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maio 17, 2013

Papa Francisco
& 0 Capitalismo Cidadão!

“DINHEIRO DEVE SERVIR E NÃO GOVERNAR!” - Papa Francisco -

Ao receber 4 novos Embaixadores junto ao Vaticano, vindos de 4 países diferentes e de diferentes Continentes, o Papa Francisco expressou a sua preocupação: “Quatro países de continentes e realidades internas e eclesiais muito diferentes, mas nos quais os desafios e problemas são idênticos a todas as sociedades “globalizadas”: crise econômica, tensões sociais, reações nacionalistas e egoístas e a tentação de fechamento e exclusão.”

Vejam que lucidez do Papa Francisco. Exatamente o que está faltando no mundo todo: a lucidez dos governantes! Temos reiterado em nossos posts que o CAPITALISMO ESTÁ DOENTE!!! Temos sugerido, repetidas vezes, que é preciso buscar na “intelligentzia mundial” fórmulas para humanizar o Capitalismo, enquadrando-o em novos patamares a bem servir a humanidade... E, claro, quem tem que elaborar esse novo perfil do CAPITALISMO, são os estudiosos da melhores universidades do mundo.
CAPITALISMO CIDADÃO!
Ao dizer que “o desejo de poder e de posse tornou-se ilimitado”, o Papa Francisco está diagnosticando que o CAPITALISMO está doente, retrocedendo aos seus primórdios, ou seja, a um CAPITALISMO PRIMATA. O Sumo Pontífice sugeriu aos embaixadores uma reforma financeira que seja ética e que produza uma reforma econômica salutar para todos. E exortou os dirigentes políticos a enfrentar este desafio com determinação e perspicácia, levando em conta, naturalmente, a peculiaridade de seus contextos. “O Dinheiro deve servir e não governar!” sobre nós e sobre nossas sociedades.”

E concluiu com ênfase: “Assim, poder-se-ia criar uma nova mentalidade política e econômica, a fim de contribuir para transformar a dicotomia absoluta que existe entre as esferas econômica e social em uma sã convivência.”

É o que temos reiteradamente sugerido em nossos textos. É PRECISO HUMANIZAR O CAPITALISMO! É preciso adequá-lo à nova realidade econômica mundial. O PLANETA ESTÁ GLOBALIZADO e exige regras cidadãs para que a economia sirva à sociedade e não a sufoque. O novo primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, logo após tomar posse já entrou em contato pessoal com o presidente da Comissão Européia e com os presidentes da Alemanha e da França, objetivando uma mudança radical nos rumos da política econômica do bloco europeu: é preciso “dosar” as medidas restritivas adequando-as à necessidade mínima dos países em crise de se desenvolver e manter, assim, um nível aceitável no desemprego.
Um Novo Olhar para o Capitalismo/Mundo Ocidental!!!/leia aqui
Nem sempre funciona o remeter o leitor a links que o levem a textos anteriores.Mas o debate sobre a realidade econômico-financeira mundial é de tal gravidade que é preciso ler, reler e repassar as teses favoráveis à HUMANIZAÇÃO DO CAPITALISMO como única solução para a atual crise mundial. Acessem aos posts abaixo linkados. Participe. A sua OPINIÃO será decisiva para a superação da crise. Converse com seus amigos,provoque o debate. Vamos à luta!!!

fevereiro 22, 2012

A Crise Grega & A Nova Era !

Muito se falou que o CAPITALISMO está doente. Que está DESACREDITADO o “modelito” do FMI para solucionar as crises econômicas dos países devedores e mal geridos. Até conseguem “estancar o sangue”, mas o doente irá ficar por DÉCADAS IMÓVEL e, ao final, estará pior de quando começou a tomar o remédio. Gerações e gerações de jovens viverão SEM PERSPECTIVA de emprego, o SETOR PRODUTIVO vai virar sucata e o país empobrecido irá, de lanterna na mão, em busca da sua SOBERANIA indevidamente entregue aos “agiotas” do SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL!

A SOBERANIA LIMITADA DA GRÉCIA!
A liberação de mais um empréstimo (130 Bilhões de Euros)
para a Grécia vem com exigências de limitação da SOBERANIA GREGA! A chamada TROIKA, representada pelo FMI, UNIÃO EUROPÉIA E BANCO CENTRAL EUROPEU,terá representantes“full time” na Grécia, monitorando e decidindo todos os movimentos financeiros e econômicos do Governo Grego. E não há garantia de que tudo termine bem...
E essa é a trágica realidade da Grécia, que serve para Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e segue longa a listagem dos países que estão a um passo do “buraco negro”! O ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, já declarou que apoia os movimentos contra o SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL que nos EUA é caracterizado como MOVIMENTO CONTRA WALL STREET! Essa também é postura do atual presidente,Barack Obama. Então todo este alerta não é invenção de visionários, não! É a grave realidade atual: O CAPITALISMO ESTÁ DOENTE!!!

Então, é preciso buscar soluções. Que se convoquem os melhores cérebros de Oxford, de Harvard, de Cambridge para que sugiram caminhos, mudanças radicais no SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL. Só o CAPITAL ESPECULATIVO leva vantagem em países  que, como o Brasil, privilegiam esse mesmo capital, com juros altíssimos, mecanismos de socorro aos bancos e o abandono do CAPITAL PRODUTIVO (industrias e serviços) à sua própria sorte.
O ex-primeiro ministro da Espanha, Felipe Gonzalez já declarou que estamos no limiar de uma NOVA ERA, de uma NOVA CIVILIZAÇÃO, e que é preciso pensar grande e visualizar o futuro, propondo mudanças radicais e concretas, enfim, é preciso REIVENTAR o CAPITALISMO!!!

A NOVA CIVILIZAÇÃO!
Independentemente da solução da crise financeira, o MUNDO VAI MUDAR!!!
ACORDA BRASIL!!!
Apenas como uma amostragem do que virá em termos de uma tecnologia mutante, dinâmica e que obrigará a HUMANIDADE a se adaptar, com rapidez à nova realidade, à NOVA ERA!
Apenas como exemplificação, vamos mostrar a entrevista de um pesquisador sobre o futuro dos computadores:
“Físico prevê o fim dos computadores

Renomado cientista americano projeta o mundo nos próximos 30 anos
O físico teórico Michio Kaku, professor da Universidade de Nova York e co-criador da "Teoria das Cordas", afirmou que o computador como o conhecemos hoje terá desaparecido em 2020. “No futuro, eles estarão em todos os lugares e em lugar nenhum”, disse o cientista durante palestra realizada na Campus Party em 11 de fevereiro.
Na ocasião, Kaku fez um exercício de futurologia mostrando como será o mundo nos próximos 30 anos. Segundo ele, tanto os computadores como a internet serão como a eletricidade é hoje. “Ambos estarão presentes nos tetos, no subsolo, nas paredes e nos aparelhos”, afirmou.
O professor da Universidade de Nova York foi além e disse que a internet estará nos óculos e nas lentes de contato das pessoas. “Você será capaz de ver todas as informações biográficas de um individuo só olhando para ele. Encontrar sua alma gêmea será tarefa fácil”, brincou.
Outra revolução que está a caminho é na área da medicina. Kaku afirmou que, em um futuro próximo, a tecnologia levará o homem a um estado perfeito de saúde. Segundo ele, o câncer irá desaparecer. "Escrevam isso: a palavra tumor não mais existirá na nossa língua".
Na visão do físico, as pílulas terão chips e microcâmeras que escanearão o corpo humano por dentro. Uma vez localizada a ameaça, nano-robôs serão introduzidos para combater o câncer célula por célula sem a necessidade de cirurgias ou intervenção direta dos médicos.
Kaku também acrescentou que o câncer e outras doenças serão diagnosticadas com anos de antecedência graças a vasos sanitários que monitoram a saúde. “Os banheiros serão equipados com inteligência artificial capaz de analisar os resíduos corporais e identificar o surgimento de uma doença com muita antecedência. Neste futuro, Steve Jobs não teria morrido”, enfatizou.” (MSN/Tecnologia)





novembro 17, 2011

Que mentira, que lorota boa...


Desde o início nos propusemos a fazer deste blog um FORUM CULTURAL, onde a intelligentzia brasileira pudesse levantar os seus problemas, realizar os grandes debates, caminhar em busca das informações para convertê-los em alguma coisa maior que meros fatos e transformá-los em idéias que os explicassem...

Na atual crise financeira, a solução são os “Governos Técnicos”!!!

Essa mentira já é muito velha, até o velho Marx pisoteou e tripudiou sobre ela: Que mentira, que lorota boa... Que mentira, que lorota boa...

Antes, porém, é preciso estabelecer algumas premissas. Vamos lá:

1- A disputa entre Capitalismo e Comunismo/Socialismo, acabou;
2- Agora só temos o Capitalismo, o resto é conversa mole;
3- Ficando “dono da economia mundial”, o Capitalismo regrediu aos seus primórdios, ao seu primitivismo. Ele está doente;
4- No mundo todo há movimentos da sociedade civil, quer através dos Indignados quer através de movimentos como o “Ocupe-Wall Street”;
5- Resumindo: O Capitalismo precisa ser reciclado, diminuindo o espaço para o capital especulativo e dando maior apoio ao capital produtivo;
6- Esse “banho de cidadania”, humanizando o CAPITAL e lhe dando o necessário equilíbrio entre a gana dos especuladores e as necessidades da sociedade civil é que será a solução da atual crise mundial;

7-
Convocando as inteligências de Harvard, Stanford, Oxford e Cambridge, p.ex., novas relações poderiam ser estruturadas para a sustentação econômica dos Governos e atendendo as necessidades mínimas da sociedade civil;
8-
E a solução terá que ser POLÍTICA! É através da política que encontraremos o norte para a nossa caminhada. Se os políticos atuais não estão captando a mensagem, busquemos outros políticos. Mas a solução terá que vir pela política!
9-
Os “Servidores do Sistema”, quer estejam na iniciativa privada ou na governamental, são frutos que amadureceram sob esta realidade decadente e superada. Eles não foram e não são a solução. Burocratas da economia são incapazes de captar a dose certa para curar o mal e de fazer o corte cirúrgico para extirpar a parte gangrenada.
10-
A solução está na sociedade organizada, exercendo a sua cidadania e traçando o caminho cívico que adaptará o nosso sistema econômico à Nova Realidade Mundial, que com a Revolução da Informação, transformou o Planeta Terra, realmente, em uma ALDEIA GLOBAL!!!

Mudança Civilizatória! – Transição histórica de Era!

E quando se diz que o CAPITALISMO está doente, aparece a sua SIMBOLOGIA, que é o FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL e as moedas predominantes: o EURO e o Dólar. E a Grécia e a Itália são os primeiros países a receberem o REMÉDIO ERRADO, que são os GOVERNOS TÉCNICOS!

Felipe González

Já demos destaque à opinião do ex-primeiro-ministro espanhol, Felipe González, de que o problema é mais grave, estamos vivendo uma MUDANÇA CIVILIZATÓRIA!
Sobre a crise que vive a União Européia, ele diz que a Europa não está conseguindo lidar com a mudança vivida pelo mundo, uma mudança civilizatória. É uma crise econômica, mas também de novas partilhas do poder, de novas fronteiras do desenvolvimento e do subdesenvolvimento. E conclui: se não adaptamos aos novos tempos o nosso modelo, que é muito bom, a irrelevância vai continuar. E o ruim é que a UE perde relevância para os cidadãos; se perde para eles, como é que vai mantê-la para os outros? O que me angustia é que a Europa não está consciente de que estamos em uma transição histórica de Era; em uma situação de emergência que não é aquela que vivemos no dia a dia, mas de mudança civilizatória, de modelo.

O pensamento muito atual de Karl Marx

Apenas para situar esse assunto no tempo, vamos buscar e apresentar, na íntegra, da “Tribuna da Imprensa”, uma aula de cultura política e econômica, no artigo de Marcello Musto, que o comentarista Mario Assis “descobriu" no “Carta Capital Internacional”, colocando o pensamento de Karl Marx sobre o tema (Governos Técnicos):



“Grécia, Itália e os sagazes sarcasmos de Marx sobre os “governos técnicos”.

Marcello Musto

Se retornasse ao debate jornalístico no mundo de hoje, analisando o caráter cíclico e estrutural das crises capitalistas, Marx poderia ser lido com particular interesse hoje na Grécia e na Itália por um motivo especial: a reaparição do “governo técnico”. Na qualidade de articulista do New York Daily Tribune, um dos diários de maior circulação de seu tempo, Marx observou os acontecimentos político-institucionais que levaram ao nascimento de um dos primeiros “governos técnicos” da história, em 1852, na Inglaterra: o gabinete Aberdeen (dezembro de 1852/janeiro de 1855).
A análise de Marx é notável por sua sagacidade e sarcasmo. Enquanto o Times celebrava o acontecimento como um sinal de ingresso “no milênio político, em uma época na qual o espírito de partido está destinado a desaparecer e no qual somente o gênio, a experiência, o trabalho e o patriotismo darão direito a acesso aos cargos públicos”, e pedia para esse governo o apoio dos “homens de todas as tendências”, porque “seus princípios exigem o consenso e o apoio universais”; enquanto os editorialistas do jornal diziam isso, Marx ridicularizava a situação inglesa no artigo “Um governo decrépito. Perspectivas do gabinete de coalizão”, publicado em janeiro de 1853.
O que o Times considerava tão moderno e bem articulado, era apresentado por Marx como uma farsa. Quando a imprensa de Londres anunciou “um ministério composto por homens novos”, Marx declarou que “o mundo ficará um tanto estupefato ao saber que a nova era da história está a ponto de ser inaugurada por cansados e decrépitos octogenários (…), burocratas que participaram de praticamente todos os governos desde o final do século passado, frequentadores assíduos de gabinetes duplamente mortos, por idade e por usura, e só mantidos vivos por artifício”.
Para além do juízo pessoal estava em questão, é claro, o de natureza política. Marx se pergunta: “quando nos promete a desaparição total das lutas entre os partidos, inclusive o desaparecimento dos próprios partidos, o que o Times quer dizer?” A interrogação é, infelizmente, de estrita atualidade no mundo de hoje, no qual o domínio do capital sobre o trabalho voltou a tornar-se tão selvagem como era em meados do século XIX.
A separação entre o “econômico” e o “político”, que diferencia o capitalismo de modos de produção que o precederam, chegou hoje ao seu ápice. A economia não só domina a política, fixando agendas e decisões, como retirou competências e atribuições que eram próprias desta, privando-a do controle democrático a tal ponto que uma mudança de governo já não altera as diretrizes da política econômica e social.
Nos últimos 30 anos, inexoravelmente, o poder de decisão foi sendo transferido da esfera política para a econômica, transformando possíveis decisões políticas em incontestáveis imperativos econômicos que, sob a máscara ideológica do “apolítico”, dissimulam, ao contrário, uma orientação claramente política e de conteúdo absolutamente reacionário. O deslocamento de uma parte da esfera política para a economia, como âmbito separável e inalterável, a passagem do poder dos parlamentos (já suficientemente esvaziados de valor representativo pelos sistemas eleitorais e majoritários e pela revisão autoritária da relação entre Poder Executivo e Poder Legislativo) para os mercados e suas instituições e oligarquias constitui, em nossa época, o maior e mais grave obstáculo interposto no caminho da democracia. As avaliações de Standard & Poor’s, os sinais vindos de Wall Street – esses enormes fetiches da sociedade contemporânea – valem muito mais do que a vontade popular.
No melhor dos casos, o poder político pode intervir na economia (as classes dominantes precisam disso, inclusive, para mitigar as destruições geradas pela anarquia do capitalismo e a violência de suas crises), mas sem que seja possível discutir as regras dessa intervenção e muito menos as opções de fundo.
Exemplos deslumbrantes disso são os acontecimentos dos últimos dias na Grécia e na Itália. Por trás da impostura da noção de um “governo técnico” – ou, como se dizia nos tempos de Marx, do “governo de todos os talentos” – esconde-se a suspensão da política (referendo e eleições estão excluídos), que deve ceder em tudo para a economia.
No artigo “Operações de governo” (abril de 1853), Marx afirmou que “o mínimo que se pode dizer do governo de coalizão (“técnico”) é que ele representa a impotência do poder (político) em um momento de transição”. Os governos já não discutem as diretrizes econômicas, mas, ao contrário, as diretrizes econômicas é que são as parteiras dos governos.
No caso da Itália, a lista de seus pontos programáticos ficou clara em uma carta (que deveria ter sido secreta) dirigida pelo Banco Central europeu ao governo Berlusconi. Para “recuperar a confiança” dos mercados, é preciso avançar pela via das “reformas estruturais” – expressão que se tornou sinônimo de dano social – ou seja, redução de salários, revisão de direitos trabalhistas em matéria de contratações e demissões, aumento da idade de aposentadoria e privatizações em grande escala.
Os novos “governos técnicos” encabeçados por homens crescidos sob o teto de algumas das principais instituições responsáveis pela crise (veja-se os currículos de Papademos e de Monti) seguirão esse caminho. Nem é preciso dizer, pelo “bem do país” e pelo “futuro das gerações vindouras”, é claro. Para o paredão com qualquer voz dissonante desse coro.
Mas se a esquerda não quer desaparecer tem que voltar a saber interpretar as verdadeiras causas da crise em curso e ter a coragem de propor e experimentar as respostas radicais exigidas para a sua superação.
Marcello Musto é professor de Ciência Política
na Universidade York, de Toronto”.

(Blog Tribuna da Imprensa – 16/11/2011)