janeiro 15, 2017

Revista PEABIRU – 20 ANOS: o maior acervo histórico/cultural de BOTUCATU!

Revista PEABIRU – 20 ANOS: o maior acervo histórico/cultural de BOTUCATU!




Em 1997 surgia a Revista Botucatuense de Cultura – PEABIRU, com sua edição nº 01, de janeiro/fevereiro de 1997. Prefaciada pelo professor José Celso Soares Vieira, iniciava sua caminhada peabiruana a favor de Botucatu.

Voltada à cultura, Peabiru terá a missão de provocar o debate, convocar a “intelligentzia” botucatuense (emprestemos a expressão russa para definir parte da nossa comunidade intelectual) e na discussão de temas de interesse de nossa comunidade, sempre valorizando o cidadão, despertar valores e delinear rumos para a solução dos nossos problemas...

Peabiru pretende ser uma bandeira de luta a favor da cultura local, priorizando as nossas coisas, o nosso folclore, a nossa memória, e mais. descortinando o futuro com audácia e criatividade e fazendo do presente uma rica vivência no exercício pleno da cidadania.

Nos anos 50, obtiveram destaque algumas publicações culturais e políticas : desde a conservadora Revista “Problemas Brasileiros”, do Convivium. sob o comando do Padre Crippa até a “Revista Brasiliense”. representante da esquerda de vanguarda, ligada à Livraria Brasiliense e sob o comando de Caio Prado Jr. Mas, nessa mesma época, a publicação que mais marcou presença foi a Revista “ANHEMBI.”  Porta-voz da intelectualidade ligada à USP e ao “Estadão”, criada em 1952 por Paulo Duarte, liderou por muito tempo o mundo cultural paulista.

            A Revista ANHEMBI é o nosso modelo.

Essas revistas dedicadas à cultura são o nosso norte. O nosso modelo.
Com nítida noção de nossa real dimensão, sem querer abranger mais do que a comunidade botucatuense, valorizando a “intelligentzia” local e, principalmente, promovendo o debate sério de temas de interesse de nossa comunidade, destacando o cidadão, despertando valores...

            Muita pretensão ? ! ? Será ? ! ?

            Essa a nossa disposição... Esperemos poder corresponder às expectativas dos leitores botucatuenses.
No link abaixo, todo o histórico da PEABIRU. Vale a leitura:

Comemorando seus 20 Anos de existência positiva e participativa, a PEABIRU registra a carta enviada pelo Acadêmico da ABL – Academia Botucatuense de Letras, lembrando que a coleção da PEABIRU pode ser encontra na Biblioteca Municipal “Emílio Peduti”, no “Centro Cultural de Botucatu” e nas Bibliotecas da Faculdade de Medicina e da Faculdade de Agronomia.

Amigo e confrade Armando,                                      
Manhã chuvosa, impediu-me de visitar a chácara. Fui remexer os meus guardados. Não é que, no correr das estantes, a "PEABIRU" chamou-me atenção. Nas mãos, o número 01 ano I de janeiro/fevereiro 1997. Além de você e eu, quem terá a coleção completa?
 Vinte anos decorridos de sua primeira edição. Como passa o tempo! Lá estavam Hernâni, Elda, Quim Marques, Fausto Viterbo, José Celso Vieira, Paulo Francis, Armando Delmanto, José Pedretti e eu. Nesse correr dos anos perdemos Elda, Hernâni, Marins... Coisas da vida, no dizer de Roberto Carlos: Muitos choques de opiniões!
 PEABIRU deixou saudades. Contribuiu para a preservação da cultura botucuda e a divulgação da Academia Botucatuense de Letras que vai completar 45 anos de fundação.
 Parabéns, amigo. Levanto a taça à sua iniciativa.

Saudações,

Olavo Pinheiro Godoy - Secretário da ABL - Academia Botucatuense de Letras.


2 comentários:

Delmanto disse...

No Editorial da PEABIRU Nº 01:
“Não faz mal que amanheça devagar,
as flores não tem pressa, nem os frutos,
porque sabem que a vagareza dos minutos,
adoça mais o outono por chegar.
Portanto, não faz mal que devagar
o dia vença a noite em seus redutos
de leste – o que nos cabe é ter enxutos
os olhos e a intenção de madrugar.”

Delmanto disse...

Duas cartas do saudoso mestre Agostinho Minicucci:
“São Paulo, 30/03/1999.
Caro Delmanto,
Cada vez mais, admiro o seu homérico trabalho como codificador da história de Botucatu. Você construiu o caminho histórico do Peabiru botucatuense, com esforço, carinho, dedicação e, por que não, ousadia.
Não sei se você lembra de um texto da Antologia Nacional que dizia:
“Um célebre poeta polaco descrevendo, em magníficos versos, a floresta encantada de seu país, imaginou que as aves e os animais ali nascidos, voavam e corriam e vinham todos morrer à sombra do bosque amigo em que tinham nascido.”
Você tem sido o poeta que tem escrito, em magníficas páginas, a epopeia de um recanto privilegiado onde seus filhos buscam a essência perfumada das tradições que enlaçam e aproximam todos aqueles que, nessa serra viveram, ou vivem, de olhos postos no anil do céu e na beleza de sua natureza.
Caro poeta da tradição botucatuense, do Peabiru que você construiu, eu lhe aceno a mão, polegar erguido, num sentimento de vitória.
Do amigo,
Agostinho Minicucci.”

“São Paulo, 13 de agosto de 1999.
Caro Delmanto,
Como professor de português, concordo em gênero, número e grau aumentativo e como linguista em morfologia, sintaxe e semântica, com as palavras sempre sábias de Hernâni Donato.
Não é necessário mais elogiá-lo, o vocabulário é pobre para tão relevante obra.
Poderia dizer que, na história de Botucatu, há um AD (antes de Delmanto) e um DD (durante Delmanto).
Você inovou a metodologia da história, na pesquisa, na divulgação e no conteúdo.
Quando alguém inova e cria uma obra, como a Peabiru, arregimenta uma plêiade se arautos, que vão à frente, anunciando o feliz evento.
Quero considerar-me um dos arautos, multiplicador de sons harmoniosos numa sinfonia heroica, como os ventos de ibitu que beijam a serra com mensagens catu.
Você está construindo pedra a pedra , esse caminho sagrado que marca o roteiro de uma cidade – Peabiru.
Pode-se dizer, como num provérbio: “Quem não leu Peabiru, passou por Botucatu, mas não viveu Botucatu. Olhou mas não enxergou.”
O sentimento patriótico de Botucatu se alicerça no caminho do Peabiru, ponto em que os viandantes dizem:
· Como te amo Botucatu.
· Como te agradeço mensageiro Peabiru.
Sou feliz por ser conterrâneo de DD.
Abraços do sempre amigo,
Agostinho Minicucci.”

Postar um comentário