“A mais recente jabuticaba brasileira, vice da oposição que vira ministro da situação, caiu de madura num cenário fértil...” CARLOS MELO
Na “Ilha da Fantasia” (Brasília) se consumou a degradação da política brasileira: Guilherme Afif Domingos, que há muitos anos vem rodeando o poder para chegar nele sem esforço e sem votos...já é realidade!
O jornal “O Estado de S. Paulo”, de 12/05/2013, traz contundente artigo “Política de Fim de Feira/Presidencialismo de Amarração”, de Ivam Marsiglia, que escreve e entrevista o cientista político Carlos Melo. A ilustração na abertura, também é do jornal.
Guilherme Afif Domingos foi escolhido pelo então prefeito nomeado de São Paulo pelo Regime Militar (contra a escolha de Luiz Arrobas Martins pelo governador Abreu Sodré). Desde então, passou a depender e a ser nomeado por Maluf (já governador) para cargos de confiança. Em 1979, foi nomeado Secretário da Agricultura, ao depois, foi nomeado presidente do BADESP – Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Era muito eclético esse Afif, como agora. Mas a prova de “ligação perpétua” ainda estava por vir...
Nas emblemáticas eleições DIRETAS para governador de São Paulo, após quase 20 anos de Regime Militar, Maluf escolheu como seu candidato a governador o ex-prefeito nomeado da capital, Reinaldo de Barros. Como vice, que não precisa de votos, pois vai de carona na votação do candidato a governador, INDICOU a sua cria preferida: GUILHERME AFIF DOMINGOS! A história e o resultado todos sabem: o povo paulista RENEGOU os representantes da Ditadura (Reinaldo/Afif) e deu RETUMBANTE vitória a FRANCO MONTORO, para governador e ORESTES QUÉRCIA, para vice.
Guilherme Afif continuou a seguir as pegadas de seu mestre: como Maluf, assumiu a presidência da Associação Comercial. Foi deputado federal (PFL). E na esteira de outra cria de Maluf, o KASSAB, passou a conseguir espaços em cargos executivos até chegar a ser, NOVAMENTE, candidato a vice-governador com Geraldo Alckmin (indicação de Kassab/Serra). E, agora, vai para o governo federal da mesma forma que seu Mestre,Paulo Maluf, foi...
O entrevistado do “Estadão”, explica que “Afif está inaugurando a onipresença política, pretendendo servir a dois senhores ao mesmo tempo...” Citando uma frase de Tancredo Neves, Carlos Melo completa:”Entre a Bíblia e o Capital, o PSD fica com o Diário Oficial”. Afif foi além, ficou com dois diários oficiais...”
RESUMINDO: Isso tudo confirma a absoluta igualdade entre as gestões do PSDB (8anos de FHC) e do PT (8 anos de Lula + 2 anos de Dilma). O Brasil está DOENTE. Precisa de MUDANÇAS POLÍTICAS que lhes devolvam a dignidade e a honradez!
No Blog do Noblat, importante artigo do jornalista Augusto Nunes. Vamos ao texto:
POLÍTICA
Dilma Rousseff explica o segundo emprego de Afif Domingos
Blog de Augusto Nunes
“Não vou renunciar ao cargo de vice-governador porque fui eleito”, reincidiu Guilherme Afif Domingos nesta sexta-feira. Mais uma tapeação de quinta categoria.
Em 2010, o eleito foi Geraldo Alckmin, que voltou ao Palácio dos Bandeirantes com o apoio de uma aliança antipetista. Brasileiro vota no cabeça de chapa. Vice vem na garupa.
Afif não foi escolhido pelos eleitores, mas pelos pajés do DEM oposicionista ─ que depois trocaria pelo invertebrado PSD.
Sem ficar ruborizado, o 39° ministro de Dilma Rousseff alega que resolveu continuar no posto que abandonou para não decepcionar os eleitores atraiçoados, que já lhe riscaram a testa com a marca da infâmia.
Quem ouve Afif sem se sentir nauseado deve ter achado muito claro e convincente o palavrório despejado por Dilma Rousseff para justificar a engorda do primeiro escalão.
“E por que um novo ministério?”, perguntou a presidente na cerimônia de posse em que Afif ensinou como deve beijar a mão da dona quem acabou de juntar-se à criadagem da casa-grande. Em países que fazem sentido, a resposta à própria pergunta induziria um bebê de colo a imediata internação da declarante num hospício de segurança máxima.
“No Brasil nós temos de ter e de reconhecer que é necessário um processo de expansão para depois abrir um processo de redução e assinamento”, desandou a Doutora em Nada.
O Brasil que resiste à Era da Mediocridade ficaria menos perplexo se os dois parceiros contassem a verdade. Como sabe até a caxirola que a madrinha dos inventores de araque ganhou de Carlinhos Brown, Afif foi incorporado à multidão de ministros porque contrato é contrato.
Numa das cláusulas do acordo costurado por Dilma e Gilberto Kassab, ficou combinado que parte do aluguel do PSD seria paga com o repasse de um pedaço do primeiro escalão (cofres incluídos) ao ex-adversário que hoje não é de esquerda, nem de direita e nem de centro; é do governo, qualquer governo.
O resto é conversa de 171, número que rima tanto com o vendedor que não diz o que sabe quanto com a compradora que não sabe o que diz.
(Blog do Noblat – 11/05/2013)


















