Mostrando postagens com marcador União Européia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador União Européia. Mostrar todas as postagens

setembro 19, 2014

Escócia & Reino Unido (UK): Venceu a Razão!

Escócia rejeita separação do Reino Unido!


A Escócia votou em plebiscito ontem, quinta-feira, para continuar pertencendo ao Reino Unido e rejeitando a sua independência. O “não” (contra a independência) obteve 55,3% contra o “sim” (a favor da independência) que obteve 44.1 %.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse estar feliz pelo resultado e que cumprirá as promessas de dar maior autonomia à Escócia. Cameron sempre destacou, nessa campanha que chamou a atenção do mundo, a importância da União de Estados que dá toda a força ao Reino Unido: uma UNIÃO de mais de 300 anos!



É importante destacar que as Nações Associadas devem preservar a sua cultura, o seu folclore e a sua história. Mas na Aldeia Global em que vivemos, cada vez mais, é inconcebível a postura de algumas nações a favor do isolacionismo e de um nacionalismo “chucro” e atrasado.

A Inglaterra já deu um grande exemplo com a Irlanda. A decisão da ESCÓCIA em optar pela união fraterna com os países que compõem o Reino Unido repercutirá no mundo todo.


União Européia contra o Racismo e o Nacionalismo Chucro!


Melhor seria dizer que a ALDEIA GLOBAL é contra qualquer espécie de RACISMO e é também contra aquele NACIONALISMO PRIMATA que não encontra lugar entre os povos conectados pela internet e INTERAGINDO pela vontade de dar ao PLANETA TERRA melhores condições para um humanismo fraternal. A INGLATERRA, através da Rainha Elisabeth II, deu o exemplo dessa nova postura que deverá ser padrão de procedimento em todo o mundo. 

Assim, o ex-guerrilheiro Martin McGuinness do IRA e a rainha Elisabeth II fizeram um ato SIMBÓLICO ao dar um histórico aperto de mãos, em Belfast. É a garantia de um novo período de paz para a Irlanda do Norte. A paz foi celebrada em 1998, acabando com 30 anos de luta violenta entre protestantes e católicos, que teve um saldo trágico de mais de 3.000 mortos.

Foi SIMBÓLICO porque foi com o IRA, mas entendemos que esse gesto pode, muito bem, servir para a PAZ entre os BASCOS e a Espanha e entre esses mesmos BASCOS e a França. Pode servir entre os ITALIANOS DO NORTE e a Itália. Pode servir também para várias etnias do LESTE EUROPEU que ainda reivindicam um novo país... O mesmo ocorrendo na Ásia e na África.

A internet tem mostrado e a UNIÃO EUROPÉIAé o mais perfeito exemplo, que a união de povos e países é possível e recomendável e que os VALORES NACIONAIS, O FOLCLORE E AS TRADIÇÕES CULTURAIS de cada povo PERMANECEM VALORIZADOS E COM MELHORES CONDIÇÕES DE PRESERVAÇÃO! No mundo atual é inconcebível O NACIONALISMO CRUCRO, PRIMATA E MEDIEVAL!

O RACISMO É PRAGA DIFÍCIL DE ESTIRPAR!

Vários países tem procurado combater o racismo. Os Estados Unidos deram o grande exemplo ao consolidarem a luta histórica de MATIN LUTHER KING JR! Graças à persistência desse pastor, os EUA passaram por uma profunda transformação. Hoje, a integração racial e os direitos civis são uma realidade naquele país. Mas ainda há o preconceito? Claro que há! Mas a legislação rígida e a educação das novas gerações tem transformado positivamente esse grave problema do preconceito racial.

Na EUROPA, também o problema está latente. Com o longo período do COLONIALISMO EUROPEU, os povos das antigas colônias da Ásiae da África agora buscam melhores oportunidades nas capitais das antigas metrópoles coloniais. Ainda são considerados cidadãos de segunda classe mas terão, com certeza, a suas integrações efetivadas com os países que tanto lucraram com o colonialismo e a exploração desses povos oprimidos.



Exemplo claro desse racismo, MESMO QUE INDIRETO, ficou explícito na charge feita sobre um jogador negro que defendeu a Itália (já como cidadão italiano) na vitória contra a InglaterraPegou mal... Do jogo da EUROCOPA, na Polônia, entre a Itália e a Inglaterra, o jornal italiano “Gazzetta dello Sport”, fez uma charge na qual o atacante Mario Balotelli aparece escalando o famoso BIG BEM, lembrando a cena do KING KONG escalando o EMPIRE STATE BUILDING. Pegou muito mal...


 Mário Balotelli, após marcar seu o segundo gol da Itália na Alemanha, fazendo pose de "fortão"! "Gazzetta dello Sport" fica devendo uma reparação a esse jogador negro da Itália!
 (29/06/2012)

NO BRASIL TEMOS A “LEI AFONSO ARINOS”
A chamada “LEI AFONSO ARINOS” foi aprovada em de julho de 1951. De autoria do parlamentar Afonso Arinos de Melo Franco, proibe a discriminação racial no Brasil. Afonso Arinos foi reconhecido como um grande intelectual e um dos parlamentares republicanos mais importantes do país. Reconhecido também como grande jurista, foi Chanceler da República (ministro dasRelações Exteriores) do governo de Jânio Quadros.

RESUMINDO: É importante que fiquemos sempre alerta contra casos de racismo e que participemos de movimentos contrários ao antigo e pernicioso nacionalismo chucro que já provocou tantas mortes e tantas divisões entre nações amigas.

junho 28, 2012

União Européia
contra o Racismo e o Nacionalismo Chucro!

União Européia contra o Racismo e o Nacionalismo Chucro!

Melhor seria dizer que a ALDEIA GLOBAL é contra qualquer espécie de RACISMO e é também contra aquele NACIONALISMO PRIMATA que não encontra lugar entre os povos conectados pela internet e INTERAGINDO pela vontade de dar ao PLANETA TERRA melhores condições para um humanismo fraternal. A INGLATERRA, através da Rainha Elisabeth II deu o exemplo dessa nova postura que deverá ser padrão de procedimento em todo o mundo.

Assim, o ex-guerrilheiro Martin McGuinness do IRA e a rainha Elisabeth II fizeram um ato SIMBÓLICO ao dar um histórico aperto de mãos, em Belfast. É a garantia de um novo período de paz para a Irlanda do Norte. A paz foi celebrada em 1998, acabando com 30 anos de luta violenta entre protestantes e católicos, que teve um saldo trágico de mais de 3.000 mortos.

Foi SIMBÓLICO porque foi com o IRA, mas entendemos que esse gesto pode, muito bem, servir para a PAZ entre os BASCOS e a Espanha e entre esses mesmos BASCOS e a França. Pode servir entre os ITALIANOS DO NORTE e a Itália. Pode servir também para várias etnias do LESTE EUROPEU que ainda reivindicam um novo país... O mesmo ocorrendo na Ásia e na África.

A internet tem mostrado e a UNIÃO EUROPÉIA é o mais perfeito exemplo, que a união de povos e países é possível e recomendável e que os VALORES NACIONAIS, O FOLCLORE E AS TRADIÇÕES CULTURAIS de cada povo PERMANECEM VALORIZADOS E COM MELHORES CONDIÇÕES DE PRESERVAÇÃO! No mundo atual é inconcebível O NACIONALISMO CRUCRO, PRIMATA E MEDIEVAL!

O RACISMO É PRAGA DIFÍCIL DE ESTIRPAR!

Vários países tem procurado combater o racismo. Os Estados Unidos deram o grande exemplo ao consolidarem a luta histórica de MATIN LUTHER KING JR! Graças à persistência desse pastor, os EUA passaram por uma profunda transformação. Hoje, a integração racial e os direitos civis são uma realidade naquele país. Mas ainda há o preconceito? Claro que há! Mas a legislação rígida e a educação das novas gerações tem transformado positivamente esse grave problema do preconceito racial.

Na EUROPA, também o problema está latente. Com o longo período do COLONIALISMO EUROPEU, os povos das antigas colônias da Ásia e da África agora buscam melhores oportunidades nas capitais das antigas metrópoles coloniais. Ainda são considerados cidadãos de segunda classe mas terão, com certeza, a suas integrações efetivadas com os países que tanto lucraram com o colonialismo e a exploração desses povos oprimidos.


Exemplo claro desse racismo, MESMO QUE INDIRETO, ficou explícito na charge feita sobre um jogador negro que defendeu a Itália (já como cidadão italiano) na vitória contra a Inglaterra. Pegou mal... Do jogo da EUROCOPA, na Polônia, entre a Itália e a Inglaterra, o jornal italiano “Gazzetta dello Sport”, fez uma charge na qual o atacante Mario Balotelli aparece escalando o famoso BIG BEM, lembrando a cena do KING KONG escalando o EMPIRE STATE BUILDING. Pegou muito mal...
 Mário Balotelli, após marcar seu o segundo gol da Itália na Alemanha, fazendo pose de "fortão"! "Gazzetta dello Sport" fica devendo uma reparação a esse jogador negro da Itália!
 (29/06/2012)

NO BRASIL TEMOS A “LEI AFONSO ARINOS”

A chamada “LEI AFONSO ARINOS” foi aprovada em 3 de julho de 1951. De autoria do parlamentar mineiro Afonso Arinos de Melo Franco, proibe a discriminação racial no Brasil. Afonso Arinos foi reconhecido como um grande intelectual e um dos parlamentares republicanos mais importantes do país. Reconhecido também como grande jurista, foi Chanceler da República (ministro das Relações Exteriores) do governo de Jânio Quadros.

RESUMINDO: É importante que fiquemos sempre alerta contra casos de racismo e que participemos de movimentos contrários ao antigo e pernicioso nacionalismo chucro que já provocou tantas mortes e tantas divisões entre nações amigas.


novembro 17, 2011

Que mentira, que lorota boa...


Desde o início nos propusemos a fazer deste blog um FORUM CULTURAL, onde a intelligentzia brasileira pudesse levantar os seus problemas, realizar os grandes debates, caminhar em busca das informações para convertê-los em alguma coisa maior que meros fatos e transformá-los em idéias que os explicassem...

Na atual crise financeira, a solução são os “Governos Técnicos”!!!

Essa mentira já é muito velha, até o velho Marx pisoteou e tripudiou sobre ela: Que mentira, que lorota boa... Que mentira, que lorota boa...

Antes, porém, é preciso estabelecer algumas premissas. Vamos lá:

1- A disputa entre Capitalismo e Comunismo/Socialismo, acabou;
2- Agora só temos o Capitalismo, o resto é conversa mole;
3- Ficando “dono da economia mundial”, o Capitalismo regrediu aos seus primórdios, ao seu primitivismo. Ele está doente;
4- No mundo todo há movimentos da sociedade civil, quer através dos Indignados quer através de movimentos como o “Ocupe-Wall Street”;
5- Resumindo: O Capitalismo precisa ser reciclado, diminuindo o espaço para o capital especulativo e dando maior apoio ao capital produtivo;
6- Esse “banho de cidadania”, humanizando o CAPITAL e lhe dando o necessário equilíbrio entre a gana dos especuladores e as necessidades da sociedade civil é que será a solução da atual crise mundial;

7-
Convocando as inteligências de Harvard, Stanford, Oxford e Cambridge, p.ex., novas relações poderiam ser estruturadas para a sustentação econômica dos Governos e atendendo as necessidades mínimas da sociedade civil;
8-
E a solução terá que ser POLÍTICA! É através da política que encontraremos o norte para a nossa caminhada. Se os políticos atuais não estão captando a mensagem, busquemos outros políticos. Mas a solução terá que vir pela política!
9-
Os “Servidores do Sistema”, quer estejam na iniciativa privada ou na governamental, são frutos que amadureceram sob esta realidade decadente e superada. Eles não foram e não são a solução. Burocratas da economia são incapazes de captar a dose certa para curar o mal e de fazer o corte cirúrgico para extirpar a parte gangrenada.
10-
A solução está na sociedade organizada, exercendo a sua cidadania e traçando o caminho cívico que adaptará o nosso sistema econômico à Nova Realidade Mundial, que com a Revolução da Informação, transformou o Planeta Terra, realmente, em uma ALDEIA GLOBAL!!!

Mudança Civilizatória! – Transição histórica de Era!

E quando se diz que o CAPITALISMO está doente, aparece a sua SIMBOLOGIA, que é o FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL e as moedas predominantes: o EURO e o Dólar. E a Grécia e a Itália são os primeiros países a receberem o REMÉDIO ERRADO, que são os GOVERNOS TÉCNICOS!

Felipe González

Já demos destaque à opinião do ex-primeiro-ministro espanhol, Felipe González, de que o problema é mais grave, estamos vivendo uma MUDANÇA CIVILIZATÓRIA!
Sobre a crise que vive a União Européia, ele diz que a Europa não está conseguindo lidar com a mudança vivida pelo mundo, uma mudança civilizatória. É uma crise econômica, mas também de novas partilhas do poder, de novas fronteiras do desenvolvimento e do subdesenvolvimento. E conclui: se não adaptamos aos novos tempos o nosso modelo, que é muito bom, a irrelevância vai continuar. E o ruim é que a UE perde relevância para os cidadãos; se perde para eles, como é que vai mantê-la para os outros? O que me angustia é que a Europa não está consciente de que estamos em uma transição histórica de Era; em uma situação de emergência que não é aquela que vivemos no dia a dia, mas de mudança civilizatória, de modelo.

O pensamento muito atual de Karl Marx

Apenas para situar esse assunto no tempo, vamos buscar e apresentar, na íntegra, da “Tribuna da Imprensa”, uma aula de cultura política e econômica, no artigo de Marcello Musto, que o comentarista Mario Assis “descobriu" no “Carta Capital Internacional”, colocando o pensamento de Karl Marx sobre o tema (Governos Técnicos):



“Grécia, Itália e os sagazes sarcasmos de Marx sobre os “governos técnicos”.

Marcello Musto

Se retornasse ao debate jornalístico no mundo de hoje, analisando o caráter cíclico e estrutural das crises capitalistas, Marx poderia ser lido com particular interesse hoje na Grécia e na Itália por um motivo especial: a reaparição do “governo técnico”. Na qualidade de articulista do New York Daily Tribune, um dos diários de maior circulação de seu tempo, Marx observou os acontecimentos político-institucionais que levaram ao nascimento de um dos primeiros “governos técnicos” da história, em 1852, na Inglaterra: o gabinete Aberdeen (dezembro de 1852/janeiro de 1855).
A análise de Marx é notável por sua sagacidade e sarcasmo. Enquanto o Times celebrava o acontecimento como um sinal de ingresso “no milênio político, em uma época na qual o espírito de partido está destinado a desaparecer e no qual somente o gênio, a experiência, o trabalho e o patriotismo darão direito a acesso aos cargos públicos”, e pedia para esse governo o apoio dos “homens de todas as tendências”, porque “seus princípios exigem o consenso e o apoio universais”; enquanto os editorialistas do jornal diziam isso, Marx ridicularizava a situação inglesa no artigo “Um governo decrépito. Perspectivas do gabinete de coalizão”, publicado em janeiro de 1853.
O que o Times considerava tão moderno e bem articulado, era apresentado por Marx como uma farsa. Quando a imprensa de Londres anunciou “um ministério composto por homens novos”, Marx declarou que “o mundo ficará um tanto estupefato ao saber que a nova era da história está a ponto de ser inaugurada por cansados e decrépitos octogenários (…), burocratas que participaram de praticamente todos os governos desde o final do século passado, frequentadores assíduos de gabinetes duplamente mortos, por idade e por usura, e só mantidos vivos por artifício”.
Para além do juízo pessoal estava em questão, é claro, o de natureza política. Marx se pergunta: “quando nos promete a desaparição total das lutas entre os partidos, inclusive o desaparecimento dos próprios partidos, o que o Times quer dizer?” A interrogação é, infelizmente, de estrita atualidade no mundo de hoje, no qual o domínio do capital sobre o trabalho voltou a tornar-se tão selvagem como era em meados do século XIX.
A separação entre o “econômico” e o “político”, que diferencia o capitalismo de modos de produção que o precederam, chegou hoje ao seu ápice. A economia não só domina a política, fixando agendas e decisões, como retirou competências e atribuições que eram próprias desta, privando-a do controle democrático a tal ponto que uma mudança de governo já não altera as diretrizes da política econômica e social.
Nos últimos 30 anos, inexoravelmente, o poder de decisão foi sendo transferido da esfera política para a econômica, transformando possíveis decisões políticas em incontestáveis imperativos econômicos que, sob a máscara ideológica do “apolítico”, dissimulam, ao contrário, uma orientação claramente política e de conteúdo absolutamente reacionário. O deslocamento de uma parte da esfera política para a economia, como âmbito separável e inalterável, a passagem do poder dos parlamentos (já suficientemente esvaziados de valor representativo pelos sistemas eleitorais e majoritários e pela revisão autoritária da relação entre Poder Executivo e Poder Legislativo) para os mercados e suas instituições e oligarquias constitui, em nossa época, o maior e mais grave obstáculo interposto no caminho da democracia. As avaliações de Standard & Poor’s, os sinais vindos de Wall Street – esses enormes fetiches da sociedade contemporânea – valem muito mais do que a vontade popular.
No melhor dos casos, o poder político pode intervir na economia (as classes dominantes precisam disso, inclusive, para mitigar as destruições geradas pela anarquia do capitalismo e a violência de suas crises), mas sem que seja possível discutir as regras dessa intervenção e muito menos as opções de fundo.
Exemplos deslumbrantes disso são os acontecimentos dos últimos dias na Grécia e na Itália. Por trás da impostura da noção de um “governo técnico” – ou, como se dizia nos tempos de Marx, do “governo de todos os talentos” – esconde-se a suspensão da política (referendo e eleições estão excluídos), que deve ceder em tudo para a economia.
No artigo “Operações de governo” (abril de 1853), Marx afirmou que “o mínimo que se pode dizer do governo de coalizão (“técnico”) é que ele representa a impotência do poder (político) em um momento de transição”. Os governos já não discutem as diretrizes econômicas, mas, ao contrário, as diretrizes econômicas é que são as parteiras dos governos.
No caso da Itália, a lista de seus pontos programáticos ficou clara em uma carta (que deveria ter sido secreta) dirigida pelo Banco Central europeu ao governo Berlusconi. Para “recuperar a confiança” dos mercados, é preciso avançar pela via das “reformas estruturais” – expressão que se tornou sinônimo de dano social – ou seja, redução de salários, revisão de direitos trabalhistas em matéria de contratações e demissões, aumento da idade de aposentadoria e privatizações em grande escala.
Os novos “governos técnicos” encabeçados por homens crescidos sob o teto de algumas das principais instituições responsáveis pela crise (veja-se os currículos de Papademos e de Monti) seguirão esse caminho. Nem é preciso dizer, pelo “bem do país” e pelo “futuro das gerações vindouras”, é claro. Para o paredão com qualquer voz dissonante desse coro.
Mas se a esquerda não quer desaparecer tem que voltar a saber interpretar as verdadeiras causas da crise em curso e ter a coragem de propor e experimentar as respostas radicais exigidas para a sua superação.
Marcello Musto é professor de Ciência Política
na Universidade York, de Toronto”.

(Blog Tribuna da Imprensa – 16/11/2011)