outubro 31, 2012

Faxina na França é =
Faxina no Brasil?!?


É inacreditável que o mundo produza ainda nos dias de hoje um presidente deste gabarito e coragem. Vive la France!

Faxina na França! Vamos fazer aqui?!?

Nós já destacamos a importância e a solidez da União Européia (link abaixo) e, também, mostramos a necessidade de um CHOQUE DE GESTÃO NA EDUCAÇÃO (link abaixo), como ponto de partida para o Brasil retomar a sua caminhada para um futuro sustentável e sob a égide do Estado de Direito.

A matéria abaixo reproduzida pode servir de EXEMPLO para a presidenta Dilma Rousseff dar início a idêntico trabalho no Brasil...

E por quê, não?!?

François Hollande

O novo Presidente da França, François Hollande, Maçom, com apenas 56 dias no cargo, surpreendeu o mundo com a execução de uma política Humanitária e voltada para a felicidade do cidadão francês comum.

- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser distribuído pelas regiões com maior número de centros urbanos com os subúrbios mais ruinosos.

- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estaduais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa", medida provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha ¤ 650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras " .

Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 agosto 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."

- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados , dos quais 6.900 a partir de 1 de julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como professores na educação pública.

- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.

- Estabeleceu um "bônus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos quando se estabelece como uma cooperativa e/ou abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.

- Aboliu todos os subsídios (verbas publicitárias) do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" que financiam ações de atividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.

- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem proporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou sair.

- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de ¤ 800.000 por ano. Com essa economia (cerca de 4 milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vai à escola primária e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.

Resultado: Olhem que SURPRESA !!!

O spread com títulos alemães caiu, por magia . A inflação NÃO aumentou. A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de junho, pela primeira vez em três anos.

Ir.'. "igualzinho" aqui, já pensou se Sarney & Cia., que vivem do suor do povo Brasileiro, iriam deixar, e a situação e aliados jamais dariam apoio ou sustentação a medidas austeras, porque, no fundo, todos querem MAMAR.

Quando brasileiro entender que URNA não é pinico;

=que quando souber pelo menos LER é porque aprendeu com um PROFESSOR. (Que recebe menos que um guarda noturno!, pasmem! mas é verdade!).

=Que todo poder emana do POVO e por ele deve ser exercido! (E para ele)!

=que o contra cheque de um faxineiro do senado é maior do que de um Médico! E muito mais,

A C O R D A B R A S I L !!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um senador ter vinte motorista para um só veiculo!

Que muitos funcionários públicos estão ilegalmente ganhando bem acima do teto constitucional, além das verbas de gabinete e da quadrilha que os cercam gastando o dinheiro público, sem prestar serviços para a nação brasileira.

É muita CANALHICE COM O POVO BRASILEIRO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Postado por Vindo dos Pampas às 8/23/2012 02:27:00 AM
--
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".
(Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)

outubro 30, 2012

jornal da tarde:
símbolo do jornalismo brasileiro!

"jornal da tarde": símbolo do jornalismo moderno!

“Eu sempre acreditei que até a democratização dos meios de comunicação seria uma luta política. Acabei descobrindo que se tornou uma conquista tecnológica. Hoje, todo mundo pode ser o seu próprio Roberto Marinho...” -
Fernando Morais/jornalista e escritor -


Exatamente isso, com a Revolução da Informação, tudo se tornou acessível em termos de comunicação: a telefonia celular, a internet, os blogs, o Facebook, o Orkut, o Twiter (as redes sociais), as redes internacionais de televisão e demais recursos da tecnologia audiovisual levam a todos os rincões do planeta a realidade de nosso tempo. Simples assim... Por esses poderosos meios de comunicação, as pessoas se conectam rapidamente, levando notícias, relatando online as suas expectativas e as suas esperanças. Assim, a Aldeia Global se corporifica no avanço tecnológico da comunicação via internet...

VOCÊ PODE SER SEU PRÓPRIO JORNAL!!!

Está certo o jornalista e escritor Fernando Morais. Hoje, é possível ter o seu próprio site e o seu blog, conectando-se com cidadãos, propondo mudanças, relatando fatos, cobrando soluções, enfim, fazendo a parte cívica que lhe cabe no exercício da cidadania. E o Fernando Morais foi um dos jornalistas pioneiros que tiveram a oportunidade de trabalhar no “jornal da tarde”, no seu início que revolucionou o jornalismo brasileiro.

Mas nem sempre foi assim. Na minha caminhada no jornalismo, eu vivi a fase mais difícil da imprensa interiorana na cidade de Botucatu/SP

UMA EXPERIÊNCIA JORNALÍSTICA NO INTERIOR:

Já, em 1980,10 anos depois, ao transformar o “Vanguarda”(tablóide mensal) em bi-semanário, com nova denominação, “jornal de botucatu”, busquei inspiração no mais moderno e mais novo jornal paulista: o“jornal da tarde”. O título, em letras minúsculas, era uma ousadia positiva. E para acompanhar o layout, pedi para que o prof. Vinício Aloise – Mestre da ilustração! – idealizasse, estilizada, a Igrejinha de Rubião Jr., com arquitetura medieval e localizada no topo do Morro de Rubião Jr. De 1980 até final dos anos 90, reinou absoluto, permanecendo até os anos 2005/6.

SÍMBOLO DO JORNALISMO MODERNO!

O “jornal da tarde” imperou na imprensa brasileira influenciando jornais e revistas por todo o país. Era a diagramação ousada, a primeira página sempre impactante e a notícia “rasgada”, ou seja, mostrada às inteiras para o Leitor.

Permaneceu na liderança jornalística exatamente até o surgimento da REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO que viria a mudar radicalmente a comunicação entre os veículos da mídia existente e a população. Com a democratização ampla da mídia eletrônica, os principais jornais do mundo passaram a estudar e tentar fórmulas de coexistência financeiramente viáveis.

Apenas para exemplificar, o famoso e tradicional "JORNAL DO BRASIL” , hoje persiste apenas na mídia eletrônica. Vários jornais do mundo passaram a adotar o formato tablóide como forma de se modernizar e de conter os altos custos da mídia impressa.

O “jornal da tarde” DEIXARÁ DE CIRCULAR: É O FIM!

Manifestações de jornalistas estão saindo nos jornais, nas revistas e na internet. São lamentações pelo fechamento do mais inventivo e criativo jornal brasileiro, previsto para 2 de novembro p.f. Acuado pela força das novas mídias, como a internet, e cercado por jornais gratuitos e magro em anúncios, o "jornal da tarde" não resiste e deve fechar as portas.

Artigo de Mauro Cezar Pereira (ESPN.com.br – 29/10/2012), com o título “Com fim do jornal da tarde, o sinal de que jamais veremos uma primeira página como aquela...” Ele se referia sobre a manchete dos jornais “O ESTADO DE S.PAULO” e “FOLHA DE SÃO PAULO”, na segunda-feira (29/10), referente a posse do novo prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad. Os dois jornais deram a mesma manchete dizendo que Haddad é novo Prefeito! Essa já era uma notícia velha...

Ora, na segunda-feira, todo mundo já sabia do resultado das eleições e quem seria o prefeito eleito, tudo isso no próprio domingo. E a manchete de capa e o texto apresentado pelo “jornal da tarde”, na mesma segunda-feira (29/10), mostra toda a diferença. Vamos a um trecho do artigo citado:

"Atenção, senhores, estamos em 2012! Será que o jornal impresso ainda deve dar a notícia como se fosse a novidade do momento? Era assim nos anos 1920, quando as pessoas realmente tomavam conhecimento dos fatos pelos jornais do dia seguinte. Isso mudou faz tempo.

Mas os jornais seguem "informando" na segunda-feira que, digamos, Palmeiras e Corinthians empataram no domingo. O sujeito só não saberá o resultado do clássico caso resolva ficar trancado num cofre. Mesmo isolado, se sair e falar ao interfone correrá o risco de ouvir o rádio do porteiro ligado e dando o placar. A informação está o tempo todo em toda parte.

Incrível que os jornais impressos não deem um passo à frente. Quais as principais consequências da eleição de Haddad? Isso não seria uma manchete? Bons repórteres não conseguiriam contar tal história tão bem a ponto de tornar sua leitura quase obrigatória? E o tal resultado no clássico, o que provocará nos times? Que foi empate o leitor sabe pelo menos 12 horas antes de receber seu jornal.

Essa falta de sintonia com os novos tempos explica em parte o fim do Jornal da Tarde. Trabalhei no grande Jornal do Brasil, hoje restrito à internet. Também tive a honra de colocar no currículo o Jornal dos Sports, que marcou gerações de apaixonados por futebol.

Acompanhei à distância o fim da Gazeta Esportiva em sua versão impressa e agora vejo que foi decretado o fechamento do Jornal da Tarde. Foi do JT a capa mais espetacular de um jornal tendo como tema o futebol. Em uma Copa do Mundo, no mais duro momento da seleção brasileira desde a derrota na final de 1950 (veja abaixo).


Fosse exibida numa tela de computador, jamais aquela capa do JT teria tamanha repercussão. O choro do menino simbolizando a depressão coletiva causada pela derrota do Brasil para a Itália em 1982 foi eternizado pelo papel. Sim, no impresso, que sobrevive, apesar daqueles que poderiam modernizá-lo, salvá-lo. Mas não conseguem.
Atenção, senhores, estamos em 2012! Será que o jornal impresso ainda deve dar a notícia como se fosse a novidade do momento? Era assim nos anos 1920, quando as pessoas realmente tomavam conhecimento dos fatos pelos jornais do dia seguinte. Isso mudou faz tempo."

RESUMINDO: É preciso que a mídia impressa tradicional busque uma modernização que lhe propicie conviver com os modernos meios de comunicação. Notícia velha é o prenúncio do fim!!! Pay attencion, please!

outubro 29, 2012

Ah...com essa Madrinha Política...

Ah, com essa Madrinha Política...
Curitiba vai brilhar!!!
- Clicar na imagem para vê-la maior -
RESUMO DA ÓPERA:
1º) O PSDB é um partido de caciques que nunca prestigia seus militantes, com mandato popular ou não... Assim, o ex-ministro chefe da secretária geral da presidência da república, Arthur Virgílio Neto que, ao depois, foi por 8 anos o impecável e aguerrido líder do PSDB no Senado, quando foi disputar a sua reeleição (2010) foi praticamente desprezado pelos tucanos, sendo que Lula havia declarado que iria arrasá-lo.
RESULTADO: Arthur perdeu a eleição e um pouco de seus sonhos. Foi trabalhar em Lisboa, diplomata de carreira que é. Teve volta triunfante, apenas com seu prestígio, e teve a MAIOR e MAIS expressiva vitória no dia de ontem: Prefeito eleito de Manaus.

2º) Também do PSDB, os mais destacados deputados federais do partido, Eduardo Paes e Gustavo Fruet, com atuações heróicas na luta contra a corrupção (CPI dos Correios e Mensalão), foram postos de lado pelo “tucanato chefe”. O Eduardo Paes foi cooptado (no bom sentido) pelo governador Sérgio Cabral, mudou de lado, passando a ser do PMDB e um aliado do PT e do governo federal que ele tanto combateu. “Virou casaca” ou foi atrás de sua sobrevivência política?

Da mesma forma, Gustavo Fruet, com a força da televisão na CPI dos Correios, passou a ser identificado como “parlamentar-modelo” pela sua competência, rapidez de raciocínio e fidelidade partidária. Quando quis sair candidato a prefeito de Curitiba, foi “vetado” pelo governador Beto Richa do PSDB, ilustre representante das “Capitanias Hereditárias”, herdando de seu pai o comando tucano no Estado...
- Clicar na imagem para vê-la maior -
Gustavo Fruet foi procurado pela ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, a paranaense Gleisi Helena Hoffmann. A ministra Gleisi articulou a sua ida para o PDT e ousou lançá-lo candidato a prefeito, conseguindo o “non obstat” de Lula, já que da presidenta Dilma ela tinha carta branca. Com a colaboração de seu marido, o ministro Paulo Bernardo, passou a articular o apoio do PT que nunca conseguira chegar ao poder em Curitiba e no Estado do Paraná. Os adversários de ontem conseguiram a composição que os levou à vitória!
RESULTADO: Vitória de Fruet! Deixando a certeza de que, em 2014, Gleisi Hoffmann será a candidata ao governo do Estado do Paraná!

MADRINHA POLÍTICA:
Sem dúvida, a política está sofrendo uma transformação positiva no Brasil. Essa transformação é SUPRA-PARTIDÁRIA! Ela representa uma evolução política e positiva!

Ah, com essa Madrinha Política...Curitiba vai Brilhar!


E o Brasil inteiro está querendo também!!!

 

outubro 28, 2012

Presidente da República (2014):
em Manaus está o Caminho!!!

Eleições Presidenciais (2014): em Manaus está o Caminho!!!

Nunca um político da oposição foi tão perseguido como o então senador Arthur Virgílio Neto. Sendo líder do PSDB no Senado, cumpriu à risca o seu papel de opositor enquanto o PSDB, como um todo, ficava na “moita” ou “em cima do muro”, que é a chancela dos tucanos.

No Senado Federal, Arthur Virgílio fez oposição firme e constante ao governo Lula, tanto que foi “jurado” de “morte política” pelo presidente. Mas sempre fez oposição estritamente dentro da ética. Nas eleições em que pleiteava sua reeleição, Arthur sofreu verdadeiro “massacre” eleitoral, com pressões, ondas de mentiras e até de irregularidades graves que estão para serem decididas pela Justiça Eleitoral...Perdeu a eleição. A “vendetta” estava feita... E Arthur Virgílio guardou uma mágoa: "Enquanto minha derrota era considerada questão de honra para Lula, o PSDB não se engajou para preservar meu mandato".

Voltou ao seu trabalho profissional, diplomata de carreira que é. Foi prestar serviços em Lisboa. Através da imprensa continuou a expor a suas idéias e a pregar a renovação política. Foi colaborador deste Blog. Estava disposto a sair candidato a vereador, para ajudar a renovação partidária , como fez Cesar Maia no Rio de Janeiro. Pressionado, aceitou assumir a sua liderança e saiu candidato a prefeito de Manaus. Com muito orgulho, iria combater aquela que foi a sua algoz ou a que foi “vestida” como sua adversária pelas imensas forças ocultas...

Com amplo apoio popular, Artur Neto (seu nome na campanha) está eleito PREFEITO DE MANAUS!
É o vencedor!

EM MANAUS ESTÁ O CAMINHO!!!

Sim, em Manaus é que houve o GRANDE EMBATE entre a OPOSIÇÃO e o GOVERNO. O ex-presidente Lula foi a Manaus na tentativa de “arrasar” a candidatura de Artur Neto, no 1º turno. FRACASSOU!

No 2º turno, foi a presidenta Dilma “tentar reverter” a situação favorável a Artur Neto. FRACASSOU TAMBÉM!
A candidata Vanessa Grazziottin (PTB) ao lado da presidente Dilma (com expressão negativa), do senador Eduardo Braga (PMDB) e do governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD)
A vitória de Arthur Virgílio Neto representa também a REFUNDAÇÃO DO PSDB! É a retomada das bandeiras da Social Democracia. Perde, com o retorno de Artur Neto à ribalta partidária, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o candidato derrotado à prefeitura paulistana, José Serra. De maneira extemporânea, em pleno primeiro turno da disputa, Alckmin atacou o Polo Industrial de Manaus, criando um inesperado problema de retaguarda para o candidato. Agora, com a questão superada, o troco será a forte aliança com o rival mineiro.

Arthur Neto assume a liderança nacional do PSDB, exatamente pela vitória que conseguiu no enfrentamento dos caciques do PT, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta (26) mostra Virgílio com 68% dos votos válidos, ante 32% de sua adversária Vanessa Grazziotin (PC do B).
Devendo receber 70% dos votos, a vitória é vista pelo partido como a mais "simbólica" este ano. Mais do que uma conquista pessoal, a eleição do líder da oposição no Congresso durante os oito anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representará um triunfo importante para o PSDB ou para uma NOVA OPOSIÇÃO com Nova Chancela Partidária...Sozinho à frente de seus amigos e correligionários, ARTHUR VIRGÍLIO NETO construiu a sua candidatura, interagiu com a população, apresentou as suas propostas, desmistificou as mentiras contra ele sacadas e partiu de “peito aberto” para o enfrentamento final. FOI VENCEDOR!

Um dos únicos OPOSICIONISTAS na política brasileira foi VENCEDOR! Quando já estava à frente nas pesquisas, de forma humilhante para os poderosos adversários, recebeu a visita e o apoio do senador Aécio Neves. Do PSDB, além dessa visita, só um vídeo de apoio de FHC...

O candidato Artur Neto, pouco antes de votar, deu entrevista ao “Estadão”, na qual disse que vai propor uma reunião nacional de seu partido depois do pleito para fazer um balanço dos resultados e reformular partes dos discursos políticos da legenda:
"Você não faz o futuro se não se preparar, inclusive reformulando pontos do discurso. Todos nós envelhecemos e o discurso também envelhece", disse Virgílio. "O partido tem que mergulhar em suas águas internas e emergir delas renovado, remoçado, com discurso novo e encontrar uma maneira de dialogar com a sociedade de uma forma mais direta".

No CAMINHO DE MANAUS está delineado o futuro para o Brasil: uma candidatura de oposição madura, competente, responsável e absolutamente idealista e renovadora. Essa candidatura para a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA encontra no “perfil político” do Prefeito de Manaus, ARTHUR VIRGÍLIO NETO, o nome ideal para a construção da DEMOCRACIA BRASILEIRA, promovendo a renovação dos quadros partidários e convocando a “intelligentzia brasileira” para essa nova caminhada que levará o Brasil para um Desenvolvimento Sustentável e na defesa do pleno ESTADO DE DIREITO!

Seu nome: ARTHUR VIRGÍLIO NETO!!!

OBSERVAÇÃO: esta matéria está sendo postada às 10:45h! SIM, antes do término da votação. É importante e é emblemática. Uma NOVA OPOSIÇÃO estará surgindo da espetacular vitória de Artur Neto!!!

Arthur Virgílio: A Esperança é Agora!/leia aqui

outubro 26, 2012

Gabriela inesquecível!!!

Ah! Aquela Gabriela é inesquecível...


A Rede Globo de Televisão fez o remake da emblemática novela “GABRIELA”, baseada no romance “GABRIELA, CRAVO E CANELA”, do consagrado romancista brasileiro, JORGE AMADO (1912/2001), lançado em 1958.

Na primeira versão, de 1975, a direção coube ao diretor Walter Avancini da obra adaptada para a televisão por Walter George Durst. Na primeira versão – a versão que marcou a televisão brasileira e revelou a artista brilhante que é Sônia Braga! Walter Avancini teve como seu auxiliar exatamente o Roberto Talma que hoje é todo poderoso na Globo e dirige um Núcleo de Dramaturgia.


Na nova versão, temos o Roberto Talma como Diretor de Núcleo, o Mauro Mendonça Filho como Diretor-Geral e Walcyr Carrasco como Diretor Executivo. Após 36 anos, a TV Globo apresenta o remake. Aliás, tem acertado nessas iniciativas, assim foi com o remake de “O ASTRO”, que sob a direção de Alcides Nogueira, foi sucesso e está representando a dramaturgia brasileira em importante premiação internacional.
A nova “Gabriela”traz toda a competência e o perfeccionismo da “Deusa Platinada”. Sônia Braga sendo, agora, substituída por Juliana Paes. Fúlvio Stefanini, com interpretação genial, sendo substituído por Marcelo Serrado que brilhou na novela anterior como “afeminado”, exagerou com bocas e caretas na interpretação do conquistador Tonico Ferreira. Nacib que teve toda a espontaneidade de Armando Bogus, teve na nova versão um Humberto Martins muito mais velho, cabelo pintado de preto graúna, mais parecendo o avô do Nacib de 1975...
E a famosa cena do telhado passou a ser o contraponto entre as duas versões, de 1975 e de 2012. É incomparável! Certas cenas de filmes ou de novelas ficam marcadas de forma emblemática no imaginário popular...

“Por isso, quando acontece uma releitura, gera-se expectativa em torno da regravação de tal momento marcante. Pense numa cena de Gabriela – a novela que consagrou Sônia Braga em 1975. Gabriela, moleca e inocente, sobe no telhado, pega a pipa que lá caiu e a levanta sorridente para a multidão lá embaixo, que está eufórica com a visão da bela mulher que expõe suas partes pudendas sem se dar conta. A cena é bonita, no melhor dos sentidos. Causa um misto de diversão – porque chega a ser engraçada – com emoção, por conta da pureza da protagonista. Marcou a TV e de lá para cá foi repetida inúmeras vezes pelos vídeo-shows da vida.”

Chega ao seu final a nova versão de “GABRIELA”, também um excelente trabalho, MAS fica a certeza de que permanecem – inesquecíveis! – os personagens da versão de 1975. É isso.

outubro 25, 2012

Ziraldo:
o velhinho maluquinho?!?

O menino maluquinho & O velhinho maluquinho !!!
Claro que não! Genial, sim. Ainda neste ano, Ziraldo saiu em defesa da obra do consagrado Monteiro Lobato que os “pseudo-educadores” e os “pseudo-pedagogos” queriam “carimbar” como RACISTA!!!
Ziraldo tem uma folha de prestação de serviços à cultura nacional acima de qualquer suspeita. Combateu o bom combate quando necessário nas páginas históricas do “O PASQUIM”. Atuou de forma positiva e criativa em funções públicas. Enfim, foi um cidadão prestante que orgulha a Nação Brasileira.
No dia 24 de outubro, comemorou seus 80 anos! Um “velhinho maluquinho” no bom sentido. No sentido de que ainda está produzindo e com muita qualidade! Abaixo, temos a sua biografia:
Biografia

Ziraldo Alves Pinto nasceu no dia 24 de outubro de 1932 em Caratinga, Minas Gerais. É o mais velho de uma família de sete irmãos. Seu nome vem da combinação do nomes de sua mãe, Zizinha com o de seu pai Geraldo: surgiu o Ziraldo, um nome único. Muda-se para o Rio de Janeiro aos 16 anos. Começou sua carreira nos anos 50 em jornais e revistas de expressão, como jornal do Brasil,O Cruzeiro, Folha de Minas, e outros.

Além de pintor é cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista, escritor e colecionador de piadas. Sua vasta obra faz parte do nosso cotidiano. O cartaz de um filme, um logotipo, uma camiseta, um programa de televisão, uma capa de revista, uma simples caixinha de fósforo, tudo ganha um charme especial. Um bom brasileiro diz logo de cara: só pode ser coisa do Ziraldo !

Seus trabalhos já foram traduzidos para diversos idiomas como françês, espanhol, alemão, inglês, italiano e basco. Os trabalhos de Ziraldo representam o talento e o humor brasileiros no mundo. Estão até expostos em museu! Ilustrou o primeiro livro brasileiro com versão integral online, em uma iniciativa pioneira
Ziraldo tem paixão pelo desenho desde a mais tenra idade. Desenhava em todos os lugares - na calçada, nas paredes, na sala de aula. Outra de suas paixões desde a sua infância é a leitura. Lia tudo que caia nas mãos

Sua carreira começou na revista "Era uma vez..." com colaboração mensais. Em 1954 começa a trabalhar no jornal Folha de Minas com uma página de humor, e por coincidência foi esse mesmo jornal que publicou o seu primeiro desenho quando tinha apenas 6 anos de idade!

Fez cartazes para inúmeros filmes do cinema brasileiro como Os Fuzis, Os Cafajestes, Selva Trágica, e outros

Grandes acontecimentos marcaram a vida do artista no ano de 1969. Ganhou o Oscar Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e o prêmio Merghantealler, prêmio máximo da imprensa livre da América Latina, patrocinado pela Associação Internacional de Imprensa, recebida em Caracas, Venezuela. Foi convidado a desenhar o cartaz anual da UNICEF, honraria concedida pela primeira vez a um artista Latino. Foi nesse ano que publicou seu primeiro livro infantil, FLICTS., Ziraldo aprecia o Carnaval. Foi dos primeiros a desfilar com a Banda de Ipanema, ao lado de Albino Pinheiro, Leila Diniz e a turma do Pasquim. O seu primeiro livro foi enredo de Escola de Samba em Juiz de Fora, também desfilou no alto de um carro com um enorme Menino Maluquinho, do qual desceu com o auxílio de um guindaste!
Ziraldo tem diversas passagens pela TV. Participou como jurado de inúmeros programas, festivais e até concursos de Miss Brasil nos idos dos anos 60. É também apresentador e entrevistador. Quando entrevistado tem sempre ponto de vista interessante a defender, e uma de suas frases mais conhecidas é "Ler é mais importante do que estudar".
Fonte: httpp://www.ziraldo.com/livros/home.htm

outubro 24, 2012

O Poeta do Povo!

O grito das massas e o Poeta do Povo!
A Revolução Cultural ocorrida no Teatro Nacional, na década de 60, teve seu marco no show “OPINIÃO”, de Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho. E esse espetáculo revelou para o Brasil toda a criatividade musical de João do Vale.

Considerado O POETA DO POVO, esse poeta maranhense soube captar o grito das massas, transformando-o em canções fortes e impactantes.
O compositor e cantor maranhense João Batista do Vale (1933-1996), que representou o grito contido das massas contra todo o tipo de injustiça social, conforme revela a letra de “Carcará”, simbolizando a vida difícil dos sertanejos, comparando-a à ave Carcará, que tem que matar para sobreviver.
Entretanto, o ”Carcará” desta letra tinha também um outro significado, ou seja, era considerado herói, na época, porque simbolizava uma juventude que lutava contra a ditadura militar para defender o povo brasileiro.

Historicamente, em 1964, João do Vale participou do show Opinião, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso da música “Carcará”, a mais marcante do espetáculo.

A REVOLUÇÃO NO TEATRO NACIONAL

O teatro brasileiro vem desde os primórdios da colonização portuguesa. Mas só nos anos 50, começa a tomar forma a retratar a sociedade paulista com Jorge de Andrade enquanto Ariano Suassuna inova no teatro regional. Em 1948, Alfredo Mesquita funda a Escola de Arte Dramática - EAD, em São Paulo e Maria Clara Machado, em 1950, abre o Tablado, no Rio de Janeiro.

No final da década de 50 e início dos anos 60, a prioridade do então poderoso TBC - Teatro Brasileiro de Comédia para as peças e autores estrangeiros, leva os autores e atores nacionais a procurarem outro caminho vendo, no teatro, um meio válido para buscar a transformação da sociedade brasileira.

A Revolução Cultural do Teatro Brasileiro, na década de 60, a nosso ver, está marcada pela atuação teatral e política de dois grupos teatrais: o TEATRO DE ARENA, de São Paulo, sob a direção de Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho; e o GRUPO OPINIÃO, do Rio de Janeiro, sob a direção de Paulo Pontes , Oduvaldo Vianna Filho, Armando Costa. Na verdade, atuavam em perfeita simbiose.

Em 1965, no Rio de Janeiro aconteceu a apresentação revolucionária do "Show Opinião", com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão. Os autores do espetáculo, Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes deixaram claro que "...é preciso restabelecer o teatro de autoria brasileira - não somente o teatro do dramaturgo brasileiro - o espetáculo do homem do teatro brasileiro. É preciso que finalmente e definitivamente nos curvemos à nossa força e à nossa originalidade".

Com direção geral de Augusto Boal e direção musical de Dorival Caymmi Filho, o espetáculo trazia a música de Zé Kéti e João do Vale em cima de ampla pesquisa na autêntica música popular brasileira.

“O espetáculo tem duas intenções principais. Uma é a do espetáculo propriamente dito, Nara, Zé Kéti e João do Vale tem a mesma opinião, quando se alia ao povo na captação de novos sentimentos e valores necessários para a evolução social; quando mantém vivas as tradições de unidade e integração nacionais. A música popular não pode ver o público como simples consumidor de música; ele é fonte e razão da música.

Com esse espírito é que João do Vale – o poeta do povo! - descreve quase sempre uma contradição; a vontade e a força de sua gente, o amor que dedicam à terra e a impossibilidade de usá-la em proveito próprio. O lamento antigo permanece, acrescido de uma extraordinária lucidez” (do histórico do show “Opinião”)

CARCARÁ

Composição: João do Vale/José Cândido

(Glória a Deus Senhor nas altura
E viva eu de amargura
Nas terra do meu senhor)

Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que homem
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Mas quando chega o tempo da invernada
No sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Estribilho
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa no bico inté matá
Carcará
Pega, mata e come!

outubro 23, 2012

Stop! Parando para pensar...

Parando para pensar/parando para pensar/parando para pensar...

Depois da histórica vitória da Democracia e do Estado de Direito, com o julgamento do do MENSALÃO, nada melhor do que pensar no amanhã, para que ele seja mais promissor e a nossa caminhada cívica sustentável!
Arnaldo Jabor, “viaja” pela história recente brasileira:

“vitória do partido do 'mesmo'

23 de outubro de 2012 | 7h 08
Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

A história de minha vida política sempre oscilou entre dois sentimentos: esperança e desilusão. Cresci ouvindo duas teses divergentes: ou o Brasil era o país do futuro ou era uma zorra sem nome, um urubu caindo no abismo. Nessa encruzilhada, eu cresci. Além disso, dentro dessa dúvida havia outra: UDN ou PTB? Reacionários da "elite" ou o "povo"? Brigadeiro Eduardo Gomes ou Getúlio, "finesse" ou "sujeira"? Comecei a me interessar por política quando votei em Jânio. Confesso. Eu tinha 18 anos e não consegui me interessar por Lott, aquele general com cara de burro, pescoço duro. Jânio me fascinava com sua figura dramática, era uma caricatura vesga, cheia de caspa e dava a impressão de que ele, sim, era de esquerda, doidão, "off". Meses depois, estou no estribo de um bonde quando ouço: "Jânio tomou um porre e renunciou!" Foi minha primeira desilusão. Eleito esmagadoramente, largou o governo como se sai de um botequim. Ali, no estribo do bonde ‘Praia Vermelha’, eu entendi que havia uma grossa loucura brasileira rolando por baixo da política, mais forte que slogans e programas racionais. Percebi que existia uma ‘sub-história’ que nos dirigia para além das viradas políticas. Uma vocação, uma anomalia secular que faz as coisas ‘desacontecerem’, que criou ‘um país sob anestesia, mas sem cirurgia’, como diagnosticou Mário Henrique Simonsen.

Já na UNE, eu participei febrilmente da luta pela posse do vice João Goulart, que a direita queria impedir. O Exército do Sul, com Brizola à frente, garantiu a posse de Jango e botei na cabeça que, com militares ‘legalistas’ e heróis de esquerda, finalmente o Brasil ia ascender a seu grande futuro.
Nos dois anos seguintes, vivi a esperança de um paraíso vermelho que ia tomar o País todo, numa réplica da rumba socialista de Cuba, a revolução alegre e tropical que ia acabar com a miséria e instalar a cultura popular, a grande arte, a beleza, sem entraves, com o presidente Jango e sua linda mulher fundando a ‘Roma tropical’, como berrava Darcy Ribeiro em sua utopia. Um velho mundo ia cair sem resistência. Não haveria golpes, pois o ‘Exército é de classe média e portanto a favor do País’ – nos ensinava o PCB. Dá arrepios lembrar da assustadora ingenuidade política da hora. No dia 31 de março de 64, estou na UNE comemorando a 'vitória de tudo'.
Havia um show com Grande Otelo, Elza Soares, celebrando a ‘vitória do socialismo’. Um amigo me abraçou, gritando: "Vencemos o imperialismo norte-americano; agora, só falta a burguesia nacional!" Horas depois, a UNE pegava fogo e eu pulava pelos fundos sob os tiros das brigadas juvenis de direita. No dia seguinte, diante de mim, materializou-se a figura absurda de Castelo Branco, como um ET verde-oliva. Acho que virei adulto naquela manhã, com a UNE em fogo, com os tanques tomando as ruas. Eu acordara de um sonho para um pesadelo.

No entanto, os tristes dias militares de Castelo ainda tinham um gosto democrático mínimo, que até serviu para virilizar nossa luta política. Agora, o inimigo tinha rosto e uniforme e contra ele se organizou uma resistência cultural rica e fértil, que se refinou pelo trauma e que perdeu o esquematismo ingênuo pré-64. As ideias e as artes se engrandeceram na maldição. Nossa impotência estimulou uma nova esperança. A partir daí, as passeatas foram enchendo as ruas, num movimento democrático que acreditava que os militares cederiam à pressão das multidões. Era ilusão.
Ventava muito em Ipanema, dezembro de 68, enquanto o ministro Gama e Silva lia o texto do Ato Institucional 5 na TV, virando o País num sinistro campo de concentração. Com uma canetada, o Costa e Silva, com sua cara de burro, instado pela louca ‘lady MacBrega Yolanda’, fechou o País por mais 15 anos. Esperança. Desilusão. Vieram os batalhões suicidas das guerrilhas urbanas. Nos anos do milagre brasileiro, os jovens românticos ou foram massacrados à bala ou caíram no desespero da contracultura mística, enquanto os mais caretas enchiam o rabo de dinheiro nos ‘milagres’ de São Paulo.
O bode durou 15 anos e a democracia virou uma obsessão. "Quando vier a liberdade, tudo estará bem!", dizíamos. Só pensávamos na democracia e ninguém reparou que ela foi voltando menos pelos comícios das Diretas e mais pelas duas crises do petróleo que criaram a recessão mundial, acabando com a grana que sustentava os militares no poder. Os milicos e a banca internacional nos devolveram a liberdade na hora de pagar a conta da dívida externa. Os militares queriam se livrar da batata quente da falência do Estado e entregaram-no aos paisanos eufóricos com a vitória de Tancredo. Nova esperança! Aí, veio um micróbio voando, entrou no intestino do Tancredo e mudou nossa história. E começou a grande desilusão. Com a volta da democracia, no período Sarney, tudo piora. Nossos velhos vícios reapareceram. Apavorado, vi que a democracia só existia de boca, não estava entranhada nas instituições que passaram a ser pilhadas pelos famintos corruptos e políticos que tomaram o poder – todos ‘nobres’ vítimas da ditadura. Daí para frente, só desilusão e dor: inflação a 80% ao mês (lembram?), o messianismo de Collor, montado no cavalo louco da República, vergonha e horror. Depois, nova esperança com o impeachment; depois, mais esperança com o Plano Real, vitória da razão reformista com FHC, logo depois do Brasil no tetra, céu azul, esperança sem inflação. Nunca acreditei tanto na vida.
Mas, hoje, estou aqui, com medo e com tristes pressentimentos. Dilma pode ser uma nova esperança, se criar uma ponte entre a teimosia regressista e uma modernização mais liberal. O problema é que, para além das ideologias, existe no Brasil a maldição do Mesmo, uma grande empada de detritos que clama pelo atraso. O maior inimigo do Brasil é a aliança entre uma ideologia 'de esquerda' e a oligarquia 'de direita' – como é hoje. Nem UDN nem PTB. Ganha sempre o Partido do Mesmo.”
É preciso pensar. Definir o rumo e seguir em frente...

outubro 22, 2012

Mensalão e o Estado de Direito no Brasil!

VITÓRIA DA JUSTIÇA E DA DEMOCRACIA BRASILEIRAS!


Decidido o julgamento do MENSALÃO e condenados os réus, é preciso que se deixe uma palavra sobre o importante papel exercido pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL na garantia do ESTADO DE DIREITO e na CERTEZA de que o Brasil não irá tolerar a pratica da CORRUPÇÃO através de CRIMINOSOS DO COLARINHO BRANCO, mesmo que investidos em cargos políticos da maior relevância e obrando crimes pretensamente acobertados pelo manto do Poder!

Com o julgamento do último item, sobre a FORMAÇÃO DE QUADRILHA, é importante destacar a atuação de 4 ministros do STF: Luís Fux e Celso de Mello e, no contraponto, Ricardo Lewandowiski e Dias Toffoli. Claro que deixando como exemplo de atuação a figura, agora já lendária, do ministro relator Joaquim Barbosa.


Os ministros Fux e Celso de Mello assumem, no STF, a VANGUARDA JURÍDICA dos magistrados brasileiros. Sem demérito aos demais ministros, há que se reconhecer o profundo saber jurídico desses dois ministros. Com certeza, por terem suas origens na vida acadêmica, respectivamente do Rio de Janeiro e de São Paulo. Mas ficou evidente a liderança de ambos com seus votos detalhados e minuciosamente consolidados pela melhor doutrina e jurisprudência. É um orgulho para um país ter juristas desse calibre.

O ministro Fux, magistrado de carreira e docente da UERJ, nomeado para o STF pela presidenta Dilma Roussef. O ministro José Celso de Mello Filhoo Decano do STF! -, membro do prestigiado Ministério Público do Estado de São Paulo e nomeado para o STF, em 1989, pelo presidente Jose Sarney, indicado pelo ministro da justiça Saulo Ramos. Com muita honra, foi meu professor na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP).

Com relação aos ministros Ricardo Lewandoswiski e Dias Toffoli já tão atacados por suas respectivas votações no processo do MENSALÃO, atuando mais como advogados de defesa do que ministros independentes da mais alta corte do país. É lamentável que a indicação de ministros para o STF propicie a que pessoas assim passem a exercer tão importante cargo. O cumprimento dos dois – olho no olho! – nos dá uma mostra de suas respectivas atuações. Na foto abaixo, o olhar do ministro Lewandowiski mostra a insegurança de quem tomou uma atitude altamente discutível...

Impossível deixar de trazer à colação deste post notícias que definem e marcam a atuação desses dois magistrados:
“Com isso, Lewandowski, por fidelidade ao ex-presidente Lula, atira na lata do lixo uma biografia de jurista que nem chegara a esboçar. Funcionário da Assembléia de São Paulo, entrou para a magistratura através de apoio político, nomeado pelo então governador Orestes Quércia para juiz do Tribunal de Alçada. De lá, conseguiu se tornar desembargador e depois foi nomeado por Lula para o Supremo, vejam só o que pode representar uma simples amizade política na vida de um modesto advogado.” (Carlos Newton/Tribuna da Imprensa/05/10/2012)

Toffoli disse à Justiça em 2006 que mensalão não existiu
Reportagem de Catia Seabra e Breno Costa, publicada, hoje, pela Folha de S. Paulo, aumenta o constrangimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que começarão a julgar os 38 reus do mensalão.
Em setembro de 2006, José Antônio Dias Toffoli, então advogado do PT, escreveu em documentos entregues à Justiça Eleitoral que o esquema do mensalão "jamais foi comprovado".
Seis meses antes a Procuradoria Geral da República havia oferecido a denúncia contra os mensaleiros que acabou aceita pelo STF.
Toffoli é um dos 11 ministros do tribunal que julgará o mensalão. Vários dos seus colegas torcem para que ele se declare impedido de julgar.
Além de advogado do PT em pelo menos três eleições, Toffoli foi assessor direto do ex-ministro José Dirceu na Casa Civil durante dois anos e Advogado Geral da União, nomeado por Lula.
(Blog do Noblat – 02/08/2012)

MINISTRO DO STF–JOSÉ TOFFOLI- PARA SER NOMEADO!

(Painel- Folha de SP, 02) Na sabatina a que foi submetido rumo ao STF, em 2009, José Dias Toffoli respondeu ao tucano Álvaro Dias sobre eventual impedimento de votar no mensalão: "Se, eventualmente, tiver alguma hipótese na qual eu tenha atuado, aconselhado, tenha tido algum tipo de orientação, é evidente que, pelas normas de impedimento, tenho obrigação de me declarar impedido ou suspeito de atuar". O hoje ministro disse nunca ter ouvido falar de mensalão em sua passagem pela Casa Civil.
(Blog do Cesar Maia – 02/08/2012)”

Importante o término do julgamento do MENSALÃO. A Nação está de alma lavada! O ESTADO DE DIREITO foi preservado pela atuação extremamente profissional e patriótica da maioria dos ministros do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL!