corredor, o ano do cachorro atropelado, o ano dos meninos se comendo de solidão, o ano do medo de virar veado, o ano de ficar olhando o vento no quintal, o ano dos formigueiros, o ano do sarampo e sua lâmpada vermelha, o ano da catapora, o ano da luz azul do quarto da pneumonia, o ano da cabeça quebrada, o ano da cara quebrada, o ano de ver os miseráveis do morro da Mangueira perto de minha casa, o ano de ver o primeiro filme de minha vida, o Ladrão de Bagdá e ficar sonhando com a odalisca no tapete voador, o ano dos balões no céu, o ano do Mercury "grená" de meu pai brilhando na luz da rua, o ano do cuspe, o ano da porrada na esquina, o ano dos palavrões, o ano da "merda" e da "puta que pariu", o ano da inveja, o ano da bicicleta, o ano da primeira namorada que me tratava como nada, o ano de temer a Deus e de contar meus crimes aos padres negros de quem eu beijava a mão, o ano em que um padre me deu um beijo na boca e eu fugi com pânico na alma, o ano do Porcolino e do Pernalonga, das mil e uma noites, o ano da mula sem cabeça e do mendigo que dava mijo para a mãe, o ano da camisa de vênus boiando na beira da praia, o ano do negro comendo a empregada no quarto de passar roupa, o ano da febre, o ano da violência dos colegas de colégio, o ano das velas de ceras na igreja, o ano do coroinha sem fé, o ano do covarde, o ano do soco na cara do mais forte e do sangue no nariz do valentão, o ano da descoberta do orgulho, o ano do Tarzan, o ano do Super-homem, o ano da porra, o ano da punheta por causa da mulher de biquíni na praia, o ano da empregada de peitos grandes e que deixava quase tudo, o ano da dor nos rins, o ano de entrar no porão com a menina, o ano de sentir o gosto de cuspe da menina, o ano de ficar escrevendo o dia inteiro numa febre de descobrir alguma coisa que ainda acho que vou achar, o ano da primeira mulher, uma aeromoça louca da Panair, o ano do meu corpo e do corpo da mulher, o ano das lágrimas quentes, o ano da solidão, o ano das pernas cruzadas dos primeiros puteiros visitados, o ano do Mangue, da indescritível visão do Mangue que só Segall conheceu com as mil mulheres tremendo a língua para fora e seminuas nas calçadas, o ano dos bordeis antigos de luz mortiça, o ano das coxas, dos peitos, o ano cabeludo, o ano oleoso, o ano das peles, o ano de nada entender, o ano da gonorreia, o ano de comer o primeiro amor e de flutuar de paixão sobre as calçadas de Copacabana, o ano da lua dourada, do sol vermelho, o ano de Ipanema, de Leila Diniz, o ano dos gritos da mulher amada no colchão sujo e esfarrapado numa noite de chuva dentro de um aparelho do partido comunista, o ano do amor e da revolução - as duas coisas se confundindo ("serão as bombas ou meu coração batendo?", como em Casablanca), o ano da UNE pegando fogo, o ano dos exilados, o ano de Corisco, o ano de Tom e Vinicius, o ano do Carcará, o ano do Cinema Novo, da noite negra do Ato 5, o ano que não terminou, o ano da boca fechada, o ano da boca no cano de descarga, o ano do nervo do dente exposto na boca do torturado, o ano das unhas arrancadas, o ano dos gritos, o ano dos guerrilheiros suicidas, o ano de cortar a barriga com a faca de bambu, o ano de cortar os pulsos com gilete enferrujada, o ano das cabeças muito loucas, o ano de viver perigosamente o ano da mescalina e do ácido, o ano das pernas e dos braços virando cobras na "bad trip" da beira da praia, o ano das ondas vermelhas e céus tangerina, o ano de Copacabana virando gelatina colorida, o ano de Janis Joplin de porre num puteiro baiano cantando ponto de candomblé, o ano da esperança nova, o ano de Nelson Rodrigues, de Darlene Gloria, o ano das filhas nascendo de dentro de um buraco estrelado, o ano da esperanca de sentido o ano da inocência o ano da ingenuidade o ano do leite o ano do ventre molhado o ano dos quartos escuros o ano da vida o ano do sol o ano do jambo vermelho, o ano das formigas o ano das bonecas o ano do olho furado o ano de ficar louco o ano do corno o ano do babaca o ano de chorar o ano de aprender a viver de novo o ano do cachorro o ano da vaca louca, o ano da cachorra no ar o ano da beira do abismo o ano da volta à democracia o ano do não o ano do sim o ano da hiperinflacao o ano da inflação zero o ano do Real o ano da esperança o ano da vitoria na Copa o ano de outras palavras contra velhas palavras, de novas agendas contra as velhas agendas, o ano dos mamonas assassinadas, o ano dos índios queimados vivos, o ano dos desacontecimentos, o ano dos cabelos brancos, o ano do ultimo voo de minha mãe, o ano de meu pai voando atrás dela, o ano da orfandade, o ano da marcha a ré, o ano do regressismo político, o ano dos eruditos burros, o ano da chegada dos bolchevistas ao poder, o ano da aliança da mão esquerda com a mão direita, o ano dos ladrões revolucionários, o ano da mentira que virou verdade, o ano da desmoralização da honestidade, o ano das alianças sujas, o ano dos peronistas aliados aos senhores feudais, o ano das mãos na cumbuca do país, o ano da decepção com o partido do povo, o ano da cortina rasgada do bordel que Jefferson nos revelou cantando ópera, o ano da descoberta do óbvio, o ano das ilusões perdidas, o ano do nascimento do Supremo Tribunal Federal, o ano do negão, o ano da coragem e da covardia, o ano que vai começar mais uma vez e vai terminar mais uma vez daqui a um ano deixando sempre a sensação de oportunidade perdida e de esperança fracassada até que comece um novo ano trazendo novas expectativas sempre frustradas até começar um novo ano”.